sábado, 16 de março de 2013

Reversões de resultado inacreditáveis sofridas pelo Flamengo

Alguns resultados são MUITO difíceis de serem engolidos, digeridos e aceitos. Aqui vou relatar alguns deles, que tem como característica a reversão de vantagens que pareciam irreversíveis, mas o Flamengo conseguiu deixar de vencer. Certamente devem haver outros que escapam agora à memória e não estão listados aqui, mas estes 5 resultados abaixo...
 
Não foram as piores derrotas da história rubro-negra. Houve reversões de resultados agregados, como o fatídico confronto com o América do México, que após vencer por 4 x 2 na altitude da Cidade do México, a derrota por 3 x 0 no Maracanã significou a eliminação nas oitavas-de-final. Mas a característica destes cinco jogos abaixo é: a reversão na mesma noite.
 
E notem como os 42 minutos do segundo tempo parece uma maldição fatídica!
 
 
29 de março de 1975 - Flamengo 2 x 3 São Cristóvão
 
O São Cristóvão já jogava o Campeonato Carioca antes do futebol do Flamengo existir. Em 1912 foram os primeiros duelos Flamengo contra o "São Cri Cri". O tradicional time do Subúrbio foi Campeão Carioca em 1927. Em 27/10/1956, o placar mais elástico da história do Maracanã: Flamengo 12 x 2 São Cristóvão. Entre 1912 e 1979, foram 165 jogos entre os dois times: 111 vitórias do Flamengo, 25 empates e 29 vitórias do São Cristóvão, sendo que 20 destas 29 derrotas rubro-negras aconteceram antes de 1940, 24 delas até 1947. Ou seja desde 1948, foram só 5 derrotas rubro-negras, a última delas foi esta em 1975. O São Cristóvão foi para a 2ª Divisão em 1980, depois, jogou a 1ª Divisão do Carioca em 1983 (2 vitórias do Fla), 1991 (1 vitória do Fla) e 1993 (1 vitória do Fla e 1 empate). No total, 116 duelos entre estas duas equipes na história.
 
Em 29/03/1975, quando o primeiro tempo decorria, numa noite de quarta-feira, apontando Flamengo 2 x 0 São Cristóvão, gols de Zico, tudo parecia caminhar para mais uma vitória tranquila na jornada pela conquista de mais um bicampeonato carioca. Era a 6ª rodada, o Mengo já havia tropeçado na 2ª, em empate em zero frente ao Bonsucesso, ali mesmo, naquele palco, o Maracanã. Do outro lado, todo de branco, com a camisa 10, estava Fio Maravilha, que defendera o Flamengo de 1965 a 1973 e que, pouco mais de um ano antes, fora dispensado por excesso de peso. Foram dele os passes para os três gols da virada: Sena aos 44' do 1º e aos 36' do 2º, e Santos aos 42' do 2º tempo. Final: São Cristóvão 3 x 2 Flamengo.
 
O Flamengo daquela noite: Renato, Júnior, Jaime, Luís Carlos e Rodrigues Neto, Liminha, Geraldo e Zico, Édson, Doval e Paulinho Carioca. Téc: Joubert.
 
 
 
7 de maio de 1989 - Flamengo 3 x 3 Botafogo
 
Este resultado é o mais natural destes que listaremos aqui, afinal era um clássico, do outro lado havia um time que entrou para a história do Botafogo, mas foi um resultado que custou um título. O Flamengo tinha sido campeão da Taça Guanabara, vinha cabeça a cabeça com o Botafogo pela metade da Taça Rio, e se vencesse este jogo, assumiria a liderança isolada, e se fosse campeão do 2º turno, seria automaticamente campeão carioca. Este empate manteve o Botafogo na liderança da Taça Rio, que viria a conquistar, forçando a final, que terminou Botafogo 1 a 0, gol de Maurício, e fim do jejum de 24 anos sem títulos dos botafoguenses.
 
Aos 35 minutos do 2º tempo o placar eletrônico apontava: Flamengo 3 x 1 Botafogo. Zico fez 1x0 aos 18' do 1º tempo. Maurício empatou aos 37'. Renato Carioca aos 11' do 2º e Alcindo aos 22' do 2º tempo ampliaram. Até que aos 36' numa bola em profundidade, o zagueiro rubro-negro Gonçalves, pressionado pelo atacante, não percebe que Zé Carlos saía do gol para pegar a bola e, tentando recuar, ele o encobre e faz gol contra. A partir daí, pressão total alvi-negra e aos 42' do 2º tempo, o volante Vítor, ex-jogador do Flamengo, empata o jogo. Uma vitória importante, que estava na mão, e escapou.
 
O Flamengo daquela noite: Zé Carlos, Jorginho, Gonçalves, Rogério e Leonardo, Aílton, Renato Carioca e Zico (Marquinhos), Alcindo, Bebeto e Zinho. Téc: Telê Santana.
 
O Botafogo de 1989
 
 
 
13 de julho de 1993 - Flamengo 2 x 3 Fluminense
 
Era um despretensioso jogo pelo Torneio Rio-São Paulo de 1993. O Fluminense vinha mal, e o Flamengo vivia um momento, embora também não muito bom, ligeiramente melhor. O jogo era no Estádio de Caio Martins, em Niterói. Na arquibancada, aproximadamente 4.400 pagantes apenas. Neste jogo, diante da reação tricolor, Renato Gaúcho e Djalminha brigaram dentro de campo, no episódio que decretou a saída do jovem e talentoso camisa 10 da Gávea, estrela da conquista da Copa São Paulo de Juniores de 1990. Naquela noite, o time era a "Garotada da Gávea" (o mito urbano rubro-negro: "a garotada que sempre resolve"), haviam 7 campeões da Copa São Paulo de 1990: Júnior Baiano, Piá, Fabinho, Marquinhos, Luiz Antônio, Djalminha e Marcelinho Carioca.
 
Aos 32 minutos do 2º tempo, estava lá no placar do modesto estádio niteroiense: Flamengo 2 x 0 Fluminense, os gols tinha sido de Renato Gaúcho, aos 2' e aos 38' do 1º tempo. Eis que Marcelo Barreto (33' do 2º), Julinho (39' do 2º) e Júlio César (42' do 2º tempo) decretam uma virada impensada.
 
O Flamengo daquele dia: Gilmar, Fábio Baiano, Júnior Baiano, Rogério e Piá, Fabinho, Marquinhos, Luiz Antônio e Djalminha, Renato Gaúcho e Marcelinho Carioca. Téc: Evaristo de Macedo.
 
Marcelinho separa Djalminha e Renato Gaúcho
 
 
 
15 de março de 2012 - Flamengo 3 x 3 Olimpia
 
Era a 3ª rodada da 1ª fase da Taça Libertadores da América de 2012. O Flamengo havia empatado com o Lanus na Argentina (1 x 1) e vencido o Emelec no Engenhão (1 x 0). Com uma vitória encaminhada contra o Olimpia, somaria 7 pontos e teria deixado a classificação à 2ª fase engatilhada, com 7 pontos, mas empatou um jogo ganho e ficou em 5 pontos. No returno, perdeu para o Olimpia, em Assunção (3 a 2) e para o Emelec, em Guaiaquil (3 a 2), A vitória sobre o Lanus (3 x 0) na última rodada levou o Flamengo a 8 pontos e à eliminação precoce na 1ª fase. Com 10 pontos, teria se classificado.
 
Aos 29 minutos do 2º tempo, o placar eletrônico do Engenhão indicava: Flamengo 3 x 0 Olimpia. Vitória sacramentada? Inacreditávelmente, não! Com gols do argentino Darío Bottinelli aos 38' do 1º tempo, Ronaldinho Gaúcho aos 13' e Luiz Antônio aos 18', ambos no 2º tempo, ia-se construindo uma tranquila vitória. Mas Zeballos aos 30', Luis Caballero aos 38' e Marin aos 42' reverteram o resultado e empataram o jogo.
 
O Flamengo daquela noite de quarta-feira: Paulo Victor, Rafael Galhardo, Marcos González, David Bráz e Júnior César, Muralha, Luiz Antônio, Thomás (Guilherme Negueba) e Darío Bottinelli, Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Téc: Joel Santana.
 

 
 
13 de marcço de 2013 - Flamengo 2 x 3 Resende
 
O Resende subiu para a 1ª Divisão do Campeonato Carioca em 2008. No primeiro confronto com o Flamengo, vitória rubro-negra por 4 x 2. No segundo duelo, em 2009, um resultado histórico e a maior vitória do Resende sobre o Flamengo: 3 x 1, no Maracanã, pela semi-final da Taça Guanabara, eliminando o Flamrngo e avançando para a final, a qual perderia para o Botafogo. Depois deste jogo, seguiram-se quatro vitórias rubro-negras no duelo: 4 x 0 na Taça Rio de 2009, outro 4 x 0 em 2010, 1 x 0 em 2011 e 3 x 1 em 2012. Em 2013, outra vitória histórica do Resende, tão só a segunda deles sobre o Flamengo na curta história do confronto.
 
O Flamengo terminou o 1º tempo vencendo por 2 x 0, gols de Hernane e Elias. Tudo parecia caminhar para uma vitória tranquila naquela quarta-feira à noite no Engenhão. Mas não. O que parecia impensável, aconteceu. Com gols de Robert, aos 3' do 2º tempo, Elias (não o que vestia vermelho e preto naquela noite) aos 15' e Dudu, aos 23' do segundo tempo, sacramentou-se a heróica virada, que teve no camisa 10 Marcel um de seus principais arquitetos.
 
O time daquela noite: Felipe, Leonardo Moura, Alex Silva, Marcos González e João Paulo, Víctor Cáceres (Carlos Eduardo), Elias, Ibson (Cléber Santana) e Rodolfo (Gabriel), Rafinha e Hernane. Téc: Dorival Júnior.
 

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