GOLEADORES DÉCADA A DÉCADA
Olhar a história do Flamengo por este prisma traz uma ótica diferente e que em vários aspectos foge do senso comum. Por um lado reforça e endossa fatos e conhecimentos já sob amplo domínio do senso comum, mas por outro ilustra novidades que são pouco exacerbadas na história rubro-negra.
Já nas três primeiras décadas isto é perceptível. O maior goleador nos Anos 1910 foi Riemer, a quem já endossamos na Sessão de Hall da Fama aqui desde blog como personagem que elevou o futebol rubro-negro a outro patamar em seus primeiros anos, personagem essencial para o primeiro título conquistado, o Campeonato Carioca de 1914. Depois dele, um estrangeiro, o inglês Sidney Pullen, campeão carioca de 1912 com o Paysandu, migrou para a Gávea após a extinção do clube da colônia inglesa, e no Flamengo construiu uma rica história por mais de uma década.
Nos Anos 1920, o personagem central e o já tantas vezes exacerbado Nonô, seguido por uma figurinha constante das convocações da Seleção Brasileira na época, Junqueira. Nos Anos 1930, surpreende a grandeza do ponta-esquerda Jarbas, que marcou mais gols do que o grandioso Leônidas da Silva, e isto é surpreendente. O ponta jogou mais de uma década na Gávea, e também é poucas vezes exaltado ao tamanho da história que construiu em vermelho e preto.
A Artilharia Agregada de 1914 até 1939 mostra o tamanho dos nomes nas três primeiras décadas de história do Flamengo.
Nas três décadas seguintes reforçam mais as grandezas de nomes já consagrados na história rubro-negra. Ainda sim, demonstram de certa forma, reforçando, a grandeza diferenciada de nomes como Dida e Henrique Frade. O primeiro, em especial, com números que deixam ainda mais claro porque ele, Dida, tornou-se o maior ídolo do maior ídolo da história do Flamengo, Zico.
Chama atenção também o tamanho de Gérson, o Canhotinho de Ouro, entre os goleadores rubro-negros nos Anos 1960. Ainda mais não sendo ele centroavante, e nem sequer atacante. Se não houvesse saído tão cedo do Flamengo, em 1963, pelas desavenças com o técnico veterano Flávio Costa, dá para tentar imaginar a grandeza de história que ele poderia ter vindo a construir em vermelho e preto, mas que ficou reservada às camisas de Botafogo, São Paulo, Fluminense e Seleção Brasileira.
A Artilharia Agregada Acumulada de 1914 até 1969 reforça o tamanho dos nomes de Dida, Henrique e Pìrilo (o substituto de Leônidas da Silva) na história do Flamengo.
A artilharia entre as Décadas de 1970, 1980 e 1990 contam duas histórias: primeiro ilustrando de forma clara e cristalina o tamanho de Zico, e explicando o porquê de seu tamanho na história rubro-negra; e segundo reforçando mais uma vez o tamanho da Década de 1980 para o agregado da história do Flamengo.
Ao mesmo tempo, a maior surpresa é o tamanho que o nome de Luisinho Lemos construiu em vermelho e preto em tão pouco tempo que esteve no clube, outro nome pouco exaltado proporcionalmente ao tamanho do que foi. Acabou prejudicado por um período sem títulos. Se tivesse jogado uns dois anos mais na Gávea, ao menos em 1978 e 1979, certamente teria escrito seu nome em letras garrafais na história do clube.
Para concluir, os nome das primeiras décadas do Século XXI, com o espeço em branco para os Anos 2020, em meio do qual tal história ainda está em construção.
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