domingo, 28 de maio de 2017

Flamengo na Libertadores 2017

Pela terceira vez seguida o Flamengo foi eliminado na 1ª fase da Libertadores. Como aconteceu em 2012 e em 2014, repetiu-se em 2017. Com  3 vitórias e 3 derrotas, terminou em 3º lugar no grupo e viu San Lorenzo, em primeiro, e Atlético Paranaense, em segundo, avançarem às oitavas de final.


A Campanha:
Fase de Grupos
12/02/14 - 4 x 0 San Lorenzo, no Maracanã
26/02/14 - 0 x 1 Universidad Católica, em Santiago, Chile
12/03/14 - 2 x 1 Atlético Paranaense, no Maracanã
18/03/14 - 1 x 2 Atlético Paranaense, em Curitiba
02/04/14 - 3 x 1 Universidad Católica, no Maracanã
09/04/14 - 1 x 2 San Lorenzo, em Buenos Aires, Argentina


1ª Fase

O Flamengo caiu num grupo da morte, depois de se classificar à Libertadores como 3º colocado do Campeonato Brasileiro de 2016. O clube caiu no grupo 4, contra o San Lorenzo, vice-campeão argentino, a Universidad Católica, campeã chilena, e o Atlético Paranaense, 6º colocado no Brasileiro, e que havia eliminado ao Millonarios, da Colômbia, e ao Deportivo Capiatá, do Paraguai, na fase Pré-Libertadores. Os dois primeiros colocados do grupo avançavam às oitavas de final.

Na 1ª rodada, jogando no Rio de Janeiro, o Flamengo, com Diego, cobrando falta, o lateral-esquerdo peruano Miguel Trauco, Rômulo e Gabriel, colocando uma goleada de 4 x 0 no placar, e Paolo Guerrero ainda perdeu um pênalti. No outro jogo do grupo, em Curitiba, Atlético Paranaense e Universidad Católica empataram em 2 x 2. O Flamengo saltava na liderança do grupo.

Na 2ª rodada, o Flamengo foi ao Chile lutar contra um histórico bastante negativo diante da Universidad Católica, em quatro confrontos, uma vitória rubro-negra e três vitórias do rival. O time rubro-negro dominou o jogo, mas não conseguia fazer um gol, e ainda sofreu um, derrota por 1 x 0. No outro jogo, o Atlético Paranaense foi a Buenos Aires e venceu o San Lorenzo por 1 x 0. Atlético e Católica tinha 4 pontos, o Flamengo tinha três e o San Lorenzo nenhum.

Na 3ª rodada, Maracanã lotado e o Flamengo precisando da vitória para não se complicar. O centroavante peruano Paolo Guerrero abriu o placar, Diego ampliou, depois o time ainda sofreu um gol, mas saiu com a vitória: 2 x 1. Neste jogo, porém, o Flamengo sofreu um duro golpe ao ver seu principal jogador, o meia Diego, sofrer uma grave lesão no joelho, que olevou à mesa de cirurgia e o tirou da Libertadores. No outro joho do grupo, em Santiago, Universidad Católica e San Lorenzo empataram em 1 x 1. O Flamengo saltou à liderança do grupo, com 6 pontos, seguido pela Católica com 5 e o Atlético Paranaense com 4. O San Lorenzo aparecia com apenas 1 ponto, e àquela altura parecia praticamente eliminado.

Na 4ª rodada, os rivais brasileiros de enfrentaram em Curitiba, e o Flamengo caiu na Arena da Baixada pelo mesmo placar que havia vencido no Rio de Janeiro: 2 x 1 (gol rubro-negro marcado por Wilian Arãonos minutos finais). Em Buenos Aires, o San Lorenzo venceu a Universidad Católica também por 2 x 1, ganhando sobrevida. O acirradíssimo grupo tinha agora a liderança do Atlético, com 7 pontos, seguido pelo Flamengo, com 6, pela Universidad Católica, com 5, e pelo San Lorenzo, com 4.

Mais uma jogo decisivo no Maracanã na 5ª rodada, e o estádio mais uma vez lotou. O lateral-direito rubro-negro Rodinei abriu o placar, e depois vieram dois gols peruanos, de Guerrero e Trauco, o Flamengo venceu por 3 x 1, terminando seus jogos em casa com 100% de aproveitamento. No outro jogo, o San Lorenzo se vingou da derrota sofrida em Buenos Aires e venceu ao Atlético Paranaense por implacáveis 3 x 0 em Curitiba, e de virtual eliminado, voltou à luta por classificação. O grupo tinha agora o Flamengo na liderança, com 9 pontos, seguido pelo San Lorenzo e Atlético Paranaense, ambos com 7 pontos, e pela Universidad Católica, na última colocação, com 5 pontos. Todos os quatro, porém, tinham chance de classificação na última rodada.

Só uma combinação de resultado eliminava o Flamengo: perdeu em Buenos Aires para o San Lorenzo na 6ª rodada, e ver o Atlético Paranense vencer à Universidad Católica dentro de Santiago. Em nove possíveis combinações de resultado, só uma eliminava o Flamengo.

O Flamengo não só segurou a pressão inicial do San Lorenzo, como conseguiu abrir o placar. Enquanto que em Santiago, a Universidad Católica saltava a frente do Atlético Paranaense. Era importante segurar a vantagem até o intervalo, e depois era importante suportar a pressão nos vinte minutos iniciais da segunda etapa, para jogar a pressão para o lado do adversário. O Flamengo conseguiu tudo isso. E ao mesmo tempo, na capital chilena tudo continuava na mesma sintonia. Tudo parecia rumar para uma classificação tranquila. Mas há que se saber sempre que uma Libertadores é uma Libertadores!

Aos 29 minutos do 2º tempo, o garoto Matheus Sávio, que acabara de entrar no jogo, não cortou uma bola que recuperou na lateral do campo e deveria ter espanado para longe, permitiu a recuperação e o cruzamento feito pelo baixinho Cristian Barrios, que também havia acabado de entrar em campo, e encontrou a cabeçada para as redes de Marcos Angeleri. Empate. E quase ao mesmo tempo, já na segunda metade da segunda etapa, em Santiago, o Atlético também empatou, gol do ex-jogador do Flamengo Eduardo da Silva, aos 31.

A temperatura subiu. O risco aumentou. E subiu ainda mais quando aos 37 minutos, Douglas Coutinho virou o jogo para o Atlético Paranaense. Enquanto isto, no Estádio Nuevo Gasometro, tome pressão do San Lorenzo na área rubro-negro, sempre espanada para longe na base do chutão, sem conseguir ter posse de bola. Dois minutos depois do gol atleticano, a Universidad Católica voltou a empatar o jogo. Aos 40 do 2º tempo, era preciso um gol do Atlético e um do San Lorenzo para a eliminação do Flamengo acontecer. O gol paranaense não tardou, o veterano meia Carlos Alberto, aos 41 minutos do 2º tempo colocou Atlético 3 x 2 no placar em Santiago. Este resultado ia eliminando aos argentinos. O estádio em Buenos Aires já se mostrava mais atônito e apreensivo.

Se o Flamengo segurasse o empate, iria se classificar. O time do San Lorenzo seguiu pressionando, e o sistema defensivo rubro-negro seguia espanando para longe, e a bola voltava, e era espanada, e voltava, e o fantasma das eliminações precoces nas Libertadores de 2012 e 2014 atordoava, e todos os rubro-negros parados diante da TV se lembravam que aquele era o evento mais importante do ano, que não haveria finanças sanadas, vitórias políticas frente às corruptas instituições brasileiras, ou o título carioca conquistado dez dias antes, nada seria capaz de minimizar o impacto de voltar a ser eliminado na 1ª fase da Libertadores.

Relógio marcando 45, o juiz sinaliza mais três minutos de acréscimo. Corações a mil, respirações tensas, fantasmas de Libertadores passadas atormentando a mente e a alma. O cronômetro chega a 47 minutos quando a bola atravessa a área e encontra Fernando Belluschi, que avança e bate cruzada, a bola passa por baixo de Alex Muralha e estufa as redes. O jogo sequer é reiniciado depois disto, as arquibancadas do Nuevo Gasometro, em polvorosa, haviam explodido de emoção: San Lorenzo 2 x 1 Flamengo. A Libertadores, mais uma vez, acabava precocemente para o time da Gávea. Décima terceira participação rubro-negra no torneio continental, quinta eliminação ainda na fase de grupos, o nome do Flamengo se apequenava na América do Sul.

O San Lorenzo venceu os três jogos do returno e terminou em 1º lugar, com 10 pontos. A 2ª colocação, pelos critérios de desempate, e com os mesmos 10 pontos, foi do Atlético Paranaense. O Flamengo, que venceu todos os jogos em casa, mas perdeu todos os jogos fora de casa, terminou em 3º com 9 pontos. A Católica foi a última colocada do grupo, com 5 pontos.


Fichas Técnicas: Flamengo na Libertadores de 2017


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