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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Rumo ao Enea! Pelo Tri consecutivo, o Déficit após 20 jogos é de 3 pontos


Com três jogos adiados no 1º Turno, contra Grêmio, Athlético Paranaense e Atlético Goianiense, os dois primeiros como visitante e o último como mandante, a avaliação do 16º ao 20º jogo é referente ao desempenho entre as rodadas 18 e 23, na virada do 1º para o 2º Turno. Dentro dos critérios analíticos apresentados aqui em "A Ciência para ser Campeão Brasileiro", neste nível de dificuldade:


Rodadas 1 a 15 acumulavam um Déficit de 5 pontos frente à Meta


Rodada 16 a 20: o nível de dificuldade nestes jogos pedia que fossem feitos 8 pontos, o time fez 10 pontos, dois acima do esperado numa campanha necessária para ser campeão, reduzindo o déficit acumulado de 5 para 3 pontos.


Acumulado nos 20 primeiros jogos: Déficit de 3 pontos


O Flamengo ainda está bastante vivo na luta pelo título. Entretanto, o Atlético Mineiro faz uma campanha muito acima do normal. Para efeito de referência: em 22 jogos disputados, o Galo tem 15 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, tendo feito 49 pontos. Na campanha rubro-negra de 2019, a melhor da história do Campeonato Brasileiro, nas 22 primeiras partidas disputadas, o Flamengo havia conquistado os mesmos 49 pontos hoje obtidos pelos atleticanos.


Desempenho Histórico:


O Flamengo daz em 2021 sua 3ª melhor campanha em 20 primeiras partidas disputadas na história do Campeonato Brasileiro por Pontos Corridos. Perde apenas para as campanhas feitas em 2018 e em 2019, na primeira das quais acabou vice-campeão, e na segunda delas como o campeão. Embora tenha um desempenho inferior ao da conquista do título de 2019, tem um resultado acumulado melhor - três pontos a mais - do que o obtido em 2020, quando também acabou vindo a ser o campeão.  



A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2021


Jogos 1 ao 5


Jogos 6 ao 10


Jogos 11 a 15


18ª Rodada - 28/08/2021 - Flamengo 4 x 0 Santos

Local: Vila Belmiro, Santos (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Gabriel Barbosa (5'2T), (25'2T) e (34'2T), e Andreas Pereira (38'2T)

Depois do tropeço no empate fora de casa com o Ceará na rodada anterior, o time rubro-negro recuperou a confiança com uma goleada fora de casa por 4 a 0 sobre o Grêmio no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Sem nem ter tido tempo de regressar ao Rio de Janeiro, o time seguiu para Santos. A partida marcaria estreia do meia belgo-brasileiro Andreas Pereira, cedido por empréstimo pelo Manchester United.

No 1º tempo, o Flamengo teve pleno domínio do jogo, quase não tendo sido ameaçado, mas não conseguindo converter o domínio em gols. Na volta para o 2º tempo, no entanto, o time se ajustou, e voltou a golear. A defesa santista, é bem verdade, ajudou bastante. Começou errando e deixando Michael recuperar uma bola perdido dentro da área. Ele foi puxado pelo zagueiro, e o árbitro não titubeou em marcar o pênalti, que Gabigol converteu. Sem continuar a dar qualquer chance ao alvi-negro praiano, os gols foram saindo em sequência, com Gabigol marcando mais duas vezes. Por fim, em mais um erro de passe da zaga, o estreante Andreas recebeu frente a frente ao goleiro e fechou o placar: 4 a 0. Mais uma goleada na incrível sequência de bons resultados desde a chegada de Renato Gaúcho.

Vitória importante, porque Palmeiras e Corinthians venceram, com o primeiro não escapando, e o segundo sendo mantido a quatro pontos de distância na tabela, em 6º lugar. O Flamengo se mantinha em 5º, agora novamente um ponto atrás de Red Bull Bragantino e dois do Fortaleza, os dois imediatamente à sua frente na tabela. O líder Atlético empatou em Bragança Paulista, tendo a diferença para a ponta diminuído também, estando em 8 pontos (e o Flamengo com dois jogos a menos).

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Bruno Viana, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Willian Arão, Diego (Thiago Maia), Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro (Andreas Pereira); Michael e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Renato Gaúcho

Santos: João Paulo, Mádson, Róbson, Wágner Palha e Felipe Jonatan; Camacho, Jean Mota (Ivonei), Gabriel Pirani e Carlos Sánchez (Luiz Henrique); Lucas Braga (Marcos Guilherme) e Marcos Leonardo.

Téc: Fernando Diniz


20ª Rodada - 12/09/2021 - Flamengo 3 x 1 Palmeiras

Local: Allianz Parque Arena (Arena do Palmeiras), São Paulo (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Wesley (15'1T), Michael (16'1T), Pedro (11'2T) e Michael (35'2T)

Depois de ter uma terceira partida no 1º turno postergada, e após duas semanas só treinando, em função da disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo, o time voltou desfalcado para uma partida importante, um confronto direto, e como visitante. Bruno Henrique ainda não havia se recuperado da lesão muscular sofrida, Gabigol mais uma vez regressou após seu período com a Seleção Brasileira sentindo um desconforto muscular, e foi poupado. Durante os treinamentos, Filipe Luís e Diego Ribas também sentiram desconfortos musculares e também foram poupados. Rodrigo Caio e Renê seguiam fora após lesão muscular da qual ainda não estavam plenamente recuperados. A opção para a lateral-esquerda recaía ou no jovem Ramon, ou no improviso pela esquerda de Rodinei, tendo Renato optado por começar com o primeiro. O atacante Kenedy ainda não estava em condições físicas ideais desde sua apresentação, e Piris da Motta também estava de fora. Assim, ao todo, eram 8 desfalques. O clube vivia dias agitados, tendo no dia anterior anunciado a bombástica contratação do zagueiro David Luiz, como mais um reforço para a reta final do Brasileirão.

O Flamengo começou a partida com mais posse de bola e mais controle do jogo, porém foi o alvi-verde paulista quem saiu na frente, numa jogada em que Wesley passou sem muita dificuldade por Mauricio Isla e bateu cruzado para abrir o marcador. Dada a saída para o reinício de jogo após o gol, e levou apenas 14 segundos para Éverton Ribeiro cruzar na área e encontrar Michael livre para testar em diagonal e empatar o jogo. Após o início agitado, a dinâmica da partida mudaria por completo a partir dos 22 minutos do 1º tempo, quando De Arrascaeta sentiria o músculo posterior da coxa e pediria substituição, dando lugar a Vitinho. A partir de então, o time rubro-negro perdeu o meio de campo, não conseguindo mais fazer a transição da defesa para o ataque. Dali até o fim do jogo, o maior controle da posse de bola ficaria a maior parte do tempo com o time do Palmeiras.

Mas no 2º tempo, após o português Abel Ferreira e Renato Gaúcho fazerem modificações em suas equipes, foi o Flamengo quem levou vantagem. Primeiro com uma linda cabeçada de Pedro após cobrança de escanteio, e depois em contra-ataque puxado por Michael, que passou fácil por Marcos Rocha e fuzilou a queima-roupa para decretar a vitória definitiva. Resultado importantíssimo para as pretensões rubro-negras!

O líder Atlético Mineiro manteve-se distante, avançando a 42 pontos, após vencer ao Fortaleza na capital cearense. Com a vitória, o Flamengo passou Red Bull Bragantino e Fortaleza, saltando à 3ª colocação, com 34 pontos, um ponto atrás apenas do vice-líder Palmeiras, ainda que com dois jogos a menos.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Bruno Viana, Gustavo Henrique e Ramon; Willian Arão, Andreas Pereira (João Gomes), Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro (Thiago Maia); Michael e Pedro (Rodinei).

Téc: Renato Gaúcho

Palmeiras: Wéverton, Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Piquerez (Willian Bigode); Danilo (Patrick de Paula), Zé Rafael e Raphael Veiga (Gustavo Scarpa); Dudu, Rony (Luiz Adriano) e Wesley (Breno Lopes).

Téc: Abel Ferreira


21ª Rodada - 19/09/2021 - Flamengo 0 x 1 Grêmio

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gol: Miguel Borja (45+3'1T)

Mais uma vez sofrendo com desfalques, desta vez com as ausências de Arrascaeta, Diego e Filipe Luís, com Bruno Henrique como opção de banco, por voltar de lesão e ainda não estar no melhor de suas condições físicas, e ainda sem a estreia de David Luiz, o Flamengo entrou em campo para mais um duelo frente ao Grêmio, a quem havia eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, após vencer duas vezes, por 4 x 0 em Porto Alegre e por 2 x 0 no Maracanã. O rubro-negro estava havia 10 jogos sem perder para o rival.

O 1º tempo foi bastante morno, com o time rubro-negro sentindo demais a ausência de Arrascaeta, estando o meio de campo muito lento e apático. A posse de bola era maior do time gremista, mas ainda assim quase não foram criadas chances reais de gol de ambas as partes. Na única chance real rubro-negra, a bola sobrou para Éverton Ribeiro na entrada da área e ele isolou. O castigo chegou no último lance de bola rolando da primeira etapa, um cruzamento para a área que encontrou à cabeça do colombiano Borja entre os zagueiros, para desviar para longe do alcance de Diego Alves, abrindo o placar.

No 2º tempo, a apatia de parte a parte foi a marca maior, sem que nenhuma das duas equipes conseguisse agredir às defesas adversárias. Melhor para o tricolor gaúcho, que estava em vantagem no placar. Quando Renato Gaúcho tentou mudar a dinâmica, foi infeliz: tirou Vitinho e Éverton Ribeiro, que realmente não estavam bem, para lançar BH e Pedro. Sem ninguém de criação no meio, e com quatro atacantes, a equipe ficou sem capacidade de criação, e completamente incapaz de reagir.

Nos acréscimos, num contra-ataque, Léo Pereira meteu a mão na bola dentro da área, e o Grêmio ainda teve a oportunidade de ampliar, mas Diego Alves defendeu a cobrança de Borja. Mas assim terminou a partida. Com a derrota, e tendo visto Atlético e Palmeiras vencerem seus respectivos jogos, o Flamengo se manteve em 3º lugar, agora 11 pontos atrás do líder, inda que com dois jogos a menos. Mas o foco se voltava para a semi-final da Libertadores, na qual o time enfrentaria ao Barcelona de Guayaquil.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Rodrigo Caio, Léo Pereira e Renê; Willian Arão, Andreas Pereira (Thiago Maia), Vitinho (Pedro) e Éverton Ribeiro (Bruno Henrique); Michael (Kenedy) e Gabriel Barbosa.

Téc: Renato Gaúcho

Grêmio: Gabriel Chapecó (Brenno), Vanderson, Ruan, Rodrigues e Rafinha (Bruno Cortez); Thiago Santos, Villasanti, Lucas Silva (Mateus Sarará) e Alisson (Diogo Barbosa); Ferreira (Léo Pereira) e Miguel Borja.

Téc: Luiz Felipe Scolari


22ª Rodada - 26/09/2021 - Flamengo 1 x 1 América Mineiro

Local: Estádio Independência, Belo Horizonte (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Michael (43'2T) e Alê Egêa (45+4'2T)

Entre os dois duelos contra o Barcelona de Guayaquil pela semi-final da Libertadores, o Flamengo viajou para Minas Gerais poupando grande parte dos titulares para a decisão três dias depois no Equador. Após vencer por 2 a 0 no Maracanã, o objetivo era viajar com as melhores condições físicas para ter pernas até o final para garantir seu lugar na disputa pelo título continental.

Sem seus principais jogadores, e atuando no ingrato horário de 11 horas da manhã, o time rubro-negro não conseguiu impor o volume de jogo que vinha impondo nos jogos anteriores. No dia anterior, o Atlético Mineiro havia empatado fora de casa contra o São Paulo, e o Palmeiras havia sido derrotado pelo Corinthians. Assim era importantíssimo para se manter na cola dos líderes a conquista dos três pontos.

O Flamengo lutou mais na raça do que na técnica e na organização tática, e numa jogada individual de Michael conseguiu marcar seu gol aos 43 minutos do 2º tempo. Quando parecia que a vitória estava assegurada, aos 49 minutos o lateral-esquerdo Renê errou na saída de bola, e o ataque resultou no gol de empate, após cruzamento na área no qual o próprio Renê, mal posicionado, não conseguiu impedir a cabeçada do atacante adversário. Dois pontos desceram pelo ralo...

Ao fim da rodada, o Flamengo foi ultrapassado pelo Fortaleza e caiu para a 4ª posição. Manteve-se 11 pontos atrás do Atlético, com dois jogos a menos disputados.

Fichas Técnicas:

Fla: Gabriel Batista, Matheuzinho (Rodinei), Gustavo Henrique, Léo Pereira e Renê; Willian Arão (Lázaro), Thiago Maia, Diego (Andreas Pereira) e Vitinho (Michael); Bruno Henrique (Kenedy) e Pedro.

Téc: Renato Gaúcho

América: Matheus Cavichioli, Patric, Ricardo Silva, Lucas Kal, Eduardo Bauermann e Marlon (Alan Ruschel); Juninho (Ribamar), Felipe Azevedo (Rodolfo) e Ademir; Mauro Zárate (Isaque) e Fabrício Daniel (Alê Egêa).

Téc: Vágner Mancini


23ª Rodada - 03/10/2021 - Flamengo 3 x 0 Athlético Paranaense

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 7.715 pagantes e 8.408 presentes; ainda sob restrições em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Éverton Ribeiro (4'1T), Bruno Henrique (9'1T) e Andreas Pereira (45+3'1T)

O Flamengo chegou às 23ª rodada após garantir sua classificação à final da Libertadores, por ser disputada em 27 de novembro contra o Palmeiras em Montevidéu, no Uruguai. E o time entrava em campo sob a pressão de saber que o líder Atlético havia vencido seu jogo um dia antes. A rodada também marcava a volta de público aos estádios no campeonato.

Frente à maratona de jogos do insano calendário brasileiro, o Athlético optou por poupar diversos titulares para o duelo no Maracanã. O Flamengo se aproveitou, e iniciando a partida em ritmo intenso e acelerado, marcou dois gols logo nos dez primeiros minutos.

Até os 35 minutos do 1º tempo, foi dono absoluto do jogo, com amplo domínio da posse de bola e todas as criações de oportunidades de gol. A partir de então o Athlético ensaio uma pressão, mas nos acréscimos foi o rubro-negro carioca quem marcou, num contra-ataque "de almanaque", em alta velocidade, Andreas Pereira concluiu os 88 metros que percorreu de uma área a outra concluindo o passe de Arrascaeta com um único toque para dentro da rede. No 2º tempo, o time tirou o pé do acelerador e administrou a vitória.

Com os três pontos, o time recuperou a 3ª colocação, um ponto atrás do vice-líder Palmeiras, com dois jogos a menos, e ainda 11 pontos atrás do líder Atlético Mineiro.

Fichas Técnicas:

Fla: Diego Alves, Isla (Rodinei), Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luís (Renê); Willian Arão, Andreas Pereira, Arrascaeta e Éverton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique (Kenedy) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Renato Gaúcho

Athlético: Santos, Erick (Khellven), Pedro Henrique, Lucas Fasson, Nico Hernández e Nicolas; Christian (Fernando Canesin) e Léo Cittadini; Carlos Eduardo (Juninho), Renato Kayzer (Vinicius Mingotti) e Pedro Rocha (Jader).

Téc: Bruno Lazaroni




segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Rumo ao Enea! Pelo Tri consecutivo, ainda há um Déficit de 5 pontos

Com dois jogos adiados nas primeiras rodadas, ambos fora de casa, contra Grêmio e Athlético Paranaense, a avaliação do 11º ao 15º jogo é referente ao desempenho entre as rodadas 13 e 17 do 1º Turno. Dentro dos critérios analíticos apresentados aqui em "A Ciência para ser Campeão Brasileiro", neste nível de dificuldade:


Rodadas 1 a 10 acumulavam um Déficit de 5 pontos frente à Meta


Rodada 11 a 15: o nível de dificuldade nestes jogos pedia que fossem feitos 10 pontos, o time fez estes 10, alinhado ao esperado frente ao necessário numa campanha para ser campeão, mas sem conseguir melhorar frente ao déficit das rodadas anteriores.


Acumulado nos 15 primeiros jogos: Déficit de 5 pontos



A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2021 


Jogos 1 ao 5


Jogos 6 ao 10


13ª Rodada - 25/07/2021 - Flamengo 5 x 1 São Paulo

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Arboleda (2'2T), Bruno Henrique (24'2T), (27'2T) e (32'2T), Gustavo Henrique (40'2T) e Welington (contra, 45+1'2T)

Em meio a uma sequência difícil, mas engatando uma sequência de boas vitórias desde que foi feita a troca de Rogério Ceni por Renato Gaúcho, o Flamengo entrava em campo, em casa, para tentar acabar com a freguesia diante dos sãopaulinos, a quem não venciam havia quatro anos, além de ser o clube diante de quem, historicamente, o clube rubro-negro tem maior desvantagem no confronto direto. E os comandados pelo técnico argentino Hernán Crespo entrariam em campo poupando alguns de seus titulares.

Depois de um 1º tempo bastante agitado, acirrado, e cheio de oportunidades de gol de lado a lado, tendo as mais claras, no entanto, sido do tricolor paulista, as equipes foram para o intervalo num empate sem gols.

Na volta para o 2º tempo, no entanto, o zagueiro equatoriano Arboleda subiu sozinho na pequena área para empurrar, meio de cabeça meio de ombro, para dentro do gol. Parecia que a freguesia estaria encarnada mais uma vez. O time rubro-negro jogava mal, Gabigol errava tudo que tentava. A sorte parecia não sorrir para os rubro-negros naquela tarde.

Mas então apareceu um encapetado Bruno Henrique. Numa sequência de jogadas em pouco minutos, ele teve um gol corretamente anulado, após dominar com o braço, completou meio torno uma bola no primeiro pau, que cruzou mansinha pela área e entrou no lado oposto, cortou e acertou um chutaço de fora da área para ampliar, e subiu magistralmente de cabeça para escorar um escanteio. Virada ao tom de BH. Fantástico.

E daí em diante os gols foram saindo. Cruzamento na área, Rodrigo Caio escorou de cabeça para o meio da pequena área e seu companheiro de zaga Gustavo Henrique tocou para dentro, e passe de Vitinho para Michael, que o volante Wellington tentou tirar, e encobriu o goleiro. Goleada apoteótica em poucos minutos! 5 a 1, a maior goleada do Flamengo sobre o São Paulo em toda a história!

Mais três pontos, saltando a 21 pontos na tabela, e mantendo-se na 6ª colocação. O líder Palmeiras tinha 31 pontos, e o vice-líder Atlético Mineiro tinha 28.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique e Filipe Luís (Renê); Willian Arão, Diego (Thiago Maia), Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Renato Gaúcho

São Paulo: Thiago Volpi, Robert Arboleda, Miranda e Bruno Alves; Welington, Liziero, Rodrigo Nestor (Igor Gomes), Gabriel Sara (Martín Benítez) e Igor Vinícius; Marquinhos (Pablo) e Vítor Bueno (Emiliano Rigoni).

Téc: Hernán Crespo


14ª Rodada - 01/08/2021 - Flamengo 3 x 1 Corinthians

Local: Neo Quimica Arena (Arena do Corinthians), São Paulo (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Éverton Ribeiro (6'1T), Gustavo Henrique (39'1T), Bruno Henrique (43'1T) e Vitinho - do Corinthians - (43'2T)

Embalado por cinco vitórias consecutivas desde que Renato Gaúcho assumiu o time, que passou pelo Defensa y Justicia na Argentina pela Libertadores (1 x 0), e aplicou quatro goleadas consecutivas: 5 x 0 no Bahia pelo Brasileirão, 4 x 1 no Defensa y Justicia, em Brasília, pela Libertadores, 5 x 1 no São Paulo pelo Brasileirão, e 6 x 0 sobre o ABC pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Neste pique, o Flamengo foi a São Paulo enfrentar ao Corinthians, a quem na edição do ano anterior havia goleado por 5 x 1 como visitante.

E a superioridade técnica da equipe rubro-negra se fez presente desde o 1º tempo, com total domínio da posse de bola e pressão na saída de jogo alvi-negra, o time rubro-negro abriu o placar com um chute de fora da área de Éverton Ribeiro, e antes do intervalo fez dois gols de cabeça, com Gustavo Henrique e Bruno Henrique. Tudo levava a crer que se materializaria mais uma vitória por larga vantagem. Logo nos primeiros minutos do 2º tempo, uma troca de passes envolvente e Bruno Henrique perdeu um gol inacreditável, dentro da pequena área e quase sobre a linha do gol, furou e a bola bateu na sua mão. Ele ainda empurrou para o gol, que foi corretamente anulado. Teria sido o quarto. Depois disso, porém, o jogo esfriou. No fim, o Corinthians diminuiu a vantagem.

Com a quarta vitória consecutiva, o time saltou a 24 pontos e à 5ª colocação na tabela. Os olhos estavam focados no Palmeiras, que tinha 32 pontos, e no Atlético Mineiro, que tinha 31.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Gustavo Henrique (Bruno Viana), Léo Pereira e Filipe Luís; Willian Arão, Diego, Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique (Pedro) e Gabriel Barbosa.

Téc: Renato Gaúcho

Corinthians: Cássio, Fágner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Gabriel (Vitinho), Victor Cantillo (Angelo Araos), Roni (Xavier) e Adson (Marquinhos); Gustavo Silva (Mateus Vital) e Jô.

Téc: Sylvinho


15ª Rodada - 08/08/2021 - Flamengo 0 x 4 Internacional

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Yuri Alberto (18'1T) e (40'1T), Taison (9'2T) e Yuri Alberto (25'2T)

Numa tarde de Maracanã em que tudo que tinha para dar errado, deu para o Flamengo, o time rubro-negro encerrou a sequência de bons resultados sendo goleado pelo Internacional por 4 x 0. Diego Alves vestiu um de seus dias mais infelizes na defesa do arco em sua carreira, e os colorados aproveitaram.

A equipe rubro-negra jogou regularmente mal desde o primeiro até o último minuto. Obviamente que o Inter teve seus méritos, estando bem organizado em campo, e não deixando o Flamengo trocar passes confortavelmente. E construindo seus gols com paciência e eficiência.

Apesar da derrota, o Flamengo terminou a rodada ainda na 5ª colocação, mas vendo os quatro primeiros colocados se distanciarem um pouco.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla, Gustavo Henrique, Léo Pereira e Filipe Luís; Willian Arão, Diego (Thiago Maia), Arrascaeta (Pedro) e Éverton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

Téc: Renato Gaúcho

Inter: Daniel, Renzo Saravia (Heitor), Victor Cuesta, Bruno Méndez e Paulo Victor; Rodrigo Dourado (Caio Vidal), Rodrigo Lindoso, Edenílson (Paolo Guerrero) e Patrick; Taison (Carlos Palácios) e Yuri Alberto (Johnny).

Téc: Diego Aguirre


16ª Rodada - 15/08/2021 - Flamengo 2 x 0 Sport Recife

Local: Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Bruno Henrique (11'1T) e Éverton Robeiro (1'2T)

Após golear ao Olimpia por 4 x 1 em Assunção pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores da América, o Flamengo soube administrar a fácil vitória sobre o Sport Recife. Avassalador no começo de jogo, o time logo abriu o marcador, com gol de Bruno Henrique, e logo em seguida fez mais um, no entanto corretamente anulado por impedimento de Maurício Isla no começo da jogada.

Sem forçar muito, e dono absoluto da partida, com pleno controle da posse de bola, e diante de um adversário com muitas dificuldades para construir jogadas de ataque, o Flamengo ampliou no início do 2º tempo. No fim, ainda teve mais um gol de Pedro anulado por impedimento. Foi um jogo que o time rubro-negro não goleou porque não quis forçar, poupando-se para o jogo de volta da Libertadores contra o Olimpia no Rio de Janeiro.

Com a vitória, o Flamengo se manteve em 5º lugar, com 27 pontos, a 10 pontos de diferença para o líder Atlético Mineiro, que era seguido por Palmeiras, com 32, Fortaleza, com 31, e Red Bull Bragantino, com 28. E o time rubro-negro tendo dois jogos a menos, apesar de serem ambos no Sul do Brasil como visitante. Em 6º lugar, com 23 pontos, estava o Athlético Paranaense.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Bruno Viana, Léo Pereira e Filipe Luís; João Gomes (Max), Willian Arão, Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique (Lázaro) e Pedro.

Téc: Renato Gaúcho

Sport: Mailson, Hayner, Ronaldo Henrique, Sabino e Chico (Sander); Marcão, Zé Welison (Thiago Lopes), Thiago Neves (Hernanes) e Gustavo (Éverton Felipe); Paulinho Moccelin e Mikael (Santiago Tréllez).

Téc: Umberto Louzer


17ª Rodada - 22/08/2021 - Flamengo 1 x 1 Ceará

Local: Castelão, Fortaleza (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Vina (31'1T) e Vitinho (6'2T)

Além do Flamengo não ter vencido ao Ceará nenhuma vez no Brasileirão 2020, com duas derrotas por 2 x 0, o que por si só era um indício da dificuldade perante este adversário, o alvi-negro cearense fazia boa campanha em 2021. Assim, a parada no Castelão, em Fortaleza, certamente seria difícil. E para piorar o time rubro-negro não teria a Arrascaeta, poupado por desconforto muscular, Bruno Henrique e Willian Arão, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, Thiago Maia, afastado por ter pego covid, e Isla e Rodrigo Caio, lesionados.

E o Flamengo fez um péssimo primeiro tempo. Não conseguia manter a posse de bola, e cometia muitos erros infantis nas trocas de passe. O Ceará ameaçava pouco, mas na chance que teve, num contra-ataque, conseguiu fazer seu gol, dificultando ainda mais a vida rubro-negra. Na volta do intervalo, o Flamengo mudou a postura, e logo chegou ao gol de empate, após um belo chute de Vitinho da entrada da área. Pressionou bastante, mas não conseguiu a virada. No fim perdeu fôlego. O treinador demorou muito a mudar, e quando o fez, foi extremamente infeliz nas suas escolhas, piorando, ao invés de melhorar, à equipe. Assim, o Flamengo chegou na 15ª partida a seu primeiro empate no campeonato.

Apesar do tropeço, a rodada ajudou, pois o líder Atlético empatou com o Fluminense, e o vice-lider Palmeiras, no resultado mais inesperado da rodada, perdeu em casa para o Cuiabá. O terceiro colocado, o Fortaleza, também empatou. Entre os cinco primeiros, só o Red Bull Bragantino venceu. O Flamengo seguiu em 5º lugar.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Bruno Viana, Léo Pereira (Rodinei) e Filipe Luís; João Gomes, Diego (Max), Vitinho e Éverton Ribeiro (Gustavo Henrique); Michael (Lázaro) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Renato Gaúcho

Ceará: Richard, Fabinho, Messias, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; William Oliveira (Pedro Naressi), Fernando Sobral, Rick Jonathan (Erick) e Lima (Jorginho); Vina (Steven Mendoza) e Cléber (Jael).

Téc: Guto Ferreira


quinta-feira, 22 de julho de 2021

Rumo ao Enea! Pelo Tri consecutivo, há um Déficit de 5 pontos...


Com dois jogos adiados nas primeiras rodadas, ambos fora de casa, contra Grêmio e Athlético Paranaense, o avaliação do 6º ao 10º jogo é referente ao desempenho entre as rodadas 8 e 12 do 1º Turno. Dentro dos critérios analíticos apresentados aqui em "A Ciência para ser Campeão Brasileiro", neste nível de dificuldade:


Rodadas 1 a 5 acumulavam um Déficit de 4 pontos frente à Meta


Rodada 6 a 10: o nível de dificuldade nestes jogos pedia que fossem feitos 10 pontos, o time fez 9. Logo: Déficit de 1 ponto frente ao necessário numa campanha de campeão.


Acumulado nos 10 primeiros jogos: Déficit de 5 pontos



A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2021 


Jogos 1 ao 5


8ª Rodada - 01/07/2021 - Flamengo 2 x 0 Cuiabá

Local: Arena Pantanal, Cuiabá (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Pedro (9'1T) e Thiago Maia (45+2'2T)

Pressionado pelas derrotas frente ao Red Bull e ao Juventude, ainda sem os jogadores que disputavam a Copa América por suas respectivas seleções, e já sem Gérson, vendido ao Olympique de Marselha, da França, o Flamengo viajou pressionado para enfrentar a um estreante na Série A do Brasileirão.

Mesmo sem jogar bem, o Flamengo se impôs, fez um gol logo no início do jogo e teve diversas oportunidades para ampliar, sem ter conseguido outro gol. No 2º tempo, caiu muito de produção e foi bastante pressionado. No fim, no entanto, conseguiu ampliar nos acréscimos com um gol em contra-ataque, marcado por Thiago Maia, que voltava à equipe após 7 meses afastado por uma lesão no joelho.

O time não jogava bem, e acumulava três pontos mais uma vez no sufoco, alcançando 12 pontos. Com a vitória, o time rubro-negro terminou a rodada na 6ª colocação, mantendo-se próximo aos líderes, mas sem conseguir encostar na ponta.

Ficha Técnica:

Fla: Gabriel Batista, Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; João Gomes (Hugo Moura), Diego (Thiago Maia) e Vitinho (Max); Michael, Pedro (Rodrigo Muniz) e Bruno Henrique (Werton).

Téc: Rogério Ceni

Cuiabá: Wálter, Lucas Ramon (Camilo), Paulão, Marllon e Lucas Hernández (Rafael Papagaio); Yuri Lima, Rafael Gava (William Corrêa) e Pepê; Jonathan Cafu (Danilo Gomes), Élton (Felipe Marques) e Clayson.

Téc: Luiz Fernando Iubel


9ª Rodada - 04/07/2021 - Flamengo 0 x 1 Fluminense

Local: Neo Quimica Arena (Arena do Corinthians), São Paulo (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gol: André (45'2T)

Com o Maracanã ocupado para os preparativos para a final da Copa América entre Brasil e Argentina, o Fla-Flu foi disputado em São Paulo.

A história desta partida teve um desenho em comum com a anterior, com um pleno domínio rubro-negro no 1º tempo, só que diferentemente do ocorrido frente ao Cuiabá, o time não conseguiu ir para o intervalo em vantagem. No 2º tempo, o domínio da partida se inverteu, com o Fluminense passando a criar mais do que o time rubro-negro.

E quando tudo levava a crer que a partida ficaria num empate sem gols, no último minuto regulamentar o jovem atacante tricolor André completou cruzamento de Luiz Henrique e mandou para as redes, aumentando a pressão sobre o criticado time de Rogério Ceni.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique e Filipe Luís; João Gomes (Thiago Maia), Willian Arão e Vitinho (Rodrigo Muniz); Michael (Max), Pedro e Bruno Henrique.

Téc: Rogério Ceni

Flu: Marcos Felipe, Samuel Xavier, Nino, Luccas Claro e Egídio; Yago, Martinelli (André) e Juan Cazares (Nenê); Gabriel Teixeira (Kayky), Fred (Lucca) e Caio Paulista (Luiz Henrique).

Téc: Roger Machado


10ª Rodada - 07/07/2021 - Flamengo 1 x 2 Atlético Mineiro

Local: Mineirão, Belo Horizonte (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Savarino (5'2T) e (7'2T), e Willian Arão (42'2T)

Em confronto direto pela ponta da tabela frente ao Atlético Mineiro, como visitante, a desfalcada equipe rubro-negra teve o retorno de alguns dos jogadores eliminados nas quartas de final da Copa América: Maurício Isla, com a Seleção do Chile, De Arrascaeta, com a Seleção do Uruguai, e Piris da Motta, com a Seleção do Paraguai. E do outro lado, o Galo estava desfalcado de um de seus principais nomes, o meia argentino Nacho Fernández.

O 1º tempo foi bastante disputado, mas as melhores oportunidades foram atleticanas, justamente em cima do zagueiro Bruno Viana, escalado surpreendentemente à última hora como titular, pela intenção de Rogério Ceni de recolocar Arão no meio de campo para suprir a saída de Gérson. O técnico tentou corrigir no intervalo, lançando o volante Hugo Moura no lugar de Bruno Viana, recolocando Arão na zaga. E a mudança foi uma catástrofe, principalmente por Arão estar um tanto perdido se posicionava-se como zagueiro ou volante. E em três minutos, o venezuelano Savarino aproveitou esta dúvida e marcou dois gols, matando o Flamengo. Perdido em campo, parecia que iria virar uma goleada. Mas ficou nisso. No fim, o time rubro-negro ainda conseguiu descontar. Após perder duas partidas consecutivas, o Flamengo caiu para a 12ª posição na tabela, e foi o fim da linha para o técnico Rogério Ceni, que acabou demitido pela diretoria rubro-negra.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Rodrigo Caio, Bruno Viana (Hugo Moura) e Filipe Luís (Renê); João Gomes, Willian Arão e Arrascaeta; Michael (Rodrigo Muniz), Pedro e Bruno Henrique.

Téc: Rogério Ceni

Atlético: Éverson, Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso, Réver e Guilherme Arana; Allan, Tchê Tchê e Matías Zaracho (Nathan); Jéfferson Savarino (Marrony) e Hulk (Jair).

Téc: Cuca


11ª Rodada - 11/07/2021 - Flamengo 2 x 1 Chapecoense

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Perotti (21'2T), Arrascaeta (32'2T) e Michael (36'2T)

Com a saída de Rogério Ceni, o Flamengo rapidamente fechou com Renato Gaúcho, que ainda não assumiu à equipe, mas viu a partida da arquibancada. O bando de reservas foi comandado pelo treinador da equipe sub-20, Maurício Souza. O time perdeu três jogadores por lesão: Rodrigo Caio, Diego e Bruno Henrique. A aposta foi na contestada dupla de zaga formada por Gustavo Henrique e Léo Pereira, e por uma linha de ataque com dois centroavantes, Rodrigo Muniz e Pedro.

A modificada escalação não deu certo, e o time rubro-negro teve uma atuação muito ruim no 1º tempo. E ainda quase sofreu um gol, num erro bizarro de Léo Pereira na saída de bola que Diego Alves salvou. Mas no 2º tempo, ele integrou. Numa cobrança de falta na entrada da área, o goleiro falhou e deu rebote bobo, que o adversário só teve o trabalho de empurrar para dentro do gol.

Quando a catástrofe já parecia consumada, com o time jogando bastante mal, a equipe achou dois gols sequenciais, primeiro com Arrascaeta pegando rebote da entrada da área, e depois em linda jogada individual de Michael, que enfileirou adversário, passou pelo goleiro e tocou para dentro do gol. Virada sofrida, para fazer a equipe respirar.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Matheuzinho), Gustavo Henrique, Léo Pereira e Filipe Luís; Willian Arão, Thiago Maia (Vitinho), Arrascaeta (Piris da Motta) e Éverton Ribeiro; Rodrigo Muniz (Michael) e Pedro.

Téc: Mauricio Souza

Chapecoense: João Paulo, Matheus Ribeiro, Ignácio, Felipe Santana, Derlan e Busanello (Tiago Coser); Lima (Geuvânio) e Anderson Leite; Fabinho (Kaio Nunes), Anselmo Ramon (Pedro Perotti) e Fernandinho (Foguinho).

Téc: Jair Ventura


12ª Rodada - 18/07/2021 - Flamengo 5 x 0 Bahia

Local: Estádio do Pituaçu, Salvador (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Gabriel Barbosa (22'1T), (40'1T) e (16'2T), Pedro (28'2T) e Vitinho (38'2T)

Após fazer sua estreia na vitória como visitante sobre o Defensa y Justicia, fora de casa, na Argentina, pela Libertadores, num jogo em que a equipe venceu, mas jogou muito mal, Renato Gaúcho fez sua estreia a frente da equipe pelo Brasileirão. E começou muito bem.

Jogando fora de casa contra o Bahia, o time se impôs desde o começo, soube se impor diante do Bahia, não deixou seu ritmo cair, manteve-se com o domínio o tempo inteiro, e goleou impiedosamente por 5 x 0. O centroavante Gabigol, de volta após a disputa da Copa América com a Seleção Brasileira, marcou três gols. Com a segunda vitória consecutiva, voltou à 6ª posição da tabela de classificação. O líder, Palmeiras, tinha 10 pontos de vantagem, e o vice-líder, Atlético Mineiro, estava 7 pontos a frente na tabela.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla (Rodinei), Gustavo Henrique, Léo Pereira e Filipe Luís (Renê); Willian Arão, Diego (João Gomes), Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Michael (Vitinho) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Renato Gaúcho

Bahia: Matheus Teixeira, Nino Paraíba, Germán Conti, Ligger e Matheus Bahia (Juninho Capixaba); Patrick de Lucca (Édson), Matheus Galdezani (Lucas Araújo), Rodriguinho (Pablo) e Thonny Anderson (Maycon Douglas); Rossi e Gilberto.

Téc: Dado Cavalcanti


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Pelo Tri consecutivo. Rumo ao Enea!


Com a tabela alterada por conta do excesso de jogadores convocados para a Copa América, o Flamengo começou fazendo quatro de seus primeros cinco jogos como mandante. Ademais, enfrentou em dois deles equipes recém ascendidas da Série B. Logo, começou com uma das sequências mais fáceis que teria em toda a competição.

Dentro dos critérios analíticos apresentados aqui em "A Ciência para ser Campeão Brasileiro", neste nível de dificuldade, o Flamengo precisava fazer 13 pontos, e fez apenas 9.


Rodada 1 a 5

Déficit de 4 pontos frente ao necessário numa campanha de campeão



A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2021 


1ª Rodada - 30/05/2021 - Flamengo 1 x 0 Palmeiras

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gol: Pedro (30'2T)

Depois de terem disputado o título cabeça a cabeça em 2016 e 2018, nestas oportunidades tendo o título sido alvi-verde, seguidos por dois títulos brasileiros consecutivos do Flamengo em 2019 e 2020, eram os dois clubes que tinham conquistado as duas edições anteriores da Copa Libertadores da América, e que tinham disputado a Supercopa do Brasil alguns meses antes, com título rubro-negro nos pênaltis. Por tudo isto, era a grande rivalidade do futebol brasileiro naquele momento, e foi com ela que a edição de 2021 do Brasileirão se iniciou.

De véspera, o Flamengo perdeu Gabigol por uma indisposição estomacal. Sem ele, diminuía a mobilidade ofensiva rubro-negra, um dificultador a mais frente a uma equipe alvi-verde postada com um trio de zagueiros por seu treinador português. Foi um 1º tempo bastante amarrado e disputado, mas com o Palmeiras tendo um nítido maior controle do jogo. Poderia ter saído vencendo, se Luiz Adriano não tivesse errado a conclusão na pequena área, salva, meio sem querer, pela perna de Diego Alves.

No intervalo o Flamengo se arrumou, e voltou para o 2º tempo passando a ter ele o controle da partida. Mas o jogo seguia amarrado, bem jogado sim, mas com escassas oportunidades de gol para lhe dar mais emoção. Aos 30 minutos, foi o Flamengo quem achou e aproveitou uma das suas. Bruno Henrique escapou em velocidade pela esquerda, livrou-se de dois marcadores, foi ao fundo, e cruzou para Pedro, na medida, atirar-se de carrinho para empurrar para as redes. Numa estreia com cara de decisão, foi o vermelho e o preto quem decidiu. E decisão não se joga, decisão se ganha. E o Mengo ganhou!

Foi um fim de semana de festa rubro-negra. Dentre os doze clubes mais tradicionais, fosse na Série A ou na Série B, o Flamengo foi o único que venceu. Na 2ª Divisão, Vasco e Cruzeiro perderam, respectivamente, para Operário de Ponta Grossa e Confiança, e o Botafogo empatou com o Vila Nova. Na 1ª Divisão, Corinthians, Grêmio, Atlético Mineiro e Santos perderam, respectivamente, para Atlético Goianiense, Ceará, Fortaleza e Bahia, e o próprio Palmeiras, que também perdeu; já São Paulo e Fluminense empataram entre si, e o Internacional empatou com o Sport Recife. A luta rubro-negra por sua inédita conquista de um tricampeonato brasileiro consecutivo, começou muito bem!

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Isla, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Gérson, Diego (Hugo Moura), Arrascaeta (Michael) e Éverton Ribeiro (Vitinho); Bruno Henrique e Pedro (Rodrigo Muniz).

Téc: Rogério Ceni

Palmeiras: Wéverton, Gabriel Menino, Luan, Gustavo Gómez, Alan Empereur e Matías Viña (Victor Luís); Felipe Melo (Danilo), Patrick de Paula (Zé Rafael) e Raphael Veiga (Gustavo Scarpa); Rony e Luiz Adriano (Wesley).

Téc: Abel Ferreira


3ª Rodada - 13/06/2021 - Flamengo 2 x 0 América Mineiro

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Bruno Henrique (23'1T) e Rodrigo Muniz (21'2T)

Após ter sua partida pela 2ª rodada adiada (contra o Grêmio, em Porto Alegre) o time rubro-negro voltou a campo com seis desfalques. Éverton Ribeiro e Gabriel Barbosa estavam com a Seleção Brasileira, Mauricio Isla com a Seleção do Chile, De Arrascaeta com a Seleção do Uruguai, e Piris da Motta, de volta ao clube após passagem de um ano por empréstimo no futebol turco, estava com a Seleção do Paraguai. Além destes cinco jogadores que estavam disputando a Copa América, o time perdeu ainda Pedro, que testou positivo para o coronavírus.

Mas mesmo desfalcado, o Flamengo foi dominante contra o América Mineiro. O time tinha mais de 70% da posse de bola e pressionava. Na metade do 1º tempo, abriu o placar após excelente troca de passes entre Vitinho e Bruno Henrique, concluída ao gol por este último. Sem forçar muito, cozinhou o resto do jogo, diante de uma equipe mineira que levava pouco perigo à meta rubro-negra. No 2º tempo, em excelente jogada individual, o garoto Rodrigo Muniz dominou de costas para o zagueiro, girou, livrando-se da marcação, e bateu cruzado para ampliar. O placar já tinha então o 2 x 0 que acabou vindo a ser definitivo.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís (Renê); Gérson, Diego e Vitinho (João Gomes); Michael, Rodrigo Muniz (Ryan Luka) e Bruno Henrique (Max).

Téc: Maurício Souza (Rogério Ceni fora com covid)

América: Matheus Cavichioli, Diego Ferreira (Ricardo Silva), Eduardo Bauermann, Anderson e João Paulo; Juninho Valoura, Gustavo (Ribamar), Juninho (Eduardo) e Ademir (Felipe Azevedo); Alê e Bruno Nazário (Yan Sasse).

Téc: Luiz Carlos Lorenzi, "Lisca"


5ª Rodada - 19/06/2021 - Flamengo 2 x 3 Red Bull Bragantino

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Aderlan (11'1T), Rodrigo Muniz (26'1T) e (18'2T), Eric Ramires (23'2T) e Chrigor (45+7'2T)

Novamente desfalcado dos jogadores que estavam disputando a Copa América, e de Pedro, ainda se recuperando do coronavírus, o Flamengo entrou em campo com uma série de cinco jogos consecutivos sem tomar gols, dois pelo Brasileiro, dois pela Copa do Brasil, e um pela Libertadores. Mas levou só onze minutos para a série invicta ser encerrada. Lateral cobrado na área rubro-negra e o lateral-direito Aderlan acertou de calcanhar, fazendo um golaço, que no intervalo, ele mesmo reconheceria tendo sido sem querer.

O Flamengo então cresceu no jogo, passando a dominá-lo. Teve diversas chances, com o goleiro Cleiton salvando ao Red Bull com importantes defesas. Mas também contando com a sorte, após Michael errar um chute e a bola cair no pé do jovem Rodrigo Muniz, que empatou. O Flamengo poderia ter virado ainda no 1º tempo, mas não conseguiu.

No 2º tempo, Matheuzinho cruzou, Rodrigo Muniz acertou uma linda bicicleta, e o time rubro-negro virou. Mas não sustentou a vantagem, pois cinco minutos depois, a defesa rubro-negra bateu cabeça e o Red Bull empatou.

Bruno Henrique ainda teve uma chance incrivelmente desperdiçada de voltar a colocar o time a frente. A pressão do Flamengo era enorme. Mas no último ataque do jogo, num contra-ataque, os paulistas marcaram o gol da revirada. Após a primeira derrota, com dois jogos a menos, ambos fora de casa, contra Grêmio e Athlético Paranaense, o time terminou a rodada na 10ª colocação.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Gérson, Diego e Vitinho; Michael (Max), Rodrigo Muniz e Bruno Henrique.

Téc: Rogério Ceni

Bragantino: Cleiton, Aderlan, Léo Ortiz, Fabrício Bruno e Wéverson (Natan); Raul, Lucas Evangelista e Eric Ramires (Edimar); Artur, Ytalo (Chrigor) e Helinho (Tomás Cuello).

Téc: Claudio Maldonado (Maurício Barbieri suspenso)


6ª Rodada - 23/06/2021 - Flamengo 2 x 1 Fortaleza

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Bruno Henrique (20'1T) e (42'1T), e David (16''2T)

Quarta partida consecutiva disputada no Maracanã. Esta, em especial, marcando a despedida de Gérson, vendido ao Olympique de Marselha, da França. E com o time rubro-negro pressionado após a derrota para o Red Bull na rodada anterior.

Apesar dos desfalques, o Flamengo se impôs no 1º tempo, diante de um adversário que fazia a melhor campanha de sua história numa largada de Campeonato Brasileiro, e que estava a frente dele na tabela.

Apesar do domínio coletivo, o time só impôs vantagem em decorrência do brilho individual de Bruno Henrique, autos de dois gols. E depois que marcou, apresentou mais uma vez falhas defensivas que poderiam ter feito a história ser outra. Na volta para o 2º tempo, tomou um gol relâmpago logo a 16 segundos de bola rolando. Não fez uma boa segunda etapa, mas conseguiu assegurar os três pontos, o que foi o mais importante. Terminou a rodada em 8º lugar.      

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho, Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís (Renê); Gérson, Diego (Hugo Moura) e Vitinho (João Gomes); Michael, Pedro (Rodrigo Muniz) e Bruno Henrique.

Téc: Rogério Ceni

Fortaleza: Felipe Alves, Tinga, Marcelo Benevenuto, Titi e Felipe (Ronald); Éderson, Matheus Vargas (Romarinho), Lucas Crispim (Osvaldo) e Yago Pikachu; David (Torres) e Wellington Paulista (Róbson).

Téc: Juan Pablo Vojvoda


7ª Rodada - 27/06/2021 - Flamengo 0 x 1 Juventude

Local: Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gol: Matheus Peixoto (24'1T)

O Flamengo foi ao sul do Brasil jogar num gramado com problemas de drenagem, e que havia enfrentado 48h seguidas de chuva. Era um lamaçal. E o time começou o jogo querendo jogar como sempre jogou, à base de toques de bola. Não poderia dar certo. E não. E o time precisou tomar um gol para se dar conta do óbvio: Matheuzinho tentou recuar, a bola parou na poça, e o centroavante do time gaúcho encheu o pé para estufar a rede de Diego Alves. E pouquíssima coisa além disto aconteceu nos noventa minutos.

O Flamengo terminou a rodada na 10ª colocação. Mas com dois jogos a menos que os demais. Porém, duas paradas duríssimas: Grêmio e Athlético Paranaense como visitante nao sul.

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves, Matheuzinho (Rodinei), Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís (Renê); João Gomes (Hugo Moura), Diego (Thiago Maia) e Vitinho; Michael (Rodrigo Muniz), Pedro e Bruno Henrique.

Téc: Rogério Ceni

Juventude: Marcelo Carné, Michel, Vitor Mendes, Rafael Forster e William Matheus; Elton, Matheus Jesus, Guilherme Castilho e Wescley (Chico); Paulinho Bóia (Marcos Vinícios Sorriso) e Matheus Peixoto (Fernando Pacheco).

Téc: Marquinhos Santos


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Passo a passo da caminhada do Flamengo no Brasileirão 2020: as decisões da 36ª à 38ª rodada

A hora de decidir o Campeonato Brasileiro de 2020! Uma sequência de batalhas épicas!

O desempenho final frente à Meta do Blog A NAÇÃO:


O Desempenho Histórico:

Campanha inferior às de 2018 e 2019, vice-campeão no primeiro e campeão por antecipação no segundo. Ainda assim, campeão de 2020! 


A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2020


Passo a passo da 1ª à 5ª Rodada


Passo a passo da 6ª à 10ª Rodada


Passo a passo da 11ª à 15ª Rodada


Passo a passo da 16ª à 20ª Rodada


Passo a passo da 21ª à 25ª Rodada


Passo a passo da 26ª à 30ª Rodada


Passo a passo da 31ª à 35ª Rodada


36ª Rodada - 14/02/2021 - Flamengo 2 x 1 Corinthians

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Willian Arão (9'1T), Léo Natel (19'1T) e Gabriel Barbosa (9'2T)

Mais uma vez o Flamengo esteve perto, mas não conseguiu assumir a liderança do Brasileiro 2020. Fez sua parte, vencendo o Corinthians, mas precisava que o Vasco, desesperado para fugir do rebaixamento à Série B, tirasse ponto do Internacional em São Januário. Perdia por 1 a 0, e teve um pênalti a seu favor aos 40 minutos do 2º tempo, mas o centroavante argentino Germán Cano chutou bisonhamente para fora. Nos acréscimos ainda tomou o segundo gol.

O Flamengo fez sua parte. Dominou amplamente o início de jogo, conseguiu um gol em cruzamento de falta escorado de cabeça por Arão para as redes, mas no primeiro ataque da equipe paulista, Arão falhou, e o empate aconteceu. Melhor, mas sem conseguir ameaçar, saiu para o intervalo com o empate. No início da segunda etapa, "achou" um novo gol: Bruno Henrique chutou, Cássio espalmou, Éverton Ribeiro cruzou para o meio e Gabigol, a frente da linha de zagueiros, mas atrás da linha da bola, empurrou para as redes, marcando o tento que garantiu os três pontos rubro-negros.

No domingo seguinte, Flamengo e Internacional se enfrentavam no Maracanã pela penúltima rodada. Uma decisão. A vitória rubro-negra colocava o Flamengo na liderança a uma rodada do fim, e uma vitória colorada lhe garantiria matematicamente o título. O São Paulo, por ter um jogo a menos (clássico contra o Palmeiras) ainda tinha chances matemáticas, precisava vencer seus três jogos e o Inter não poderia vencer nenhum dos dois que lhes restava. Era a hora da arrancada para o Flamengo voltar a gritar "É campeão!".

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla, Rodrigo Caio, Willian Arão e Filipe Luís; Gérson (Vitinho), Diego (Gustavo Henrique) Arrascaeta (Michael) e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique (Pepê) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

Corinthians: Cássio, Fágner, Bruno Méndez, Gil e Fábio Santos; Xavier (Ramiro), Victor Cantillo (Luan), Ángelo Araos (Jô) e Romulo Otero (Roni); Gustavo Mosquito (Gabriel Pereira) e Léo Natel.

Téc: Vágner Mancini


37ª Rodada - 21/02/2021 - Flamengo 2 x 1 Internacional

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Edenílson (11'1T), Arrascaeta (28'1T) e Gabriel Barbosa (17'2T)

Jogo decisivo! Nos dias antecedentes o noticiário todo girando em torno da presença ou não de Rodinei em campo. O lateral-direito vinculado contratualmente ao Flamengo e cedido por empréstimo ao Inter, só entraria em campo, de acordo com uma cláusula do contrato de cessão, se o clube rubro-negro recebesse R$ 1 milhão. E eis que um empresário de agronegócio de Cuiabá se disponibilizou em providenciar por conta própria, de seu bolso, a quantia que garantiu a presença em campo do lateral. Em campo, se vencesse o Inter sairia do Rio de Janeiro campeão, já o Flamengo precisava da vitória para assumir a ponta pela primeira vez em todo o campeonato, repetindo 2009, quando só assumiu a liderança pela primeira vez ao fim da 37ª rodada, tendo naquela oportunidade se sagrado campeão e deixado o próprio Internacional com o vice.

A bola rolou e o Flamengo tomou conta do jogo nos momentos iniciais, porém, na primeira vez que foi ao ataque, aos 10 minutos, num cruzamento na área, Gustavo Henrique puxou a camisa do atacante Yuri Alberto para impedi-lo de chegar à bola, o árbitro viu e marcou a penalidade, que Edenílson cobrou com perfeição, no ângulo, para dar a vantagem aos colorados. O time rubro-negro dominava, mas não conseguia chegar com perigo. Na primeira vez que conseguiu furar a defesa, Bruno Henrique levou vantagem sobre Rodinei, foi ao fundo e cruzou, encontrando Arrascaeta entrando por trás da zaga para escorar de mancinho a bola que atravessou a área diagonalmente, tocou na trave e entrou, como numa tacada de sinuca. Tudo igual no placar.

Antes do intervalo, quase que os colorados marcaram de novo, Rodinei penetrou e chutou, a bola desviou em Gustavo Henrique e explodiu na forquilha da trave. Um lance de muita sorte do time rubro-negro, pois por centímetros a história teria sido mudada. O lateral estava predestinado a ser ator principal da partida. Na volta do segundo tempo, ele domina mal uma bola fácil, que lhe escapa, sobrando para Filipe Luís, que se adianta e se prepara para ir em direção ao ataque. Na tentativa de retomar a posse, Rodinei crava as travas da chuteira lateralmente no tornozelo do lateral-esquerdo rubro-negro. O árbitro assinala a falta, e é chamado pela arbitragem de vídeo para revisar o lance no monitor, para avaliar a possibilidade de uma expulsão, a qual ele acaba confirmando. Com quase todo o 2º tempo por jogar, o Flamengo passa a ter um homem a mais em campo. E Rogério Ceni é ousado, apostando alto, e imediatamente lançando ao centroavante Pedro no lugar do lateral-direito Isla. Enfim, Ceni se mostrava convencido de que BH, Pedro e Gabigol podiam sim jogar juntos, como todos clamavam, e enfim mostrando verdadeira vontade de ganhar o jogo! Como sempre disse o deus Zico: "o medo de perder não pode tirar a vontade de vencer!". Rogério Ceni enfim provava ter a determinação de campeão e de quem pensa grande! Méritos para o treinador que não sucumbiu à sua teimosia, soube escutar e soube ter personalidade para rever seus conceitos!

Aos 17 minutos, Bruno Henrique toca para Arrascaeta e ele faz um lançamento magistral no meio dos zagueiros, com perfeição, deixando Gabigol frente a frente à decisão. E o homem de personalidade diferenciada e com caráter de protagonista de momentos decisivos toca para o gol. A bola teria encaixado nas mãos do goleiro Marcelo Lomba, não tivesse levemente desviado na perna do zagueiro, tirando as chances do goleiro. De mansinho, ela foi rolando para a lateral da rede. Mengão 2 a 1!

O jogo continuou disputadíssimo e acirradíssimo, mas sem chances claras de lado a lado. Nos minutos finais, o Inter se lançou em desespero ao ataque e o Flamengo aproveitou bem em contra-ataques. Pedro roubou, driblou o goleiro e fez o terceiro que, inicialmente validado pelo juiz, no entanto, logo foi chamado pela arbitragem de vídeo para rever a jogada no monitor e apontar falta de Pedro. Logo depois, novamente o centroavante, à base de muita luta, roubou uma bola e deixou BH frente a frente ao goleiro para marcar o terceiro, mas ele mandou por cima, numa chance claríssima de ampliar a vantagem. Mas não precisou de mais. Uma virada de epopeia. Uma vitória gigante. E enfim a liderança. Num campeonato em que tinha plenas condições de já o ter conquistado havia muito, o Flamengo enfim assumia a ponta, e ainda precisaria sofrer na última rodada contra o São Paulo no Morumbi para obter o título. E em paralelo o Inter enfrentaria ao Corinthians em Porto Alegre. Um empate rubro-negro com vitória colorada deixaria ambos empatados, mas com o título sendo colorado no saldo de gols. Cada um precisava vencer e ver o outro perder.

Ao fim do jogo, a choradeira generalizada pela expulsão do jogador do milhão. Curiosamente o jogador colorado que vai às câmeras de TV desabafar (Rodrigo Dourado) - no tradicional, patético e vergonhoso vitimismo brasileiro - sobre uma conspiração em favor de um título rubro-negro, foi justamente aquele que uma semana antes marcou um gol em posição de clamoroso impedimento não anulado por uma suposta descalibragem da tecnologia de vídeo que não possibilitou uma revisão da jogada (o Flamengo já poderia ter assumido a liderança na 36ª rodada, não fosse este erro). À noite, todos os debates esportivos da televisão mostravam uma indignação do massivo jornalismo paulista em favor de alguém que não respeitavam como uma ameaça à sua hegemonia nacional (o Internacional) e contra aquele que pelo tamanho de sua torcida intrometera-se na festa de títulos paulistana (o Flamengo). Adicionalmente, a Rede Globo (também com massiva presença de jornalistas paulistas) que perdera os direitos de transmissão do Carioca de 2021 para a TV Record, demonstrava-se especialmente incomodada com o risco de não ter ao campeão brasileiro na sua grade de transmissões dos Estaduais. Horas seguidas de uma chuva de acusações, e entre muitas, várias sendo opiniões irresponsáveis e vexatórias de jogadores e dirigentes, demonstrando falta de caráter e canalhices, as quais num país minimamente sério não passariam impunes. Mas numa bagunça chamada Brasil, irresponsabilidade é premiada e não reprimida. Era hora de passar por cima de tudo e entrar em campo para vencer a batalha que ainda faltava...

Decisão não é para ser jogada, decisão é para ser vencida! Para o São Paulo, o Flamengo sofreu seus piores momentos daquela turbulenta temporada de 2020 que terminava já por meados do fim de fevereiro de 2021. O ídolo sãopaulino Rogério Ceni, depois de haver se tornado treinador, nunca havia vencido ao clube do qual se tornara ídolo. E fora eliminado pelo São Paulo duas vezes na Copa do Brasil, nas oitavas de final a frente do Fortaleza, e nas quartas de final já a frente do Flamengo. Nenhum sãopaulino queria ver o Flamengo sair campeão do Morumbi. O tricolor paulista estava atravessado na garganta tanto de todos os rubro-negros como de seu treinador. Não era hora de jogar, era hora de vencer! Pelo octacampeonato nacional, pelo raríssimo segundo título brasileiro consecutivo. Era hora dos grandes mostraram que haviam vivido para deixar seus nomes na história! Tudo se definir numa quinta-feira à noite!

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla (Pedro), Rodrigo Caio (Natan), Gustavo Henrique e Filipe Luís; Gérson, Diego (João Gomes), Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (João Lucas).

Téc: Rogério Ceni

Inter: Marcelo Lomba, Rodinei, Zé Gabriel, Lucas Ribeiro e Moisés; Rodrigo Dourado (Johnny), Edenílson, Praxedes (Heitor), Patrick (Maurício) e Caio Vidal (Thiago Galhardo); Yuri Alberto (Peglow).

Téc: Abel Braga


38ª Rodada - 25/02/2021 - Flamengo 1 x 2 São Paulo

Local: Morumbi, São Paulo (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Luciano (45+3'1T), Bruno Henrique (5'2T) e Pablo (13'2T)

Título com derrota tem um gosto estranho e diferente. Mas com e emoção que a reta final do Brasileirão 2020, o mais emocionante da história dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, ainda teve um sabor especial. Como tudo que envolve o Flamengo, sempre, uma atmosfera totalmente diferenciada. Como uma decisão que não tem que ser jogada, tem que ser vencida, num campeonato de pontos corridos o único a ser feito é terminar a corrida com mais pontos que os rivais. Ao fim, o Flamengo perdeu para o São Paulo no Morumbi, mas o Internacional não saiu de um empate sem gols diante do Corinthians no Beira-Rio, e a tabela final apontava o Flamengo, campeão, com 71 pontos, seguido pelo Inter, vice-campeão, com 70 pontos!

O Flamengo entrou em campo dependendo apenas de si. Enfrentou a um São Paulo que lutava para garantir a última vaga brasileira direto na fase de grupos da Libertadores 2021, e que para isto precisava da vitória. E que entrava em campo debilitado nas laterais, com o espanhol Juanfran tendo pedido antecipação de seu desligamento por fim de contrato na véspera da partida, não estando pelo lado direito, e na lateral-esquerda estando sem os suspensos Reinaldo e Léo, tendo que improvisar o volante Welington na posição.

O time sãopaulino modificou sua escalação e entrou em campo com três zagueiros. Jogou o primeiro tempo recuado, dando o pleno domínio da bola à equipe rubro-negra. Num contra-ataque reclamou de um pênalti, revisado pela arbitragem de vídeo e não assinalado (jogada que se iniciou com um domínio com o braço de Daniel Alves no seu campo de defesa, também não marcado), mas além disto não havia dado nenhum chute a gol até o último lance da primeira etapa. O Flamengo também não conseguia criar, num jogo amarrado e tecnicamente chato, mas, por razões óbvias, de emoção à flor da pele. No último ato, Éverton Ribeiro fez falta sobre Tchê Tchê dentro da meia-lua. Luciano bateu forte, aproveitando a barreira mal armada por Hugo Souza, que mal posicionado tampouco conseguiu defender, e foi assim que o time rubro-negro foi para o intervalo em desvantagem.

Em Porto Alegre, num 1º tempo tecnicamente muito ruim de lado a lado, mas também com emoções à flor da pele, a arbitragem de vídeo revisou um toque de mão a favor do Inter dentro da área, no qual o juiz marcou a penalidade, e a decisão foi revisada, sob a interpretação que o jogador alvi-negro, Ramiro, ao dar o carrinho para o corte tinha o braço apoiado no chão. O Inter ainda fez um gol, corretamente anulado, com Yuri Alberto em inquestionável posição de impedimento quando passe foi dado. Fim de primeiro tempo, e apesar da derrota, o título estava sendo rubro-negro.

No 2º tempo, o zagueiro Gustavo Henrique escorou um escanteio de cabeça para o meio da pequena área, que Bruno Henrique só teve o trabalho de resvalar, e logo aos cinco minutos o jogo estava empatado. Mas a chama novamente acesa pela possibilidade de vitória ficou muito pouco tempo queimando, pois num recuo de Gustavo Henrique para o goleiro Hugo Souza, este falhou na reposição com os pés servindo a Daniel Alves no meio da intermediária. Ele dominou no peito e, com incrível precisão, deu um passe açucarado para Pablo entrar frente a frente ao goleiro rubro-negro, tocar por baixo dele, e colocar ao tricolor paulista novamente em vantagem. Mas o tempo passava rápido, os minutos corriam, e o título continuava sendo rubro-negro, pois o Inter, um pouco melhor em campo na segunda etapa, perdia chances impressionantes e não conseguia marcar. Aos 43 minutos do 2º tempo, cruzamento para a área do Corinthians e o goleiro subiu soberano para defender. A bola estava em suas mãos, mas o centroavante colorado Abel Hernández deu uma cabeçada em seu braço e ele soltou. Edenílson empurrou o rebote para as redes, mas o árbitro corretamente anulou a jogada, marcando a falta inquestionável sobre o goleiro.

Em São Paulo a partida terminou com derrota do Flamengo (a quarta no ano para o tricolor paulista). Os jogadores rubro-negros correram então para acompanhar os minutos finais de Porto Alegre nas telinhas de seus aparelhos de telefone celular. Aos 51 minutos (para matar um do coração!) a bola é cruzada na área do Corinthians e Edenílson, livre na pequena área, marca o gol... desespero rubro-negro... euforia colorada... mas na lateral do campo o auxiliar, impávido, está com a bandeirinha levantada assinalando impedimento, para desespero dos jogadores do Internacional, que partem para cima dele para uma quase agressão. A câmera lateral de TV não deixa dúvida, o jogador estava bastante adiantado no momento do passe, o gol é anulado pelo impedimento, e a arbitragem de vídeo sequer chama para revisão, dado que o impedimento era clamoroso. Fim de jogo? Ainda não, aos 52 minutos ainda houve tempo para um cruzamento na área sobrar para o zagueiro Lucas Ribeiro, que dá um toque por cima, numa claríssima oportunidade de quase-gol. Que sufoco! Depois disto, porém, o árbitro enfim ergue o braço, apitando o fim de jogo. Explosão rubro-negra Brasil a fora! Flamengo bi-campeão brasileiro consecutivo! Flamengo oito vezes campeão do Brasil! Octa!!

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla (Matheuzinho), Rodrigo Caio, Gustavo Henrique e Filipe Luis; Gérson, Diego (João Gomes), Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

São Paulo: Tiago Volpi, Igor Vinícius (Galeano), Diego Costa, Robert Arboleda, Bruno Alves e Welington (Gabriel Sara); Luan (Hernanes), Tchê Tchê e Daniel Alves; Luciano (Igor Gomes) e Pablo (Santiago Tréllez).

Téc: Marcos Vizolli



Veja mais: METAS PARA o BI... METAS PARA O OCTA... a meta traçada aqui no Blog A NAÇÃO para que o Flamengo fosse o Campeão Brasileiro de 2020



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Passo a passo da caminhada do Flamengo no Brasileirão 2020: da 31ª à 35ª rodada


PARA SER CAMPEÃO: o time rubro-negro chegou ao fim da 30ª rodada devendo 11 pontos frente à meta para o título traçada aqui no Blog A Nação. Com a pandemia do coronavírus, no entanto, que achatou a tabela, foi um campeonato completamente atípico, e apesar desta "dívida", o time rubro-negro iniciou esta sequência ainda na briga pelo título. E com uma boa sequência de resultados, voltou para a luta por ser campeão.


A SEQUÊNCIA DA 31ª À 35ª RODADA ERA, NATURALMENTE, A DECISÃO

O desempenho entre a 26ª e a 30ª rodada havia sido péssimo, ainda assim, a queda de rendimento dos principais rivais ao título manteve o Flamengo com chances reais de ser campeão. E entre a rodada 31 e 35, o time rubro-negro se aproximou ainda mais da ponta, mas menos do que precisava. A meta era fazer 10 pontos entre estas cinco rodadas, e ela foi atingida, porém, devendo onze pontos, era necessário ter ido melhor.



DESEMPENHO RUBRO-NEGRO NAS 35 PRIMEIRAS RODADAS DE 2020

O Flamengo tinha um desempenho pior aos que teve nos Campeonatos Brasileiros de 2016, 2018 e 2019, sendo que com campanha quase igual às de 2016 e de 2018.



A HISTÓRIA NO BRASILEIRÃO 2020


Passo a passo da 1ª à 5ª Rodada


Passo a passo da 6ª à 10ª Rodada


Passo a passo da 11ª à 15ª Rodada


Passo a passo da 16ª à 20ª Rodada


Passo a passo da 21ª à 25ª Rodada


Passo a passo da 26ª à 30ª Rodada


32ª Rodada - 24/01/2021 - Flamengo 1 x 2 Athlético Paranaense

Local: Arena da Baixada, Curitiba (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Abner Vinícius (25'1T), Gustavo Henrique (32'1T) e Renato Kayzer (37'2T)

O Flamengo entrou em campo sabendo que o São Paulo havia empatado em casa contra o vice-lanterna Coritiba, e que o Atlético Mineiro havia sido derrotado pelo Vasco. Assim, uma vitória em Curitiba o colocava definitivamente na cola do líder Internacional, que ao mesmo tempo entrava em campo para jogar o clássico Grenal em Porto Alegre. As chances ainda ficaram melhores enquanto o Grêmio vencia ao Inter no clássico. Mas, em campo, o Flamengo não cumpria seu papel, e mostrava não estar em condições de efetivamente entrar na disputa pelo troféu. Para piorar, o Internacional empatou aos 45 minutos do 2º tempo, e virou nos acréscimos.

O rubro-negro carioca começou o jogo melhor, com mais domínio da partida, mas sem levar qualquer perigo ao adversário. Porém, algumas daquelas que poderiam vir a ter sido boas chances, foram desperdiçadas claramente em função do gramado sintético, que fazia a bola correr mais do que o normal, e assim passes em profundidade foram desperdiçados. Depois do controle sem pressão nos minutos iniciais, foi o Athlético quem cresceu no jogo, chegando seguidas vezes, de forma que o gol do rubro-negro paranaense parecia ser questão de tempo. E assim foi. Aproveitando uma falha constante do lateral-direito chileno Isla, que sempre fecha como se fosse zagueiro quando o ataque é pelo lado esquerdo da defesa flamenguista, deixando um buraco às suas costas, o lateral-esquerdo do Athlético penetrou para ocupar este espaço e recebeu um cruzamento sozinho para escorar para as redes e, assim, abrir o marcador. O Flamengo partiu para lutar pelo empate, ainda que um tanto desorganizadamente, e sete minutos depois o conseguiu, com o zagueiro Gustavo Henrique testando o cruzamento de uma falta longe do alcance do goleiro. Com o gol e o empate no 1º tempo, ainda que não jogando bem, o time mantinha a chama de aspirar entrar na briga pelo título.

Na segunda etapa, o Flamengo dominava amplamente a partida, mas não conseguia criar qualquer chance de perigo. Quando Rogério Ceni resolveu mudar o time, só fez besteira. A principal delas foi em teimar com sua convicção de que Pedro e Gabigol não podem jogar juntos, assim quando lançou o primeiro, tirou de campo o segundo. Decisão de quem parecia não estar lá muito preocupado em vencer, e nem entendia a importância da vitória naquele momento. Coisas de um treinador habituado a girar da décima posição para trás na tabela de classificação. Como castigo, a oito minutos do fim, num contra-ataque e numa das únicas oportunidades que teve, o centroavante Kayzer pegou um cruzamento de primeira e mandou uma bomba para dentro da rede. O Flamengo perdia uma oportunidade de ouro e saía de campo derrotado. E minutos depois o Inter virava o Grenal e abrir ainda mais na liderança.

O time terminou a rodada em 3º lugar. Na primeira posição, o Internacional tinha 62 pontos, seguido pelo São Paulo com 58, o Flamengo com 55 e o Atlético Mineiro com 54. Se o Inter houvesse perdido o Grenal, e o Mengo vencido em Curitiba, os três primeiros teriam 59, 58 e 58. E o Flamengo teria dias depois seu jogo atrasado para pagar, contra o Grêmio em Porto Alegre, podendo até mesmo saltar para a ponta. Momento decisivo, mas que o time rubro-negro mostrava sem capacidade de aproveitar.

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla (Matheuzinho), Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Gérson, Diego, Arrascaeta (Rodrigo Muniz) e Éverton Ribeiro (Pepê); Vitinho (Michael) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

Athlético: Santos, Jonathan (Khellven), Thiago Heleno, Pedro Henrique e Abner Vinícius; Richard (Zé Ivaldo), Christian (Jaime Alvarado), Fernando Canesin (Jadson) e Nikão; Carlos Eduardo (Vitinho) e Renato Kayzer.

Téc: Paulo Autuori


23ª rodada (atrasado) - 28/01/2021 - Flamengo 4 x 2 Grêmio

Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Diego Souza (37'1T), Éverton Ribeiro (11'2T), Gabriel Barbosa (14'2T), Arrascaeta (20'2T), Diego Souza (40'2T) e Isla (45+2'2T)

O que aconteceu em Porto Alegre foi um grande jogo de futebol! Talvez o melhor da edição do Campeonato Brasileiro de 2020. A equipe do Grêmio jogava com um esquema de jogo orquestrado por Renato Gaúcho muito similar ao utilizado pelo Flamengo de Jorge Jesus em 2019: Matheus Henrique e Lucas Silva formavam uma dupla de volante que se destacava mais pela qualidade de toque de bola do que pelo jogo bruto dos desarmes, e a frente deles havia uma linha de três, com Jean Pyerre centralizado, e Ferreirinha e Alisson abertos pelas pontas, e com Diego Souza fazendo o pivô na frente. Talvez por isso, o jogo era franco e bem jogado, e só não tinha um número de faltas irrisório por causa da cultura de medo da arbitragem brasileira que apita falta a cada tentativa de desarme com contato físico, por menor que seja.

Apesar de ter jogado muito bem na primeira metade, o Flamengo saiu de campo com a derrota, quando Diego Souza penetrou diagonalmente entre a zaga e testou no contra-pé de Hugo Souza. No 2º tempo, o time relembrou a mobilidade genial da fantástica equipe armada por JJ em 2019, com Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Bruno Henrique se movimentando mais intensamente, e Gabigol infernizando em todos os lados do campo. Em menos de dez minutos - entre o 11º e o 20º minuto da 2ª etapa - o time rubro-negro virou imponentemente. A partir de então, cozinhou o jogo. A cinco minutos do fim, Diego Souza acertou um chutaço de falta e diminuiu, fazendo os corações rubro-negros baterem mais tensos. Mas com experiência, a equipe amarrou o jogo, e nos acréscimos ainda houve tempo para o chileno Mauricio Isla marcar o quarto. Grande vitória flamenguista!

Uma vitória maiúscula, que alçou o Flamengo à 2ª colocação da tabela de classificação. O líder Internacional estava 4 pontos a frente, com 62, enquanto Flamengo e São Paulo tinham 58, e o Atlético Mineiro com 57. Em quinto, o Palmeiras tinha 52. E, enfim, todos estavam nivelados em partidas disputadas. O campeonato ainda estava em aberto! Cada jogo era uma decisão para os que aspiravam ser campeões.

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla, Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luis; Gérson, Diego (João Gomes), Arrascaeta (Pepê) e Éverton Ribeiro (Vitinho); Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

Grêmio: Vanderlei, Victor Ferraz, Rodrigues, Walter Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Maicon), Matheus Henrique, Jean Pyerre (Cesar Pinares), Alisson (Luiz Fernando) e Ferreira (Éverton); Diego Souza (Isaque).

Téc: Renato Gaúcho


33ª Rodada - 01/02/2021 - Flamengo 3 x 0 Sport Recife

Local: Ilha do Retiro, Recife (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Gabriel Barbosa (3'1T), Bruno Henrique (18'1T) e Pedro (45+5'2T)

O Flamengo entrava em campo novamente numa segunda-feira a noite, e pressionado pelos resultados do dia anterior, já que Internacional e Atlético Mineiro tinham vencido, respectivamente, a Red Bul Bragantino e Fortaleza. Com isso, o Inter saltara a 65 pontos e o Galo para 60. O time rubro-negro precisava vencer para saltar a 61 e manter as chances de título, que ficaria muito distante em caso de tropeço. Era mais uma vez a hora de colocar a faca no dente e partir para uma decisão, sob a máxima de que decisão não se joga, decisão se ganha. Ainda mais frente ao 16º colocado. Era preciso vencer, vencer e vencer!

O rubro-negro carioca soube aproveitar uma sucessão de erros defensivos do fraco time rubro-negro pernambucano e abriu 2 x 0 com menos de vinte minutos de bola rolando. Desperdiçou outras oportunidades, pois poderia ter marcado ainda mais gols. O 1º tempo foi de amplo domínio do Flamengo, que poderia ter ido para o intervalo com uma vantagem ainda mais cômoda de 3-0 ou 4-0.

No 2º tempo, o time caiu muito de produção, e passou a sofrer perigo em diversas oportunidades. Fosse um adversário técnica e taticamente melhor, e certamente teria levado pelo menos um gol. Apático e desorganizado, só se defendia. Nos acréscimos, meio que por acaso, conseguiu ainda mais um gol.

Enfim, a vitória era o mais importante, e ela aconteceu, mantendo a corrida pelo título. A rodada terminou com o Internacional com 65 pontos, seguido pelo Flamengo com 61 e pelo Atlético Mineiro com 60. Em quarto, com 58, o São Paulo, que demitiu seu treinador, já parecia carta fora do baralho, já que estava sete pontos atrás do líder com 15 pontos por serem jogados, tendo ainda dois clubes entre ele e o primeiro colocado. E para o Flamengo a situação também não era fácil, era vencer, vencer ou vencer!

Ficha Técnica:

Fla: Diego Alves (Hugo Souza), Isla, Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Gérson (Pepê), Diego (João Gomes), Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique (Vitinho) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

Sport: Luan Polli, Patric, Iago Maidana, Adryélson e Júnior Tavares (Sander); Ronaldo Henrique (Bruno Roberto), Betinho, Thiago Neves e Éwerthon (Lucas Venuto); Marquinhos (Gustavo Oliveira) e Dalberto (Hernane).

Téc: Jair Ventura


34ª Rodada - 04/02/2021 - Flamengo 2 x 0 Vasco

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Gabriel Barbosa (45+2'1T) e Bruno Henrique (31'2T)

O Flamengo entrou em campo já sabendo que no dia anterior o Atlético Mineiro havia perdido inesperadamente para o Goiás. E ao mesmo tempo em que enfrentaria ao Vasco, o líder Internacional teria uma difícil missão na grama sintética da Arena da Baixada contra o Athlético Paranaense, partida que acabou vindo a terminar num empate sem gols. Mas dos que nunca, assim, o clássico diante do Vasco era crucial para as aspirações rubro-negras ao título.

O 1º tempo foi de domínio amplo e absoluto do Flamengo, com a equipe do Vasco sequer conseguindo se aproximar da área rubro-negra. Porém, estava difícil superar ao ferrolho defensivo vascaíno, com praticamente o time inteiro jogando dentro de sua própria área. Nas poucas oportunidades em que conseguiu furar a retranca cruzmaltina, o time não conseguiu aproveitar para converter a oportunidade em gol. Quando a primeira etapa se aproximava do fim, no entanto, um cruzamento enfim geraria o gol, Bruno Henrique cabecearia livre na pequena área para as redes, mas foi empurrado pelo lateral-direito Léo Matos e foi ele e não a bola parar dentro das redes. Pelas limitações técnicas e cognitivas da arbitragem brasileira, o árbitro não assinalou a penalidade de imediato, indo consultar a arbitragem de vídeo. Sem margem a contestações, pênalti marcado, tendo o único difícil de ser entendido é a razão pela qual o jogador do Vasco não foi expulso, dado que impediu uma chance clara de gol (além de já haver recebido cartão amarelo em outra jogada anterior). Gabigol bateu e converteu.

Para o 2º tempo, Vanderlei Luxemburgo sabia que, a partir do momento que desceu para o intervalo em vantagem, Rogério Ceni voltaria para a segunda etapa lhe oferecendo a posse de bola (embora não fosse a estratégia mais acertada). Assim, trocou três jogadores de uma vez, colocando sangue jovem em campo para tentar, a base da força física de garotos descansados, pressionar e buscar um empate que lhe daria novamente alguma chance no jogo. O Flamengo voltou abdicando da posse, com a estratégia de explorar os contra-ataques para tentar o segundo gol. Correu muito pouco perigo, e matou o jogo aos 31 minutos numa cobrança de escanteio em que Bruno Henrique subiu muito, muito alto, e testou impiedosamente para as redes.

A luta pelo título estava em aberto, com o Internacional tendo 66 pontos, apenas dois a mais que os 64 pontos do Flamengo. Em terceiro, o Atlético Mineiro aparecia com 60 pontos. Quatro rodadas para o fim, e quatro decisões valendo a taça!

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla, Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Gérson (Pepê), Diego (João Gomes), Arrascaeta (Vitinho) e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique (Michael) e Gabriel Barbosa (Pedro).

Téc: Rogério Ceni

Vasco: Fernando Miguel, Leonardo Matos (Carlinhos), Marcelo Alves, Ricardo Graça e Henrique; Bruno Gomes (Andrey), Leonardo Gil (Talles Magno) e Martín Benítez (Juninho); Yago Pikachu, Germán Cano e Gabriel Pec (Ygor Catatau).

Téc: Vanderlei Luxemburgo



35ª Rodada - 07/02/2021 - Flamengo 1 x 1 Red Bull Bragantino

Local: Estádio Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (Público: 0; em função da pandemia de coronavírus)

Gols: Gabriel Barbosa (34'1T) e Ýtalo (17'2T)

Em mais uma dar aberrações contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2020, a equipe entrou em campo três dias após a vitória sobre o Vasco, num domingo, enquanto todos os seus adversários na luta pelo título entravam em campo apenas na quarta-feira seguinte.

Em campo, o Flamengo enfrentou ao adversário mais bem organizado taticamente e que teve melhor atuação entre todos os enfrentados até então naquele campeonato. Num jogo bastante franco, com chances de gol se alternando de lado a lado, a equipe rubro-negra criava oportunidades, mas não conseguia marcar. Até que num cruzamento na área, a camisa de Gustavo Henrique foi quase arrancada, a arbitragem de vídeo chamou, o árbitro revisou no monitor e apontou a penalidade, convertida por Gabigol.

No 2º tempo, a partida seguia bastante acirrada, até que o lateral chileno Isla falhou em não interceptar um lançamento, apostando que a bola sairia. Mas ela não saiu, e Helinho cruzou para Ýtalo completar e marcar. Jogo empatado.

Daquele momento em diante, o time rubro-negro lutou muito, perdeu duas oportunidades claríssimas com De Arrascaeta e Pedro, mas não conseguiu vencer. Mais uma vez no campeonato, quando teve a oportunidade de vencer para assumir a ponta da tabela, o time não conseguiu aproveitar. E o que dizer de Rogério Ceni? Precisando vencer, sendo óbvio que estava faltando pernas na segunda etapa, e só foi fazer a primeira alteração aos 40 minutos do 2º tempo. Incompreensível!! Mas sendo um "queridinho da mídia", as críticas do jornalismo esportivo foram bastante amenas...

A conclusão da rodada, no entanto, não poderia ter sido melhor para o Flamengo, com todos na parte de cima tropeçando. O Internacional perdeu em Porto Alegre para o Sport Recife por 2 x 1. De quebra, o Vasco ainda foi derrotado pelo Fortaleza, terminando a rodada no Zona de Rebaixamento, e ficando sem alternativa que não a vitória no seu jogo seguinte contra o Internacional em São Januário. O Atlético Mineiro e o São Paulo empataram, respectivamente contra Fluminense e Ceará. A rodada terminou com o Internacional tendo 66 pontos, seguido muito de perto pelo Flamengo com 65. Atrás o Atlético tinha 61 e o São Paulo com um jogo a menos, contra o Palmeiras, tinha 59. Os dois jogos seguintes da equipe rubro-negra eram no Maracanã e poderiam sacramentar matematicamente o bi consecutivo e o octa nacional. Na rodada seguinte, a receita era o Flamengo vencer ao Corinthians e o Inter tropeçar no Vasco, a fórmula para que, assim, a liderança passe às mãos rubro-negras, de forma que como na penúltima rodada o adversário rubro-negro era o Inter no Rio, bastando a vitória neste duelo para o Flamengo se sagrar campeão brasileiro!

Ficha Técnica:

Fla: Hugo Souza, Isla (Matheuzinho), Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; João Gomes (Pepê), Gérson (Pedro), Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Bruno Henrique (Vitinho) e Gabriel Barbosa.

Téc: Rogério Ceni

Red Bull: Cleiton, Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Edimar (Luan Cândido); Raul, Ricardo Ryller (Eric Ramires) e Claudinho; Artur, Ýtalo (Jan Hurtado) e Helinho (Bruno Tubarão).

Téc: Maurício Barbieri



Veja mais: METAS PARA o BI... METAS PARA O OCTA... o caminho para o Flamengo ser o Campeão Brasileiro de 2020