quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Flamengo x Boavista - duas decisões de Taça Guanabara na história

O Boavista é da cidade de Bacaxá, colada em Saquarema, na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro. O clube chamava-se Barreira quando chegou à 1ª Divisão do Campeonato Carioca, nos Anos 1990. Não demorou a retornar à Segunda Divisão. Nos Anos 2000 se refundou como Boavista, e conseguiu regressar à elite do futebol carioca. Foram poucos duelos com o Flamengo na história, mas duas decisões de Taça Guanabara, a final do 1º turno do Campeonato Carioca. 


O Barreira jogou a 1ª Divisão do Campeonato Carioca em 1996 e 1997. Em três confrontos, o Flamengo não teve dificuldade, vencendo os três sem sofrer nenhum gol. Em 1996, no turno uma vitória por 3 x 0 em Bacaxá, e no returno uma goleada por 4 x 0 na Gávea. No Carioca de 97, uma nova goleada, esta por 5 x 0, jogando em Bacaxá.

O clube virou Boavista e retornou à 1ª Divisão em 2007. Nos dois duelos em 2007 e 2008, mais duas vitórias rubro-negras sem sofrer gols, ambas no Maracanã: 1 x 0 no Carioca 2007, e 2 x 0 no Carioca 2008. No campeonato de 2009, o primeiro tropeço rubro-negro, um empate por 2 x 2 em pleno Maracanã. Em 2010, vitória rubro-negra por 2 x 1 no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Em em 2011 dois confrontos pela Taça Guanabara, com vitórias do Flamengo por 3 x 2 no Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, e depois por 1 x 0 na final da competição.

Mo Campeonato Carioca de 2012 ocorreu a primeira vitória do Boavista sobre o Flamengo na história do confronto; Vágner Love marcou, mas não impediu a vitória do time da Região dos Lagos por 2 x 1, em jogo realizado em Macaé.

No Carioca 2013, um empate sem gols no Engenhão. Em 2014, goleada rubro-negra por 5 x 2 em Moça Bonita, em Bangu. Em 2015, mais uma vitória rubro-negra, 2 x 0 no Maracanã. No Carioca de 2016 foram dois confrontos, um empate por 1 x 1 no turno, jogando no Estádio de Édson Passos, e uma vitória do Flamengo por 3 x 0 no returno, em Volta Redonda. Em 2017, uma nova goleada rubro-negra, 4 x 1, em partida realizada n Arena das Dunas, em Natal.

No Carioca de 2018, os dois clubes voltaram a se enfrentar numa final de Taça Guanabara, repetindo o que havia ocorrido em 2011. No histórico até então, enquanto Barreira foram três jogos e três vitórias do Flamengo, com 12 gols marcados e nenhum sofrido. Como Boavista, entre 2007 e 2017 acumularam-se 13 confrontos, com 9 vitórias rubro-negras, 3 empates e 1 vitória da camisa verde, tendo o Flamengo balançado as redes em 27 oportunidades, e tido suas redes balançadas 11 vezes.

No Carioca 2018, a final da Taça GB acabou com vitória rubro-negra por 2 x 0; os dois clubes ainda se enfrentaram na Taça Rio.


Final da Taça Guanabara 2011

O Flamengo pressionou e teve maior posse de bola em todo o 1º tempo. Escalado sem um centroavante por Vanderlei Luxemburgo, o time tinha dificuldade para criar reais oportunidades de gol. Aos 11, Thiago Neves apareceu na área para completar de cabeça um cruzamento da esquerda. A partida era disputada muito na intermediária, mas sem lances de perigo. Aos 42, a única chance do Boavista, após erro na saída de bola do Flamengo, a bola chegou a Leandro Chaves, que bateu, obrigando Felipe a trabalhar. Os times foram para o intervalo com um empate sem gols. No 2º tempo, com Negueba no lugar do argentino Dario Bottinelli, a partida seguia a mesma, com o Flamengo pressionando, mas sem criar chances de gol. Se alguém esperava uma vitória fácil e esmagadora, a realidade estava distante de ser esta. A festa da torcida só aconteceu aos 26 minutos, depois que Thiago Neves recebeu um carrinho na entrada da área, Ronaldinho Gaúcho cobrou a falta com categoria no canto esquerdo do goleiro Thiago, fazendo explodir de êxtase as arquibancadas do Engenhão, que recebiam um público de pouco mais de 36 mil pagantes. O Flamengo, daí para frente, passou a administar o placar e avançar somente em contra-ataques, segurando a vitória até o apito final do árbitro.

Ficha Técnica 
27/02/2011 - FLAMENGO 1 X 0 BOAVISTA
Local: Engenhão, Rio de Janeiro 
Gol: Ronaldinho Gaúcho (26'2T)

Flamengo: Felipe, Leonardo Moura, Welinton, David Braz e Egídio (Diego Maurício); Maldonado, Willians, Renato Abreu, Dario Bottinelli (Negueba), Thiago Neves (Ronaldo Angelim) e Ronaldinho Gaúcho. Téc: Vanderlei Luxemburgo
Boavista: Thiago, Bruno Costa (Joílson), Gustavo Geladeira, Santiago e Paulo Rodrigues (Max); Júlio Cesar, Edu Pina, Leandro Chaves e Tony; André Luis (Rafael Augusto) e Frontini. Téc: Alfredo Sampaio






O personagem presente nestas duas finais é o zagueiro Gustavo, ou Gustavo Geladeira, como passou a ser chamado depois que foi contratado pelo Flamengo, exatamente por ter se destacado pelo Boavista no campeonato de 2011. Gustavo Silva Conceição, nascido em fevereiro de 1986, foi revelado nas divisões de base do Tigres do Brasil. Depois passou por Potiguar, do Rio Grande do Norte, e CRB, de Alagoas, antes de chegar ao Duque de Caxias, onde disputou os Cariocas de 2009 e 2010. Ainda teve uma passagem pelo Ipatinga, de Minas Gerais. Disputou o Carioca de 2011 pelo Boavista, destacando-se e chamando a atenção do Flamengo, que o contratou. Jogou 12 partidas com a camisa rubro-negra, seis no segundo semestre de 2011 e seis no primeiro trimestre de 2012. Em 2011, ficou marcado pela expulsão no jogo com o Corinthians, quando deu um soco sem bola, por trás, em Liédson; ainda atuou no duelo contra o Universidad de Chile, em Santiago, pela Copa Sul-Americana. Em 2012, atuou em dois amistosos de pré-temporada e no Carioca, inclusive numa derrota para o Vasco. Sua última partida com a camisa do Flamengo foi pela Libertadores, contra o Emelec, em Guaiaquil. Dos 12 jogos pelo Flamengo, o time sofreu 6 derrotas e empatou 3 vezes.

Ainda pertencendo ao Flamengo, foi cedido por empréstimo a Atlético Goianiense e Ceará, e ao próprio Boavista, por quem disputou os Cariocas de 2013 e 2014. Depois passou por Vila Nova, do estado de Goiás, Orlando City, dos EUA, Mohun Bagan, da India, e Londrina, do estado do Paraná. E pelo Boavista disputou os Cariocas de 2017 e 2018.

Zagueiro Gustavo no Flamengo 


Final da Taça Guanabara 2018

O Boavista surpreendeu nos primeiros minutos de jogo, pressionando muito a saída de bola rubro-negra e chegando com perigo em dois chutes de fora da área. Aos 26, o primeiro bom momento do Flamengo, Diego cobrou falta e Rafael conseguiu dar um tapa para escanteio, numa bola que tinha endereço certo. Aos 32, Diego pegou um rebote na área e quase marcou, mas o zagueiro Kadu impediu o gol. O Flamengo passou a controlar o jogo, mas os times foram para o intervalo empatados em zero. No início do 2º tempo, Everton Ribeiro colocou na cabeça de Henrique Dourado, que, livre, errou o alvo e colocou para fora, perdendo a chance mais clara de gol do jogo até então. Aos 20, o time rubro-negro conseguiu furar o bloqueio, num cruzamento na área que Réver, penetrando por trás da zaga, escorou para o meio, procurando Dourado, a bola bateu em Kadu e entrou... com um gol contra, o Flamengo foi a frente no placar. O time da Região dos Lagos tentou ser mais ofensivo, mas não conseguia ameaçar. Aos 34, Everton Ribeiro lançou Vinícius Júnior, que vindo de trás da linha de impedimento da zaga do Boavista, tentou concluir, errando o chute, mas resvalando levemente na bola, que já teria o destino das redes mesmo se ele não tocasse, o goleiro nõ conseguiu interceptar a bola cruzada diagonalmente e o placar foi a 2 x 0, matando as esperanças do adversário de levar a decisão aos pênaltis.

Ficha Técnica 
18/02/2018 - FLAMENGO 2 x 0 BOAVISTA
Local: Estádio Kléber Andrade, Cariacica, Espírito Santo
Gols: Kadu (contra, 20'2T) e Vinícius Júnior (34'2T)

Flamengo: César, Pará (Rodinei), Réver, Rhodolfo e Renê; Cuéllar (Jonas), Lucas Paquetá (Vinícius Júnior), Diego e Everton; Everton Ribeiro e Henrique Dourado. Téc: Paulo Cesar Carpegiani
Boavista: Rafael, Thiaguinho, Gustavo Geladeira, Kadu Fernandes (Elivélton) e Júlio César; Douglas Pedroso, Willian Maranhão, Felipe Gabriel (Cláudio Maradona) e Erick Flores; Lucas e Leandrão (Tartá). Téc: Eduardo Allax







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