terça-feira, 1 de setembro de 2026

Audiência das mídias sociais implodiu narrações manipuladas contra o tamanho do Flamengo pelo jornalismo esportivo


Em especial durante o início do Século XXI, com a dominância do jornalismo paulista nos grandes canais de televisão por assinatura, houve uma intensa manipulação de dados para tentar construir uma narrativa de diminuição da grandeza do Clube de Regatas do Flamengo (narrativa que ganhou coro e vociferações entre os torcedores rivais ao Flamengo no Rio de Janeiro).

Entre 2011 e 2015, reportagens publicadas pelos principais veículos de comunicação frequentemente destacavam que a distância entre os tamanhos das torcidas de Flamengo e Corinthians se estreitava aceleradamente, e chegou ao ponto de se construir um cenário de empate técnico entre Flamengo e Corinthians em tamanho de torcida. Muitos jornalistas capitaneavam esta articulação, entre eles, um em especial se destacava neste discurso: Milton Neves, um constante inflamador de ódio do Flamengo. Na cola dele, uma lista grande...

Com o crescimento das redes sociais, acabou-se a margem às manipulações de opinião! Hoje, a presença digital do Flamengo não apenas confirma sua condição de maior marca esportiva do país, como também evidencia uma vantagem expressiva sobre todos os seus concorrentes!

Em outubro de 2011, o UOL publicou a manchete: "Nova pesquisa Ibope iguala tamanho de torcidas de Corinthians e Flamengo". O levantamento atribuía 13% da preferência nacional para cada clube. Entretanto, a própria reportagem trazia um dado que se revelaria decisivo anos depois: "84% da torcida corintiana encontrava-se concentrada no Estado de São Paulo", enquanto a torcida rubro-negra apresentava distribuição nacional muito mais ampla.

Pouco mais de um ano depois, em dezembro de 2012, a Folha de São Paulo voltou a destacar o tema na manchete: "Datafolha aponta empate entre Corinthians e Fla como maiores torcidas do Brasil". A reportagem ressaltava o crescimento da torcida corintiana e informava que ambos apareciam com 16% da preferência nacional. Contudo, o próprio Datafolha esclareceu posteriormente que o resultado decorria do arredondamento estatístico. Os percentuais originais eram 16,27% para o Flamengo e 15,56% para o Corinthians, configurando empate técnico apenas em razão da margem de erro e da metodologia utilizada.

Em 2014, a Folha voltou ao tema na reportagem: "Um em cada três torce para Flamengo ou Corinthians", destacando novamente que os dois clubes concentravam cerca de um terço dos torcedores brasileiros. Embora os percentuais continuassem próximos dentro da margem de erro, o levantamento já apontava numericamente vantagem para o Flamengo, com 18% contra 14% do Corinthians.

Este conjunto de reportagens tentava consolidar a percepção de que Flamengo e Corinthians disputavam em igualdade a condição de maior torcida do país. Milton Neves frequentemente repercutia esta interpretação em programas esportivos, defendendo que o crescimento corintiano havia praticamente eliminado a vantagem histórica rubro-negra.

Entretanto, uma leitura mais cuidadosa das próprias pesquisas mostraria uma diferença estrutural importante: enquanto o Corinthians possuía enorme concentração regional, especialmente no estado de São Paulo, o Flamengo apresentava presença consistente em praticamente todas as regiões brasileiras. Nordeste, Norte e Centro-Oeste apareciam sistematicamente como regiões nas quais a torcida rubro-negra exercia ampla liderança. E este alcance nacional sempre foi uma característica singular do clube.

Nos anos seguintes, novos levantamentos passaram gradualmente a indicar uma vantagem mais consistente do Flamengo. Pesquisas realizadas por Datafolha, AtlasIntel, Quaest, TM20/Brazil Panels, Nexus e outras instituições mantiveram o clube na liderança nacional, normalmente com diferenças superiores às observadas na primeira metade da década anterior.

Porém, foi a ascensão das mídias sociais que transformou completamente este debate, não dando qualquer margem para manipulações de informação. Ao contrário das pesquisas por amostragem, as plataformas digitais apresentam números públicos, verificáveis e permanentemente atualizados.


O número de seguidores representa pessoas que espontaneamente decidiram acompanhar determinado clube, permitindo uma comparação direta entre as marcas esportivas. E segundo o "Ranking Digital dos Clubes Brasileiros", elaborado pelo IBOPE Repucom, o Flamengo tornou-se o primeiro clube brasileiro a ultrapassar 65 milhões de seguidores no conjunto de Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, X e demais plataformas monitoradas.

O Corinthians aparece na segunda posição, com aproximadamente 42 milhões, seguido por Palmeiras (cerca de 24 milhões), São Paulo (23 milhões) e Vasco da Gama (14 milhões). A distância impressiona! O Flamengo possui cerca de 23 milhões de seguidores a mais que o Corinthians, praticamente o equivalente à soma das bases digitais de Palmeiras e Vasco.

Mais do que isso, mantém liderança simultânea em praticamente todas as plataformas relevantes do mercado digital. Outro aspecto chama atenção: o Flamengo não lidera apenas em estoque de seguidores. Também figura repetidamente como o clube que mais cresce nas redes sociais brasileiras, impulsionado pelo forte consumo de vídeos, transmissões próprias, conteúdos exclusivos e campanhas de marketing. Em diversos anos consecutivos, foi o clube que mais conquistou novos seguidores entre todas as equipes nacionais.

Esta liderança digital ajuda a explicar por que a marca Flamengo se tornou uma das mais valiosas do esporte latino-americano. Quanto maior a audiência, maior o potencial de monetização por meio de patrocinadores, programas de sócio-torcedor, plataformas próprias, comércio eletrônico e licenciamentos.

Mais importante, porém, é a conclusão proporcionada pela comparação histórica. Entre 2011 e 2015, o debate girava em torno da possibilidade de o Corinthians alcançar o Flamengo em número de torcedores. Quinze anos depois, o indicador mais transparente e objetivo disponível aponta uma realidade diferente: a enorme vantagem construída pelo Flamengo nas mídias sociais reflete uma torcida distribuída nacionalmente, presente em praticamente todos os estados brasileiros, e capaz de gerar níveis de engajamento superiores aos de qualquer outro clube do país.

A evolução das plataformas digitais não substitui as pesquisas de torcida, mas oferece uma nova dimensão para compreender o tamanho das marcas esportivas. Nesse ambiente, os números falam por si. O Flamengo consolidou uma liderança que ultrapassa fronteiras regionais, fortalece sua capacidade comercial e confirma, diariamente, o alcance nacional de sua torcida. O debate que dominou parte da imprensa esportiva na primeira metade da década de 2010 permanece como um capítulo importante da história. Os indicadores digitais da década de 2020, entretanto, mostram que a maior comunidade esportiva do Brasil encontrou também no ambiente virtual uma forma objetiva de demonstrar sua dimensão.

Neste cenário inquestionável de dominância, olhar para trás e ver materiais como por exemplo o publicado em 2012 pela Pluri Consultoria, que em relatório publicado a mercado e divulgado pela imprensa exaltou: "a torcida do Corinthians será a maior do Brasil em 2028". Segundo o texto do material: "Se, por ora, o Flamengo reina soberano, a Pluri Consultoria garante que o Timão passará o Rubro-Negro em 2028. A projeção leva em conta as 20 últimas grandes pesquisas de opinião sobre predileção clubística e uma projeção sobre expectativa do crescimento demográfico no país (...) aponta redução gradual nesta diferença". O ano previsto está se aproximando, e nenhuma pesquisa realizada depois disto confirmou esta tendência.

Os dadas das mídias sociais desmascararam a mídia tradicional!