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terça-feira, 7 de novembro de 2023

Na Maior Campanha do Brasil na História dos Jogos Pan-Americanos, se o Flamengo fosse um país, teria ficado em 9º lugar no Quadro de Medalhas


A campanha brasileira nos Jogos Pan-Americanos 2023 disputados em Santiago, no Chile, foi histórica. Atrás apenas dos Estados Unidos, pela segunda edição consecutiva o Brasil terminou em 2º lugar no Quadro Geral de Medalhas.

Foram 66 Medalhas de Ouro. A maior quantidade já obtida pelo Brasil, superando o recorde anterior de 54 obtidas na edição anterior, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019.

Foram 73 Medalhas de Prata. A maior quantidade também já obtida pelo Brasil numa edição, superando, e muito, a maior quantidade em uma edição, as 45 pratas conquistadas em Lima em 2019.

Somando Medalhas de Ouro e de Prata, foram 139 conquistadas pelo Brasil. A maior marca anterior, de 2019, tinha sido de 99 ouros e pratas conquistados.

Foram 66 Medalhas de Bronze conquistadas. A 2ª maior quantidade de bronzes numa edição, atrás apenas das 70 conquistadas em Lima 2019.

No Total de Medalhas - Ouros, Pratas e Bronzes - o Brasil conquistou um impressionante total de 205 medalhas, 21% a mais do que as 169 medalhas conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, a maior marca anterior do Brasil em uma única edição.

Em Medalhas de Ouro e em Medalhas de Prata, o Brasil conquistou mais do que o obtido no somatório de duas edições históricas, as duas maiores participações brasileiras antes do Pan do Rio de Janeiro em 2007: os Jogos de Winniped 1999 e Santo Domingo 2003!

E o Clube de Regatas do Flamengo teve uma participação diferenciada nesta história! A começar por ter levado a 2ª Maior Delegação na Equipe Brasileira. Em 1º lugar o Clube Pinheiros, de São Paulo, e em 3º lugar o Praia Clube, de Uberlândia.

O Flamengo esteve representado por 40 atletas em 10 modalidades. Apenas as atletas do remo não trouxeram nenhuma medalha para o Flamengo. Os maiores destaques rubro-negros foram na ginástica, com 2 medalhas de ouro, 6 de prata e 2 de bronze, e na natação, com 4 medalhas de ouro, 1 de prata e 2 de bronze. No total, os atletas rubro-negros subiram ao pódio 30 vezes em 9 modalidades, com 10 Medalhas de Ouro, 12 de Medalhas de Prata e 8 de Medalhas de Bronze.


Flamengo no Quadro de Medalhas:

1º Estados Unidos: 124 ouros, 75 pratas e 87 bronzes
2º Brasil: 66 ouros, 73 pratas e 66 bronzes
3º México: 52 ouros, 38 pratas e 52 bronzes
4º Canadá: 46 ouros, 55 pratas e 63 bronzes
5º Cuba: 30 ouros, 22 pratas e 17 bronzes
6º Colômbia: 29 ouros, 38 pratas e 34 bronzes
7º Argentina: 17 ouros, 25 pratas e 33 bronzes
8º Chile: 12 ouros, 31 pratas e 36 bronzes
9º Flamengo: 10 ouros, 12 pratas e 8 bronzes
10º Peru: 10 ouros, 6 pratas e 16 bronzes
11º Venezuela: 8 ouros, 15 pratas e 21 bronzes
12º República Dominicana: 8 ouros, 7 pratas e 17 bronzes
13º Equador: 7 ouros, 12 pratas e 17 bronzes





Lista completa das Medalhas do Flamengo nos Jogos Pan-Americanos 2023:

Medalhas de Ouro
4x Guilherme Caribé (natação – 100 m livre, revezamentos 4×100 livre masculino e misto e 4×200 livre)
2x Rebeca Andrade (ginástica - salto e trave)
1x Murilo Sartori (natação – 4×200 livre)
1x Rafaela Silva (judô)
1x Igor Jesus (futebol)
1x para o argentino Martin "Loku" Cuello (basquete)

Guilherme Caribé na Natação


Mealhas de Prata
4x Flavia Saraiva (ginástica – equipes, solo, trave e individual geral)
2x Rebeca Andrade (ginástica- equipes e barras paralelas)
1x Jade Barbosa (ginástica – equipes)
1x Diogo Soares (ginástica – individual geral)
1x Guilherme Caribé (natação – revezamento 4×100 medley)
1x Isaquias Queiroz (canoagem – C1 1000 m)
1x Rafaela Silva (judô por equipes)
1x Alexandre Mendes, Logan Wolverine e Alipio Nardaci (polo aquático masculino)
1x Lais Vasques, Sabrina Machado e Helena Hoengen (vôlei feminino)

Flávia Saraiva e Rebeca Andrade no Ginástica Artística

Isaquias Queiroz na Canoagem


Medalhas de Bronze
1x Flávia Saraiva (ginástica – barras paralelas)
1x Diogo Soares (ginástica – equipes)
1x Murilo Sartori (natação – 200 m livre)
1x Gabrielle Assis (natação – 200 m peito)
1x Laura Micucci e Gabi Regly (nado artístico – dueto)
1x Rebecca Moreira, Samantha Rezende e Jeniffer Kathlen (polo aquático feminino)
1x Gabriel Jaú, Maique Tavares, Scott Machado, Didi Louzada e Gui Deodato (basquete masculino)

Jogadores e Comissão Técnica do Flamengo no Basquete


Veja também:











quarta-feira, 3 de julho de 2019

Galeria de Títulos da História do Flamengo



FUTEBOL


TÍTULOS INTERNACIONAIS

Copa Intercontinental (Mundial Interclubes): 1981
(vs Liverpool)

Copa Libertadores da América: 1981, 2019, 2022 e 2025

Copa Mercosul: 1999



Mais Títulos Internacionais Relevantes

Challenger Cup: 2025
(vs Pyramids)

Derby das Américas: 2025
(vs Cruz Azul)

Recopa Sul-Americana: 2020
(vs Independiente Del Valle)

Copa Ouro da Conmebol: 1996
(vs São Paulo, Grêmio e Rosario Central)

Octogonal Sul-Americano de Verão: 1961
(vs River Plate, Boca Juniors, Nacional, Cerro, São Paulo, Corinthians e Vasco)



Outros Torneios Internacionais

Florida Cup: 2019
(vs Ajax, Eintracht Frankfurt e São Paulo)

Torneio See’94 de Kuala Lumpur (Malásia): 1994
(vs Bayern Munique, Leeds United e Seleção da Austrália)

Taça Libertad (Argentina): 1993
(vs Vélez Sarsfield e Huracán)

Copa Marlboro (Estados Unidos): 1990
(vs Seleção dos EUA e Alianza Lima)

Torneio de Hamburgo (Alemanha): 1989
(vs Hamburgo e Saint Pauli)

Troféu Colombino (Espanha): 1988
(vs Zaragoza e Recreativo Huelva)

Copa Kirin (Japão): 1988
(vs Bayer Leverkusen, Seleção do Japão e Seleção da China)

Torneio Air Gabon (Gabão): 1987
(vs Seleção do Gabão e African Sports)

Torneio Internacional de Angola: 1987
(vs Seleção de Angola e Boavista, de Portugal)

Troféu Naranja (Espanha): 1964 e 1986
(em 64 vs Valencia e Nacional de Montevidéu, em 86 vs Valencia)

Torneio de Nápoles (Itália): 1981
(vs Napoli e Avelino)

Troféu Ciudad de Santander (Espanha): 1980
(vs Racing Santander e Spartak)

Troféu Ramón de Carranza (Espanha): 1979 e 1980
(em 79 vs Barcelona e Ujpest, e em 80 vs Bétis e Dinamo Tbilisi)

Troféu Palma de Mallorca (Espanha): 1978
(vs Real Madrid, Rayo Vallecano e Molenbeek Bruxelas)

Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro: 1970 e 1972
(em 70 vs Independiente, Seleção da Romênia e Vasco, e em 72 vs Benfica e Vasco)

Troféu Mohamed V (Marrocos): 1968
(vs Racing e Real Forças Armadas)

Torneio Hexagonal do Peru: 1959
(vs River Plate, Peñarol, Colo Colo, Universitário e Alianza Lima)

Torneio Quadrangular de Israel: 1958
(vs Hapoel Petah Tikva, Hapoel Tel Aviv e Fostir Atenas)

Torneio Quadrangular da Argentina: 1953
(vs San Lorenzo, Boca Juniors e Botafogo)

Torneio Quadrangular de Lima: 1952
(vs Alianza Lima, Sport Boys e Deportivo Municipal)



TÍTULOS NACIONAIS

Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025

Copa do Brasil: 1990, 2006, 2013, 2022 e 2024

Torneio Rio-São Paulo: 1961



Outros Torneios Nacionais

Supercopa do Brasil: 2020, 2021 e 2025
(em 20 vs Athlético Paranaense, em 21 vs Palmeiras, em 25 vs Botafogo)

Copa dos Campeões Regionais: 2001

Copa dos Campeões Mundiais: 1997
(vs São Paulo, Grêmio e Santos)

Torneio do Povo: 1972
(vs Corinthians, Internacional, Atlético Mineiro e Bahia)



TÍTULOS ESTADUAIS

Campeonato Carioca: 1914, 1915, 1920, 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979.I, 1979.II, 1981, 1986, 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2011, 2014, 2017, 2019, 2020, 2021, 2024 e 2025


Turnos do Campeonato Carioca

Taça Guanabara (1º Turno/Turno Único**): 1972, 1973, 1978, 1979, 1981, 1982, 1984, 1988, 1989, 1995, 1996, 1999, 2001, 2004, 2007, 2008, 2011, 2014, 2018, 2020, 2021, 2024 e 2025
* Também foi campeão em 1970 e 1980 como Torneio Extra, independente do Campeonato Carioca
** Até 2013 , e de 2017 a 2020, foi o 1º Turno do Campeonato Carioca; de 2014 a 2016, e a partir de 2021 foi Turno Único que definia os 4 semi-finalistas do Campeonato Carioca

Taça Rio (2º Turno): 1983, 1985, 1986, 1991, 1996, 2000, 2009, 2011 e 2019



Outros Torneios Estaduais

Taça Estado do Rio de Janeiro: 1991

Taça Guanabara: 1970 e 1980

Torneio Relâmpago: 1943

Torneio Aberto: 1936

Torneio Extra: 1934



Torneios Especiais

Campeonato Carioca de Aspirantes: 1912, 1913, 1914, 1916, 1917, 1918, 1925, 1927, 1931, 1935, 1955, 1956 e 1970

Torneio Início do Campeonato Carioca: 1920, 1922, 1946, 1951, 1952 e 1959




FUTEBOL - CATEGORIAS DE BASE


TÍTULOS INTERNACIONAIS

Copa Intercontinental (Mundial Interclubes) Sub-20: 2024 e 2025
(24 vs Olympiacos e 25 vs Barcelona)

Copa Libertadores da América Sub-20: 2024 e 2025



TÍTULOS NACIONAIS

Campeonato Brasileiro Sub-20: 2019 e 2023

Supercopa do Brasil Sub-20: 2019

Copa São Paulo Sub-20: 1990, 2011, 2016 e 2018

Taça Belo Horizonte Sub-20: 1986, 2003 e 2007

Copa TV Cultura Rio-São Paulo Sub-20: 2005

Campeonato Brasileiro Sub-17: 2019 e 2021

Copa do Brasil Sub-17: 2018 e 2021

Supercopa do Brasil Sub-17: 2021

Taça Rio de Janeiro Sub-17: 1986, 1991, 1996, 1998, 2000 e 2004



TÍTULOS ESTADUAIS

Campeonato Carioca Sub-20: 1921, 1936, 1942, 1943, 1945, 1946, 1956, 1957, 1958, 1960, 1965, 1967, 1972, 1973, 1979, 1980, 1983, 1985, 1986, 1989, 1990, 1993, 1994, 1996, 1999, 2005, 2006, 2007, 2015, 2018 e 2019

Torneio Octávio Pinto Guimarães Sub-20: 1984, 1985, 1993, 2006, 2007, 2011, 2012, 2014, 2016, 2018 e 2019

Campeonato Carioca Sub-17: 1980, 1981, 1984, 1987, 1988, 1991, 1993, 1994, 1995, 1997, 2004, 2006, 2007, 2010, 2012, 2016, 2017 e 2024




FUTEBOL FEMININO

Campeonato Brasileiro: 2016

Campeonato Carioca: 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025

Campeonato Brasileiro Sub-20: 2024

Copa São Paulo Sub-20: 2023 e 2025




FUTEBOL DE AREIA (Beach Soccer)

Liga Mundial Masculina (World Winners Cup): 2019

Liga das Américas Masculina (Americas Winners Cup): 2024

Circuito Brasil Masculino: 2024

Copa Brasil Masculina: 2013

Campeonato Carioca Masculino: 2019 e 2022

Circuito Brasil Feminino: 2023

Copa Brasil Feminina: 2020




FUTSAL

Campeonato Estadual: 2003 e 2008

Campeonato Metropolitano: 1998 e 2003




BASQUETE


TÍTULOS INTERNACIONAIS

Copa Intercontinental (Mundial Interclubes): 2014 e 2022
(2014 vs Maccabi Tel Aviv, de Israel, 2022 vs San Pablo Burgos, da Espanha)

Liga das Américas: 2014, 2021 e 2025

Liga Sul-Americana: 2009

Campeonato Sul-Americano de Clubes: 1953


TÍTULOS NACIONAIS

Liga Nacional: 2008, 2009, 2012/13, 2013/14, 2014/15, 2015/16, 2018/19 e 2020/21

Copa Super 8 do NBB: 2018/19, 2020/21, 2023/24 e 2024/25

Liga de Desenvolvimento (LDB) Sub-22: 2011 e 2014

Copa Brasil Interclubes Sub-21: 2020

Copa Brasil Interclubes Sub-18: 2019


TÍTULOS ESTADUAIS

Campeonato Carioca: 1919, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1949, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1964, 1975, 1977, 1982, 1984, 1985, 1986, 1990, 1994, 1995, 1996, 1998, 1999, 2002, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023




REMO

Troféu Brasil: 1978, 1980, 1982, 1983, 1985, 1989, 1991, 1995 e 1996

Troféu Brasil de Barcos Leves: 1997 e 2005

Campeonato Brasileiro de Barcos Curtos: 2015, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023

Campeonato Brasileiro de Barcos Longos: 2019, 2021, 2022, 2023 e 2025

Campeonato Brasileiro: 2024

Campeonato Carioca: 1916, 1917, 1920, 1933, 1940, 1941, 1942, 1943, 1963, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 2003, 2004, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025




VÔLEI

Liga Nacional Feminina: 1978, 1980 e 2001

Campeonato Sul-Americano de Clubes Feminino: 1981

Campeonato Carioca Feminino: 1938, 1951, 1952, 1954, 1955, 1978, 1979, 1981, 1984, 2020, 2021, 2022 e 2023

Campeonato Carioca Masculino: 1949, 1951, 1953, 1955, 1959, 1960, 1961, 1977, 1987, 1988, 1989, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 2005 e 2014




GINÁSTICA ARTÍSTICA

Campeonato Brasileiro Feminino: 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2001, 2002, 2006, 2010, 2011, 2012, 2014, 2016, 2018, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025

Taça Brasil Feminina: 2007, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014

Campeonato Brasileiro Masculino: 1995, 2006 e 2007

Taça Brasil Masculina: 2010, 2011 e 2012




NATAÇÃO

Troféu Maria Lenk: 1968, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1989, 1991, 2002 e 2012

Troféu José Finkel: 1977, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1990, 2001 e 2002




PÓLO AQUÁTICO

Liga Nacional Feminina: 2010, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2025

Taça Brasil Feminina: 2011

Liga Nacional Masculina: 1994, 2021 e 2025

Taça Brasil Masculina: 1985, 1986, 1987, 1988 e 1993




terça-feira, 27 de março de 2018

História do Pólo Aquático do Flamengo

O Pólo Aquático é o terceiro esporte mais antigo na história do Flamengo, com sua equipe masculina tendo sido criada em 1913. Em 1895 o Flamengo se fundou com o remo, em 1912 criou seu departamento de futebol, em 1919 criou seu departamento de basquete, e só em 1921 criou seu departamento de natação. A primeira partida do pólo aquático rubro-negro, ainda na Baía de Guanabara e não em piscina, foi no dia 27 de maio de 1913. O jogo foi na Praia de Santa Luzia contra o Internacional de Regatas, organizado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo, com o placar tendo terminado 3 x 2 a favor do Flamengo. 

Mas o clube nunca esteve na elite deste esporte na cidade do Rio de Janeiro. O pólo aquático, historicamente, sempre foi dominado no Rio pelo Fluminense. No total de Campeonatos Cariocas de Pólo Aquático disputados no Século XX, o Fluminense foi 24 vezes campeão, o Guanabara foi 11 vezes, o Botafogo 10 vezes e o Flamengo 9 vezes, mas todos os títulos conquistados em sequência entre 1985 e 1993.

O último título do Pólo Aquático Masculino foi o de Campeão do Troféu João Havelange de 1994, competição predecessora da Liga Nacional (disputada só a partir de 2008, com o time masculino rubro-negro sendo semi-finalista nesta 1ª edição). O clube foi ainda 5 vezes campeão da Taça Brasil Adulta no Masculino, em 1985, 1986, 1987, 1988 e 1993, e ainda se sagrou Campeão Sul-Americano Masculino em 1993.

O time Tetra-campeão Nacional de 1985 a 1988 era formado pelo goleiro Robert Voss, e pelos jogadores Hélio Frederico, Sérgio Figueiredo, André Caó, Solon dos Santos e Fernando Carsalade - este último o artilheiro e um dos maiores nomes da história do pólo aquático brasileiro - parte destes atletas tendo representado o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles, quando a Seleção Brasileira terminou com um 12º lugar.

As maiores conquistas rubro-negras no pólo aquático, no entanto, vieram no feminino, a partir do trabalho iniciado pelo técnico Antônio Canetti, que chegou ao clube em 2001. As sementes foram plantadas e a longo prazo germinaram, e em família, pois dentro da piscina os principais pilares das conquistas rubro-negras foram as três filhas do treinador, as "Irmãs Canetti".

Ciça, Manuela e Marina - as Irmãs Canetti

A Liga Nacional Feminina foi criada em 2009 como Troféu Olga Pinciroli. Semi-finalista em 2009, 2011, 2013 e 2014, vice-campeão em 2012, e campeão em 2010, o Flamengo marcou presença forte desde a primeira edição da liga, conquistando ainda o título de campeão do Troféu Brasil Adulto Feminino em 2011. Sua presença ficou ainda mais forte quando se sagrou Tri-campeão da Liga Nacional em 2015-2016-2017.

O título de Campeão Brasileiro de Pólo Aquático Feminino em 2010 foi conquistado no Parque Aquático Júlio de Lamare, no Maracanã. O time rubro-negro estava reforçado com uma campeã olímpica, a norte-americana Heather Petri, a ainda teve a neozelandesa Roberta Tarr. A campanha do Flamengo na conquista do título invicto, um pentagonal em que se enfrentaram todos contra todos: 9 x 7 Pinheiros, 12 x 11 Paulistano, 15 x 8 Paineiras do Morumby e 11 x 10 Botafogo. Depois de vencer os favoritos nas duas primeiras rodadas, o time rubro-negro assegurou o título antecipado com a vitória sobre o Paineiras. Cecília Canetti e Illana Pinheiro foram as artilheiras do Flamengo na competição, com 10 gols. Classificação final: 1º Flamengo (8 pontos), 2º Pinheiros (6 pontos), 3º Paulistano (4 pontos), 4º Botafogo (2 pontos) e 5º Paineiras (0 pontos).

O time campeão brasileiro de 2010: 1 – Manuella Canetti / 2 – Cecília Canetti / 3 – Illana Pinheiro / 4 – Marina Canetti (capitã) / 5 – Luiza Moraes / 6 – Tatiana Veloso / 7 – Mayra Sampaio / 8 – Carolina Mello / 9 – Luiza Jordy / 10 – Heather Petri / 11 – Bruna Couri / 12 – Victoria Chamorro / 13 – Roberta Tarr. Técnico: Antônio Canetti.

Quando se sagrou Campeão da Taça Brasil Feminina 2011 na piscina do Paineiras do Morumby, em São Paulo, o time rubro-negro se reforçou com a neozelandesa Lauren Sieprath e a norte-americana Erika Figge - artilheiro do time na campanha, com 10 gols - que se juntavam a quatro jogadoras convocadas à Seleção Brasileira, as irmãs Canetti e Tati Veloso. Flamengo e Pinheiros chegaram à final. Um jogo emocionante e cheio de alternativas. O 1º quarto terminou Fla 1 x 0 e ao fim do 2º quarto a vantagem no placar era de 4 x 0. No 3º quarto, o time perdeu Illana, machucada, e a vantagem ruiu; o quarto terminou empatado em 4 x 4. No 4º quarto, o time rubro-negro marcou o quinto, o gol do título, vencendo o jogo por 5 x 4, com 3 gols de Ciça Canetti e dois de Erika, incluindo o que garantiu o título, a 7 minutos e 19 segundos de cronômetro até o fim do jogo.

Depois do Pinheiros ter sido o campeão do Troféu Olga Pinciroli 2009, e o Flamengo o campeão em 2010, o time rubro-negro viu o time da capital paulista se sagrar tetra campeão nacional de 2011 a 2014, tendo numa das vezes, na edição de 2012, o Flamengo terminado como vice-campeão, derrotado pelo Pinheiros na final por apertadíssimos 11 x 10 na piscina do clube adversário na capital paulista. O time rubro-negro ainda tinha como suas principais peças a Illana Pinheiro e as irmãs Manuela, Ciça e Marina Canetti.


Para a competição em 2015, o time foi reforçado pelas norte-americanas Kelly Eaton e Lauren "Lolo" Silver. Uma briga política entre a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) e os clubes fez com que o Pinheiros não disputasse o torneio em 2015. O Flamengo, aproveitando-se da ausência do rival, superou o Paulistano e se sagrou campeão da Liga Nacional Feminina pela segunda vez em sua história.

O título de Campeão Brasileiro de Pólo Aquático Feminino em 2015 teve a campanha rubro-negra no torneio triangular: 14 x 7 Botafogo, 8 x 9 Paulistano, e 16 x 5 Botafogo. O Paulistano acabou sendo surpreendido e derrotado pelo Botafogo (12 x 10), garantindo a classificação de Flamengo e Paulistano para fazerem a final, e cancelando o duelo entre ambos pela última rodada. A final aconteceu na capital paulista, e terminou com vitória rubro-negra por 10 x 6, três gols de Illana Pinheiro, dois de Marina Canetti e dois de Kelly Eaton. Samantha Rezende, Bruna Couri e Lauren Silver completaram o placar rubro-negro. Illana Pinheiro foi a artilheira do time na competição, com 14 gols marcados. Manuela Canetti foi escolhida a melhor goleira.


O time campeão brasileiro de 2015: 1 - Manuela Canetti / 2 - Cecília Canetti / 3 - Illana Pinheiro / 4 - Marina Canetti (capitã) / 5 - Kelly Eaton / 6 - Bruna Couri / 7 - Kayssa Martins / 8 - Lauren Silver / 9 - Samantha Rezende / 10 - Lorena Borges / 12 - Yandra Rodrigues / 13 - Mariá Borba. Técnico: Antônio Canetti.

Em 2016, os clubes assumiram a organização da Liga Nacional Feminina, que passou a se chamar Brasil Open. Agora com a presença do rival Pinheiros, o Flamengo repetiu o título do ano anterior, sagrando-se Campeão do 1º Brasil Open Feminino. Num torneio pentagonal, o Flamengo enfrentou cinco forças da cidade de São Paulo. Illana Pinheiro foi a artilheira da competição com 29 gols. Classificação final após a soma de pontos nas 3 etapas: 1º - Flamengo, 2º - Pinheiros, 3º - SESI São Paulo, 4º - Paineiras do Morumby, e 5º - Paulistano.


O título de Campeão do Brasil Open Feminino de 2017 veio após 10 vitórias em 12 jogos. Na 1ª Etapa: 15 x 7 SESI São Paulo, 12 x 9 Pinheiros, e 17 x 7 ABDA Bauru. Na 2ª Etapa: 14 x 8 SESI São Paulo, 19 x 6 ABDA Bauru, e 5 x 13 Pinheiros. As duas primeiras etapas foram na piscina do Pinheiros. A 3ª etapa aconteceu na Gávea, na piscina do Flamengo, e os resultados rubro-negros: 13 x 8 ABDA Bauru, 8 x 9 Pinheiros, e 12 x 5 SESI São Paulo. A fase de play-offs foi na piscina do SESI Vila Leopoldina, na capital paulista. Na semi-final, vitória por 16 x 6 no ABDA Bauru. Na final, em dois jogos, vitória por 11 x 9 no Pinheiros, e depois, jogando pelo empate para se sagrar campeão, outra vitória, 9 x 4, sobre o Pinheiros. O Flamengo teve 4 jogadoras escolhidas entre as 7 que formaram a Seleção do Campeonato: a goleira Manuela Canetti, Marina Canetti, Illana Pinheiro (escolhida a jogadora mais valiosa da competição) e Samantha Rezende (esta última revelação do Projeto Social de Pólo Aquático da Rocinha).

Illana Pinheiro

Na Liga Nacional de 2018, disputada na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro, o time do Flamengo fez sua estreia com derrota por 5 x 4 para o SESI São Paulo. Na 2ª rodada, nova derrota, perdendo por 9 x 5 para o Pinheiros. Nas duas rodadas seguintes, duas vitórias, por 16 x 6 sobre o Botafogo e por 10 x 7 sobre o ABDA, de Bauru. Terceiro colocado na fase de classificação, na semi-final o time rubro-negro enfrentou o Pinheiros e venceu por 6 x 5. Uma das peças fundamentais na vitória foi mais uma Ilana Pinheiro, que jogou pela primeira vez só na semi-final, aumentando o poder ofensivo da equipe. Na final, uma vitória relativamente tranquila, por 16 x 7, deu o quarto título nacional consecutivo para o Flamengo, mais uma vez campeão brasileiro feminino de pólo aquático. A jogadora escolhida como melhor do campeonato foi Samantha Resende. Flamengo, Tetra-campeão da Liga Nacional Feminina em 2018. Hegemonia nacional do time do técnico Antônio Canetti.

Em 2019, o pólo feminino do Flamengo perdeu a oportunidade de conquistar o penta-campeonato consecutivo, perdendo a final para o grande rival Pinheiros, assim como aconteceu nos anos seguintes. Neste período, quem acabou vindo a conquistar o título nacional foi o time masculino. Em 2020, a equipe conseguiu voltar a jogar uma semi-final, o que não acontecia desde 2008, e no ano seguinte deu um salto ainda mais expressivo.

O Flamengo foi Campeão da Liga Nacional Masculina de 2021. A campanha já começou imponente, com vitória por 9 x 5 sobre o Pinheiros. No complemento da primeira fase, vitórias por 16 x 5 sobre o Paulistano e 13 x 5 no Paineiras Morumby. Na semi-final, venceu ao Fluminense por 16 x 5, habilitando-se para fazer a final contra o Pinheiros, que venceu ao SESI São Paulo na outra semi-final. No jogo que valeu o título, o time rubro-negro voltou a se impor sobre o Pinheiros, vencendo por 7 x 5. O destaque da equipe foi o goleiro João Pedro Fernandes, escolhido como melhor jogador da competição, jovem mas experiente, com larga passagem no pólo aquático da Europa, onde atuou pelo Barceloneta, da Espanha, e pelo Novi Beograd, da Sérvia. Destacaram-se também nesta equipe campeã os goleadores Guilherme Gomes Neto, Bernardo Gomes e Alípio Nardaci, e dois estrangeiros, o espanhol Albert Español e o holandês Jesse Koopman. O time era comandado pelo técnico George Chaia.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Flamengo, uma Potência Olímpica

Em A NAÇÃO, o capítulo sobre o "Centenário do Clube" narra pormenores da riquíssima história olímpica da Gávea. Este mês, o Museu do Flamengo homenagiou esta história e reuniu alguns dos atletas olímpicos da história do Flamengo.


Um pouco desta história em A NAÇÃO:

"É o peso de nomes como Maria Lenk, Kanela, Algodão, Buck, Isabel, Jacqueline, Marquinhos Abdalla, Carioquinha, Ricardo Prado, Patrícia Amorim, Luísa Parente, Bernard, Tande, Pipoka, Ratto, Josuel, Oscar Schmidt, Fernando Scherer, Daniele Hipólito, Virna, Leila, Jade Barbosa, Diego Hipólito, Marcelinho Machado e tantos outros que faz os flamenguistas terem orgulho desta maravilhosa tradição como clube esportivo, e não só de futebol". (pg. 192)

NATAÇÃO: "O Flamengo nos anos 80 abrigou nomes da natação como Ricardo Prado, Patrícia Amorim e Cristiano Michelena. Ricardo Prado chegou a ser recordista mundial dos 400 metros medley e foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984. Patrícia Amorim foi inúmeras vezes recordista sul-americana. Com uma geração fantástica nascendo nas piscinas do Complexo Esportivo da Gávea, o Clube de Regatas Flamengo chegou ao octacampeonato do Troféu Brasil de Natação, vencendo ininterruptamente entre 1980 e 1987. Ainda voltou a vencer o Troféu Brasil de 1989 e de 1991. Também foi heptacampeão do Troféu José Finkel entre 1981 e 1987. No total, nesse período, foram dez títulos do Troféu José Finkel e onze títulos do Troféu Brasil". (pg. 190)

GINÁSTICA: "A partir de 1987, o rubro-negro carioca conquistaria a hegemonia absoluta do esporte nacional, só passando a ter um concorrente em 1998, com o início do projeto da prefeitura de Curitiba. Nesta era, sob o comando da técnica Georgette Vidor, a Gávea produziu as maiores ginastas brasileiras. A primeira a brilhar foi Tatiana Figueiredo. Em seguida, entre 1987 e 1992, quem brilhou, bateu recordes e se tornou símbolo da ginástica olímpica nacional foi Luísa Parente, hexacampeã brasileira e campeã pan-americana. Depois de Luísa vieram outras contribuições rubro-negras ao desporte nacional, como: Soraya Carvalho, bicampeã brasileira de 1994/95, que chegou a figurar entre as quinze melhores do mundo (algo até então inédito); Daniele Hipólito, uma das maiores ginastas da história do esporte no Brasil; seu irmão Diego Hipólito, o primeiro brasileiro a ter destaque no masculino e a ganhar medalha de ouro em campeonatos mundiais; e ainda Jade Barbosa, medalhista, como os irmãos Hipólito, em Jogos Pan-Americanos. Estes nomes garantiram o Flamengo disputando todas as edições de Jogos Olímpicos entre 1984 e 2008. Estes três últimos atletas – Daniele, Diego e Jade – conquistaram medalhas em etapas da Copa do Mundo" (pgs. 191-192)

BASQUETE: "Nos Jogos Olímpicos de 1948, o basquete brasileiro alcançou seu primeiro grande resultado internacional, conquistando a Medalha de Bronze. A estrutura principal da seleção brasileira tinha um trio de jogadores rubro-negros: Alfredo da Motta, Algodão e Affonso Évora, bicampeões cariocas em 1948 e 1949. Os dois primeiros foram os maiores pontuadores da equipe que regressou ao Brasil com o bronze no peito. Nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, nada menos do que cinco jogadores da seleção brasileira (quase a metade do grupo que representou o Brasil) eram atletas do Flamengo: Algodão, Alfredo da Motta, Godinho, Mário Hermes e Tião Gimenez. Destes cinco, quatro formavam a equipe titular que jogou as Olimpíadas de 1952 e que, um ano antes, havia conquistado uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos. Foi esta base que levou para a Gávea a grande série de conquistas do basquete do Flamengo em sua história, o decacampeonato Carioca, de 1951 a 1960". (pg. 181)