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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Audiência das mídias sociais implodiu narrações manipuladas contra o tamanho do Flamengo pelo jornalismo esportivo


Em especial durante o início do Século XXI, com a dominância do jornalismo paulista nos grandes canais de televisão por assinatura, houve uma intensa manipulação de dados para tentar construir uma narrativa de diminuição da grandeza do Clube de Regatas do Flamengo (narrativa que ganhou coro e vociferações entre os torcedores rivais ao Flamengo no Rio de Janeiro).

Entre 2011 e 2015, reportagens publicadas pelos principais veículos de comunicação frequentemente destacavam que a distância entre os tamanhos das torcidas de Flamengo e Corinthians se estreitava aceleradamente, e chegou ao ponto de se construir um cenário de empate técnico entre Flamengo e Corinthians em tamanho de torcida. Muitos jornalistas capitaneavam esta articulação, entre eles, um em especial se destacava neste discurso: Milton Neves, um constante inflamador de ódio do Flamengo. Na cola dele, uma lista grande...

Com o crescimento das redes sociais, acabou-se a margem às manipulações de opinião! Hoje, a presença digital do Flamengo não apenas confirma sua condição de maior marca esportiva do país, como também evidencia uma vantagem expressiva sobre todos os seus concorrentes!

Em outubro de 2011, o UOL publicou a manchete: "Nova pesquisa Ibope iguala tamanho de torcidas de Corinthians e Flamengo". O levantamento atribuía 13% da preferência nacional para cada clube. Entretanto, a própria reportagem trazia um dado que se revelaria decisivo anos depois: "84% da torcida corintiana encontrava-se concentrada no Estado de São Paulo", enquanto a torcida rubro-negra apresentava distribuição nacional muito mais ampla.

Pouco mais de um ano depois, em dezembro de 2012, a Folha de São Paulo voltou a destacar o tema na manchete: "Datafolha aponta empate entre Corinthians e Fla como maiores torcidas do Brasil". A reportagem ressaltava o crescimento da torcida corintiana e informava que ambos apareciam com 16% da preferência nacional. Contudo, o próprio Datafolha esclareceu posteriormente que o resultado decorria do arredondamento estatístico. Os percentuais originais eram 16,27% para o Flamengo e 15,56% para o Corinthians, configurando empate técnico apenas em razão da margem de erro e da metodologia utilizada.

Em 2014, a Folha voltou ao tema na reportagem: "Um em cada três torce para Flamengo ou Corinthians", destacando novamente que os dois clubes concentravam cerca de um terço dos torcedores brasileiros. Embora os percentuais continuassem próximos dentro da margem de erro, o levantamento já apontava numericamente vantagem para o Flamengo, com 18% contra 14% do Corinthians.

Este conjunto de reportagens tentava consolidar a percepção de que Flamengo e Corinthians disputavam em igualdade a condição de maior torcida do país. Milton Neves frequentemente repercutia esta interpretação em programas esportivos, defendendo que o crescimento corintiano havia praticamente eliminado a vantagem histórica rubro-negra.

Entretanto, uma leitura mais cuidadosa das próprias pesquisas mostraria uma diferença estrutural importante: enquanto o Corinthians possuía enorme concentração regional, especialmente no estado de São Paulo, o Flamengo apresentava presença consistente em praticamente todas as regiões brasileiras. Nordeste, Norte e Centro-Oeste apareciam sistematicamente como regiões nas quais a torcida rubro-negra exercia ampla liderança. E este alcance nacional sempre foi uma característica singular do clube.

Nos anos seguintes, novos levantamentos passaram gradualmente a indicar uma vantagem mais consistente do Flamengo. Pesquisas realizadas por Datafolha, AtlasIntel, Quaest, TM20/Brazil Panels, Nexus e outras instituições mantiveram o clube na liderança nacional, normalmente com diferenças superiores às observadas na primeira metade da década anterior.

Porém, foi a ascensão das mídias sociais que transformou completamente este debate, não dando qualquer margem para manipulações de informação. Ao contrário das pesquisas por amostragem, as plataformas digitais apresentam números públicos, verificáveis e permanentemente atualizados.


O número de seguidores representa pessoas que espontaneamente decidiram acompanhar determinado clube, permitindo uma comparação direta entre as marcas esportivas. E segundo o "Ranking Digital dos Clubes Brasileiros", elaborado pelo IBOPE Repucom, o Flamengo tornou-se o primeiro clube brasileiro a ultrapassar 65 milhões de seguidores no conjunto de Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, X e demais plataformas monitoradas.

O Corinthians aparece na segunda posição, com aproximadamente 42 milhões, seguido por Palmeiras (cerca de 24 milhões), São Paulo (23 milhões) e Vasco da Gama (14 milhões). A distância impressiona! O Flamengo possui cerca de 23 milhões de seguidores a mais que o Corinthians, praticamente o equivalente à soma das bases digitais de Palmeiras e Vasco.

Mais do que isso, mantém liderança simultânea em praticamente todas as plataformas relevantes do mercado digital. Outro aspecto chama atenção: o Flamengo não lidera apenas em estoque de seguidores. Também figura repetidamente como o clube que mais cresce nas redes sociais brasileiras, impulsionado pelo forte consumo de vídeos, transmissões próprias, conteúdos exclusivos e campanhas de marketing. Em diversos anos consecutivos, foi o clube que mais conquistou novos seguidores entre todas as equipes nacionais.

Esta liderança digital ajuda a explicar por que a marca Flamengo se tornou uma das mais valiosas do esporte latino-americano. Quanto maior a audiência, maior o potencial de monetização por meio de patrocinadores, programas de sócio-torcedor, plataformas próprias, comércio eletrônico e licenciamentos.

Mais importante, porém, é a conclusão proporcionada pela comparação histórica. Entre 2011 e 2015, o debate girava em torno da possibilidade de o Corinthians alcançar o Flamengo em número de torcedores. Quinze anos depois, o indicador mais transparente e objetivo disponível aponta uma realidade diferente: a enorme vantagem construída pelo Flamengo nas mídias sociais reflete uma torcida distribuída nacionalmente, presente em praticamente todos os estados brasileiros, e capaz de gerar níveis de engajamento superiores aos de qualquer outro clube do país.

A evolução das plataformas digitais não substitui as pesquisas de torcida, mas oferece uma nova dimensão para compreender o tamanho das marcas esportivas. Nesse ambiente, os números falam por si. O Flamengo consolidou uma liderança que ultrapassa fronteiras regionais, fortalece sua capacidade comercial e confirma, diariamente, o alcance nacional de sua torcida. O debate que dominou parte da imprensa esportiva na primeira metade da década de 2010 permanece como um capítulo importante da história. Os indicadores digitais da década de 2020, entretanto, mostram que a maior comunidade esportiva do Brasil encontrou também no ambiente virtual uma forma objetiva de demonstrar sua dimensão.

Neste cenário inquestionável de dominância, olhar para trás e ver materiais como por exemplo o publicado em 2012 pela Pluri Consultoria, que em relatório publicado a mercado e divulgado pela imprensa exaltou: "a torcida do Corinthians será a maior do Brasil em 2028". Segundo o texto do material: "Se, por ora, o Flamengo reina soberano, a Pluri Consultoria garante que o Timão passará o Rubro-Negro em 2028. A projeção leva em conta as 20 últimas grandes pesquisas de opinião sobre predileção clubística e uma projeção sobre expectativa do crescimento demográfico no país (...) aponta redução gradual nesta diferença". O ano previsto está se aproximando, e nenhuma pesquisa realizada depois disto confirmou esta tendência.

Os dadas das mídias sociais desmascararam a mídia tradicional!

sábado, 8 de agosto de 2026

Flamengo: a Camisa Mais Vendida do Brasil


Flamengo domina, mas vendas de camisas revelam mudanças de consumo no futebol brasileiro: a venda de camisas oficiais tornou-se um dos principais indicadores da força comercial dos clubes brasileiros ao longo do século XXI. Embora não exista uma série histórica contínua que permita apontar anualmente qual equipe liderou o mercado nacional, os levantamentos divulgados por grandes varejistas permitem identificar tendências consistentes, assim como mudanças provocadas por conquistas esportivas, e também diferenças relevantes entre mercados regionais.


Entre os clubes de maior alcance nacional, o Flamengo aparece como o principal protagonista. Os rankings divulgados por redes como Centauro, Netshoes e FutFanatics mostram o clube carioca ocupando repetidamente a liderança das vendas nacionais, reflexo de uma torcida distribuída por praticamente todas as regiões do país e da elevada capacidade de transformar desempenho esportivo em consumo.

O levantamento mais abrangente divulgado pela Centauro para o segundo semestre de 2015 apontou o Flamengo na primeira colocação nacional, com 23,4% das vendas de camisas oficiais. O São Paulo apareceu em segundo lugar, com 18,4%, seguido pelo Corinthians, com 14,2%. Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, Grêmio, Atlético Mineiro, Santos e Internacional completavam os dez primeiros colocados.

Além do ranking nacional, o estudo revelou uma característica importante do mercado brasileiro: a forte regionalização do consumo. O Flamengo liderava as vendas em 13 estados brasileiros, demonstrando um alcance comercial muito superior ao de seus concorrentes. O domínio rubro-negro se estendia por grande parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, confirmando que sua torcida nacional se traduzia também em desempenho econômico para o varejo esportivo.

Já os clubes paulistas apresentavam uma concentração muito maior de mercado. Corinthians, São Paulo e Palmeiras possuíam enorme força no estado de São Paulo, mas encontravam maior dificuldade para reproduzir a mesma liderança fora do Sudeste. Esse comportamento mostra que o tamanho absoluto das torcidas não explica sozinho o desempenho comercial: fatores como distribuição geográfica dos torcedores, presença de lojas oficiais, logística de varejo e exposição nacional também influenciam diretamente as vendas.

O próprio Rio de Janeiro ilustra como o mercado pode divergir das medições nacionais. Embora o Flamengo lidere amplamente o consumo agregado do país, levantamento da FutFanatics referente ao período entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017 mostrava o Vasco da Gama como o clube com maior volume de camisas vendidas dentro do estado fluminense. O resultado evidencia que mercados locais respondem não apenas ao tamanho das torcidas, mas também ao momento esportivo, ao lançamento de uniformes e às estratégias promocionais adotadas pelos clubes.

Outro aspecto importante é o peso crescente do comércio eletrônico. Durante os anos 2000, boa parte das vendas estava concentrada em lojas físicas especializadas. Ao longo da década seguinte, o avanço das plataformas digitais ampliou o alcance dos clubes nacionais e tornou mais frequente a divulgação de rankings pelas grandes varejistas. Isso também permitiu identificar oscilações anuais relacionadas a campanhas esportivas bem-sucedidas, lançamento de novos fornecedores de material esportivo e ações de marketing.

A temporada de 2016 ofereceu um bom exemplo dessa dinâmica. No início daquele ano, Flamengo liderava simultaneamente os rankings nacionais divulgados por Netshoes e FutFanatics, enquanto a Centauro registrava momentaneamente o São Paulo na primeira colocação durante o primeiro trimestre, indicando que mudanças de coleção, calendário de lançamentos e comportamento do consumidor podem alterar significativamente a liderança entre diferentes canais de venda.

A comparação entre os três clubes que mais frequentemente aparecem nas primeiras posições dos rankings — Flamengo, Corinthians e Palmeiras — ajuda a compreender como o desempenho esportivo passou a influenciar diretamente a economia do futebol brasileiro. O Flamengo apresenta a trajetória mais consistente entre os levantamentos conhecidos. Sua presença recorrente na liderança decorre da combinação entre a Maior Torcida do Brasil, a ampla distribuição geográfica de seus consumidores, e campanhas esportivas capazes de impulsionar sucessivos picos de demanda.

O Corinthians viveu um movimento distinto. Beneficiado pela conquista da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012, o clube registrou forte expansão comercial nos anos seguintes e consolidou-se entre os maiores vendedores do país. Nos levantamentos divulgados a partir de 2015, porém, passou a alternar posições com São Paulo e Palmeiras, refletindo maior equilíbrio competitivo no mercado de artigos licenciados.

Já o Palmeiras apresentou a evolução mais acelerada da segunda metade da década de 2010. A sucessão de títulos nacionais e continentais ampliou significativamente a comercialização de produtos oficiais, reduzindo a distância para Corinthians e Flamengo. Embora nem sempre tenha ocupado a liderança absoluta dos rankings divulgados, o clube tornou-se presença constante entre os primeiros colocados, evidenciando como o sucesso esportivo fortalece o consumo de produtos licenciados.

A análise dos levantamentos públicos também permite identificar nichos econômicos relevantes. O primeiro é o chamado "efeito título": conquistas de grande repercussão costumam provocar aumentos imediatos nas vendas, especialmente quando acompanhadas pelo lançamento de novos uniformes. O segundo é a influência dos fornecedores de material esportivo. Mudanças de fabricante normalmente são acompanhadas por coleções inéditas, campanhas publicitárias e maior exposição nas redes varejistas, impulsionando a demanda nos meses seguintes.

Outro nicho é o da distribuição multicanal. A expansão do comércio eletrônico permitiu que clubes com torcidas pulverizadas nacionalmente - caso do Flamengo - convertessem seu alcance geográfico em vendas de maneira mais eficiente. Em contrapartida, equipes cuja base de torcedores permanece concentrada em determinados estados continuam apresentando desempenho expressivo em mercados locais, ainda que nem sempre liderem o cenário nacional.

Os rankings estaduais ilustram esse comportamento. Enquanto o Flamengo aparece com frequência como líder em diversos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mercados tradicionais do Sul e do Sudeste apresentam maior equilíbrio entre clubes locais e nacionais. O caso do Vasco liderando as vendas no estado do Rio de Janeiro naquele levantamento da FutFanatics, demonstra que fatores conjunturais podem alterar significativamente o consumo regional, mesmo quando o panorama permanece favorável ao Flamengo.

Do ponto de vista econômico, as camisas oficiais transformaram-se em um dos principais ativos do licenciamento esportivo brasileiro. Elas movimentam fabricantes, varejistas físicos e digitais, lojas oficiais, patrocinadores e toda a cadeia de distribuição. O desempenho comercial passou a ser acompanhado com atenção pelos departamentos de marketing, que utilizam essas informações para definir cronogramas de lançamento, campanhas promocionais e estratégias de relacionamento com os torcedores.

Embora a ausência de uma série histórica contínua impeça afirmar qual clube vendeu mais camisas em todos os anos do século XXI, os levantamentos efetivamente divulgados permitem uma conclusão consistente: o Flamengo é o clube que mais frequentemente aparece na liderança nacional das vendas documentadas, sustentado principalmente pela capilaridade de sua torcida.

Corinthians, Palmeiras e São Paulo formam o segundo pelotão do mercado brasileiro, alternando posições conforme o ciclo esportivo de cada equipe. Ao mesmo tempo, os rankings regionais demonstram que o consumo de produtos licenciados continua fortemente influenciado pelas características econômicas e geográficas de cada mercado, tornando o mapa das vendas muito mais complexo do que a simples comparação entre o tamanho das torcidas.



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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Números que endossam a verdade incontestável: Indicadores de Mercado confirmam que o Flamengo tem a Maior Torcida do Brasil


Durante décadas, a discussão sobre qual clube possui a Maior Torcida do Brasil tentou ser distorcida diversas vezes por vieses bairristas e clubistas, uma batalha travada principalmente no campo das pesquisas de opinião. Institutos renomados, utilizando metodologias distintas e amostras representativas da população, chegaram repetidamente a uma mesma conclusão: o Flamengo ocupa a liderança nacional! A Maior Torcida do Brasil! Ainda assim, como toda pesquisa depende daquilo que o entrevistado declara, o debate jamais desapareceu completamente. Afinal, seria possível medir o tamanho de uma torcida por outros caminhos?

Nas últimas décadas, o próprio mercado passou a fornecer uma resposta. À medida que o futebol se transformou em uma indústria cada vez mais sofisticada, surgiram indicadores capazes de capturar não apenas a preferência declarada dos torcedores, mas também o seu comportamento concreto de consumo. Em vez de perguntar a alguém para qual clube torce, esses indicadores observam o que milhões de pessoas efetivamente fazem quando precisam tomar uma decisão econômica relacionada ao futebol.

É justamente nesse ponto que a liderança do Flamengo se torna ainda mais evidente.


1) PAY PER VIEW DA GLOBO

Um dos exemplos mais relevantes é o sistema de pay-per-view do Campeonato Brasileiro, comercializado pela Globo por meio do Canal de TV Fechada Premiere. Diferentemente das pesquisas de torcida, o PPV exige uma decisão financeira. O torcedor não apenas manifesta simpatia por um clube, ele paga para acompanhá-lo. Desde a criação do modelo de distribuição baseado em assinantes, os números divulgados pelo mercado apontam reiteradamente o Flamengo como o principal responsável pela geração de receitas do sistema.

Quando a Globo e os clubes passaram a divulgar percentuais de participação dos assinantes, o Flamengo apareceu com folga na liderança nacional. Em alguns levantamentos públicos, sua participação aproximou-se de um quinto de toda a base de assinantes do Premiere. Mais significativo do que o percentual em si é a distância em relação aos concorrentes. Mesmo clubes com enorme tradição nacional ficaram vários pontos atrás, revelando uma capacidade singular do Flamengo de transformar paixão em consumo recorrente.


O significado econômico desse resultado é profundo. O PPV não mede apenas audiência. Ele mede disposição de pagamento. Em outras palavras, indica quantos torcedores estão dispostos a investir recursos próprios para acompanhar seu clube. Em um mercado altamente competitivo e marcado por inúmeras opções de entretenimento, liderar esse indicador representa muito mais do que possuir grande visibilidade; representa possuir a maior base de consumidores do futebol brasileiro.



2) TIMEMANIA DA CAIXA

A mesma lógica pode ser observada na Timemania. Criada pela Caixa Econômica Federal em 2008, a modalidade introduziu um mecanismo simples: além de concorrer aos prêmios, o apostador escolhe seu “Time do Coração”. Parte da arrecadação é distribuída aos clubes conforme a quantidade de indicações recebidas.

A beleza estatística desse modelo está justamente em sua espontaneidade. O apostador não responde a um pesquisador nem participa de uma enquete. Ele escolhe livremente um clube em uma operação realizada milhões de vezes ao longo dos anos. E, desde os primeiros levantamentos divulgados, o Flamengo consolidou uma liderança recorrente entre os clubes mais escolhidos pelos apostadores.


Esse desempenho é particularmente relevante porque a Timemania alcança públicos distintos dos consumidores de pay-per-view. Enquanto o Premiere está associado ao consumo de mídia esportiva, a loteria alcança uma base social muito mais ampla. Ainda assim, o resultado permanece o mesmo: o Flamengo aparece sistematicamente entre os líderes absolutos, frequentemente ocupando a primeira colocação.



3) INFINITY TORCEDOR DA TIM

Se o PPV mede consumo de mídia e a Timemania mede preferência em um produto lotérico nacional, a experiência do Infinity Torcedor acrescenta uma terceira camada de análise. Lançado pela empresa de telefonia TIM em parceria com os clubes, o produto permitia que o consumidor contratasse um plano de telefonia vinculado ao time de sua preferência. Mais uma vez, tratava-se de uma decisão econômica concreta, tomada em um mercado totalmente diferente daqueles relacionados diretamente ao futebol.

Os resultados divulgados ao longo da iniciativa apontaram novamente para a força da marca Flamengo. Em um ambiente de telecomunicações, onde fatores como preço, cobertura e qualidade do serviço influenciam a decisão de compra, a associação ao clube continuou sendo capaz de mobilizar consumidores em escala superior à observada na maior parte dos concorrentes.



É justamente a convergência desses indicadores que torna a análise especialmente robusta. O Premiere pertence ao mercado de mídia. A Timemania está inserida no universo das loterias federais. O Infinity Torcedor operava no setor de telecomunicações. São mercados distintos, com públicos diferentes, metodologias independentes e objetivos comerciais próprios. Ainda assim, todos produziram resultados compatíveis com aquilo que as pesquisas de torcida vêm indicando há décadas.

Na ciência, quando diferentes métodos chegam à mesma conclusão, a evidência se fortalece. No marketing, quando consumidores demonstram a mesma preferência em contextos distintos, a força de uma marca torna-se mais evidente. E no futebol brasileiro, poucos fenômenos ilustram tão bem essa convergência quanto o Flamengo.

Pesquisas de opinião continuam sendo instrumentos fundamentais para medir a distribuição das torcidas. Entretanto, quando elas são acompanhadas por indicadores de consumo que envolvem assinatura, aposta ou contratação de serviços, a discussão deixa de depender exclusivamente daquilo que as pessoas dizem. Passa a incorporar aquilo que elas efetivamente fazem.

Por isso, a liderança do Flamengo não se sustenta apenas nas respostas dadas aos pesquisadores. Ela também aparece nas escolhas econômicas realizadas por milhões de brasileiros. E quando opinião e comportamento apontam na mesma direção, a conclusão deixa de ser apenas uma percepção estatística para se transformar em uma evidência consistente da realidade.

Mesmo com metodologias independentes e mercados completamente distintos — televisão por assinatura, loteria federal e telecomunicações — os indicadores convergem para o mesmo resultado: quando a preferência do torcedor deixa o campo da declaração e se transforma em comportamento econômico, o Flamengo permanece na liderança. Essa convergência não substitui as pesquisas tradicionais de torcida, mas as complementa e fortalece, oferecendo uma demonstração objetiva da capacidade do clube de mobilizar consumidores em escala nacional.

4) SAB DA BRAHMA

A SAB (Sociedade Anônima da Brahma) foi anunciada publicamente em 13 de julho de 2025, inicialmente com 14 clubes. A mecânica da campanha destinava 10% das compras de cerveja Brahma feitas pelo Zé Delivery ao clube escolhido — e 20% quando o produto era uma Brahma Zero.

Um recorte de dados após 13 meses de arrecadação mostra um total domínio da torcida do Flamengo na campanha, arrecadando quase 30% do total de toda a campanha no acumulado do período (29,46% mais exatamente).

A tabela abaixo mostra a arrecadação por clube até 3 de agosto de 2026. A torcida do Flamengo tinha arrecadado R$ 7,1 milhões, seguida pela do Corinthians com R$ 3,3 milhões (a arrecadação rubro-negra era mais do que o dobro da do alvi-negro paulitano!!). A arrecadação do Flamengo era quase igual à soma das de Corinthians, Cruzeiro e Vasco, que eram segundo, terceiro e quarto lugares em arrecadação! Avassaladora torcida rubro-negra!











sábado, 12 de abril de 2025

COMO E POR QUE O FLAMENGO



Para entender o que o Flamengo se tornou para o futebol brasileiro, é preciso entender algumas coisas relacionadas à história do Brasil e a história do futebol carioca e brasileiro:

- o Rio de Janeiro foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, e foi a capital do Império Português de 1808 a 1822;

- o Brasil se tornou independente em 1822, mas permaneceu vinculado à Família Real de Portugal até 1889, quando só então houve a Proclamação da República, com o país efetivamente assumindo o comando político de seu rumo desvencilhado dos portugueses;

- o Flamengo foi fundado em 1895 como um clube de remo (de regatas) na Praia do Flamengo, bairro de elite próximos aos limites geográficos até onde chegava a cidade na época; o remo era o esporte mais popular da cidade;

- o Clube de Regatas do Flamengo funcionava numa república estudantil de jovens, denominada República Paz e Amor;

- o futebol do Flamengo é formado em 1912 a partir de uma rebelião dos jogadores do Fluminense contra os dirigentes do clube; o time tricolor era campeão carioca de 1911, e os jovens campeões vão buscar abrigo no Flamengo; a recém formada equipe de futebol não tinha campo de treinamento próprio, como Fluminense, Botafogo, América e Paissandu tinham, os jogadores rubro-negros passaram a treinar no campo de terra que havia no meio da Praça do Russell;

Como disse uma vez Nélson Rodrigues: "em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão".

- o Rio de Janeiro era o epicentro de um país em formação, onde todas as elites nacionais se encontravam para definir os rumos políticos do país; uma nação de certa nascente e em busca de construir a sua própria identidade;

- o futebol, que vinha com popularidade ascendente desde sei início e já havia desbancado o remo em capacidade de atrair público, ganhou dimensão especial no país a partir da participação da Seleção Brasileira na 1ª Copa do Mundo, em 1930, a prática foi profissionalizada a partir de 1933;

- nos Anos 1930 surge o primeiro jornal especializado no ramo, o Jornal dos Sports, comandado por Mário Filho, o primogênito de um dos maiores e mais influentes donos de jornal do Rio de Janeiro daqueles tempos, Mário Rodrigues, cujo outro filho, o dramaturgo Nélson Rodrigues vem a se tornar renomado cronista; o Jornal dos Sports é um sucesso, e se torna o principal incentivador e financiador de atividades esportivas da capital;

- nos Anos 1930, uma nova tecnologia espalha as notícias por todo o país, o rádio, que leva as notícias da capital para todos os rincões do país.

A soma dos fatores contados nesta introdução é o que é necessário se saber para começar a entender a toda a história deste "Como e Por que".


Na introdução de seu livro "Histórias do Flamengo", o jornalista Mário Filho escreveu, ainda em fins dos anos 1940, que:

“Ninguém discute que o Flamengo seja o clube mais popular do Brasil. Quem é Flamengo prefere dizer o mais querido. Está certo: escolhe-se um clube como se escolhe uma mulher. Para toda a vida ou até que Deus separe. É mais difícil deixar de amar a um clube do que a uma mulher. Qualquer um de nós conhece mais bígamos ou polígamos do que torcedores que mudaram de clube. Ou que o traíram, mesmo que em pensamento. Talvez porque um clube nunca se entrega a um torcedor. O torcedor é que se entrega ao clube ou ao amor por ele. Também pode ser porque o sex appeal do clube não se desgasta com os anos. Daí que exista um amor como de lua de mel: violento, absorvente, exaustivo”


Mais uma genial de Nélson Rodrigues: "o Fla-Flu parece que foi e sempre será eterno. O Fla-Flu foi criado 40 minutos antes do nada. Deus antes de criar o mundo já havia decidido que existiria o Fla-Flu".

Cabe ressaltar que Nélson Rodrigues era torcedor fanático do Fluminense, mas sua inteligência fora da curva lhe permitia ver o que era óbvio. Com um click na imagem acima, há várias outras histórias contadas no livro A NAÇÃO. Foi Nélson quem falou, em uma de suas crônicas:

"Poucas instituições serão tão abrangentemente nacionais quanto o Flamengo - a Igreja Católica, sem dúvida, é uma delas, e, talvez o jogo do bicho. E olha que o Flamengo não promete a vida eterna e nem o enriquecimento fácil. Ao contrário, às vezes mata de enfarte e, quase sempre, só dá despesa. Mas uma coisa ele tem em comum com a religião e o bicho: a Fé! Por onde vai, o Rubro-Negro arrasta multidões fanatizadas. Há quem morra com o seu nome gravado no coração, a ponta de canivete. O Flamengo tornou-se uma força da natureza e, repito, no Flamengo venta, chove, troveja, relampeja. Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante ou por um dia". 


O artigo de Nélson Rodrigues escrito para a edição de 26 de novembro de 1955, cuja íntegra pode ser lida ao se dar um click na imagem acima, foi uma das mais belas definições já poetizadas na história sobre o Clube de Regatas do Flamengo. Isto que escrito, como já dito, por um torcedor do Fluminense. Nélson termina seu texto afirmando:

"Para qualquer um, a cami­sa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, des­fraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de che­gar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no ar­co. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável".

Para explorar mais sobre as fantásticas histórias que envolvem este clube arrebatador de multidões, dê um click na imagem abaixo e visite o contexto de diversos livros já escritos para tentar descrever o que é o Flamengo. Entre os quais está "A NAÇÃO", cujo título pensado originalmente, em alusão à aproximação que então existia para o centenário do futebol rubro-negro era "Cem Anos de Multidão", uma inspiração em termos de título nos "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Márquez. Mas os editores não aprovaram, e o nome mudou para "A Nação".




A TORCIDA RUBRO-NEGRA, DIFERENTE DE TUDO:

Por Nélson Rodrigues sobre o Flamengo, escrito na Revista Manchete Esportiva em artigo de 1955:
"Time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele san­gra como um césar apunhalado".

O Flamengo já era diferente, sempre foi. Começou a ficar ainda mais após a Fundação da Charanga Rubro-Negra, por Jaime de Carvalho, que revolucionou os estádios de futebol a partir dos Anos 1940.

Revolução transformada em palavras, com a melhor descrição daquele espírito vermelho e preto nascente influenciado pela Charanga Rubro-Negra tendo ficado registrada na edição de outubro de 1945 da Revista Esporte Ilustrado, num comentário extraído da coluna de Alberto Mendes sobre a vitória de 6 a 1 do Flamengo sobre o São Cristóvão:

"Prosseguem os rubro-negros na sua campanha do tetra e com fundadas razões. Apenas julgamos que a sua torcida organizada deve adaptar melhor as suas iniciativas ao espetáculo futebolístico. Domingo, por exemplo, tivemos uma música, misto de fanfarra e batucada, de todo inoportuna, pois não se calou um único momento durante os noventa minutos, enfadando todos. Por outro lado, achamos excelente a demonstração dessa torcida, que após o prélio desfilou pelo gramado, comemorando carnavalescamente a vitória retumbante. Para o futuro, sempre música após o jogo e nunca durante o mesmo".

A frente daquela chamada inoportuna música, como mistura de batucada e fanfarra, estava Jaime de Carvalho e sua turma. Com um click em cada uma das imagens abaixo, mais destas fantásticas histórias.





UM FENÔMENO QUE SÓ SE EXPANDE DESDE QUANDO NASCEU:

Como e Por que o Flamengo? A resposta é complexa, mas as evidências são uitas que explicam e justificam a intensidade desproporcional de crescimento deste fenômeno ao longo dos tempos.

O clube não se tornou popular por um único fato fundador, uma campanha específica ou uma ação isolada de dirigentes. Ele foi se formando como fenômeno por uma soma de elementos: rádio, música, imprensa, carnaval, literatura, personagens, bairros, deslocamentos urbanos, clássicos, mitologias e uma torcida que, desde cedo, demonstrava uma necessidade incomum de se mostrar Flamengo em qualquer circunstância.



Em 2011, foi Ronaldinho Gaúcho quem expressou de forma diferenciada o que representava a Grandeza do Flamengo. Grêmio, Palmeiras e Flamengo faziam a disputa mais acirrada da história do país para tentar contratar a um jogador: Ronaldinho Gaúcho, em litígio com o Milan, da Itália. No dia 6 de janeiro de 2010, em entrevista coletiva no Hotel Copacabana Palace, o jogador declarou:

"Nasci no Grêmio, o Palmeiras tem o Felipão e o Flamengo é o Flamengo"

Para Ronaldinho o laço com o Grêmio era emocional porque foi o clube que o revelou para o futebol em sua Porto Alegre natal. O Palmeiras era a admiração pelo então treinador Luiz Felipe Scolari, com quem tinha sido campeão da Copa do Mundo de 2002. E o Flamengo porque é o que é, e pronto! O Flamengo não precisava de um motivo.

O Flamengo é o único que não precisa de uma explicação. É porque é. É diferenciado. Por quê? Como e por que o Flamengo? Essa é a essência do que se busca aprofundar, investigar e desvendar. Está muito longe de ser uma ode às maravilhas que cercam o clube, mas uma busca de entendimento histórico e sociológico não só das virtudes como das "desvirtudes". Uma explicação do que é, porque é.



FRUTOS DA CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA:

Entre clubes fundados por influência do rubro-negro do Rio de Janeiro há vários não só pelo Brasil, como por todo o mundo. Veja tais histórias acessando com um click aos links que estão em cada uma das imagens abaixo.

No Brasil, há que se contar sobre o Flamengo de Pernambuco, o do Piauí, o de Caxias do Sul, o de Alegrete, o de Porto Velho, o de Varginha, o de Guarulhos, o de Arcoverde, o da Paraíba, o de Guanambi, o de Volta Redonda, ou o time amador de São Valentim, no Rio Grande do Sul. Há que falar também daqueles que se inspiraram ou no escudo ou na camisa, como o Athlético Paranaense, o Atlético Goianiense, o Vitória, o Sport Recife, o Campinense, o Moto Clube, o Guarany de Sobral, e os paulistas Oeste e Ituano. E então há que se cruzar as fronteiras, para falar do Flamengo de Latacunga, do Equador, do Flamengo de Sucre, da Bolívia, do Flamengo de Chiclayo, do Peru, do Flamengo Futsal de Comodoro Rivadavia, da Argentina, do Flamengo de Saltillo, do México. Há que ir para a África para falar do União Flamengo-Santos, de Botswana, do Flamengo de Pefine, da Guiné Bissau, e do Flamengo de Ngagara, do Burundi. E há que ir à Europa, para falar de duas equipes na Inglaterra, o Flamengo de Birmingham e o Bromley Flamengo. E camisas rubro-negras mundo afora inspiradas na do rubro-negro carioca, que há muitas, chegando por fim à usada pela Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Os links nas imagens abaixo contam todas estas histórias.










Ainda há invejosos que sustentam que a camisa rubro-negra usada pela Seleção da Alemanha na Copa do Mundo de 2014 não tem nada a ver com o Flamengo, que isto é lenda inventada por rubro-negros. Para isto, há que se apresentar a prova. Então, tome a prova, a peça publicitária da Adidas usada para o lançamento, fornecedora de material esportivo tanto do Flamengo quanto da Alemanha em 2014. O material está em alemão, idioma que poucos dominam no Brasil, mas há dois nomes se destacando na peça publicitária que qualquer brasileiro conhece, seja ele um rubro-negro ou não, o de um clube e o de uma cidade, para não ficar nenhum dúvida em relação a um de seus vários homônimos:




A FORÇA INTERNACIONAL DA MARCA:

Para fechar, uma série de registros de celebridades internacionais devidamente próximas do vermelho e preto, seja com um manto rubro-negro, com o escudo, ou no Maracanã. Veja em cada um dos links nas imagens abaixo.