quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Grandes Temporadas em Pontos Corridos: 2018


A campanha do Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2018 se iniciou sob grande pressão por bons resultados. Após uma enorme ampliação na capacidade de investimentos do clube, revertida em grandes contratações, eram esperados títulos. O time havia caído na semi-final do Campeonato Carioca perante o Botafogo. Ansiava-se por um título, e seriam três competições disputadas em paralelo: Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. Na largada, o Flamengo perdeu um de seus principais jogadores: Éverton foi contratado pelo São Paulo.

Com a queda no Carioca, foi demitido o treinador Paulo César Carpegiani. Para o seu lugar a aposta foi ousada, tendo sido efetivado o jovem Maurício Barbieri, que chegara ao Flamengo em janeiro para ser auxiliar de Carpegiani, tendo um curriculum modesto, com passagens apenas por equipes do interior do Estado de São Paulo: Audax Osasco, Red Bull Brasil, Desportivo Brasil e Guarani.

À sua disposição, um elenco experiente, mas desfalcado de Paolo Guerrero, suspenso por doping, e Orlando Berrío, afastado havia longo período por uma lesão no joelho, sofrida no fim do ano anterior. Sem estas importantes peças, o elenco na largada do campeonato tinha:

DIEGO ALVES - CÉSAR
PARÁ - RODINEI
RÉVER - RHODOLFO
JUAN - LÉO DUARTE
TRAUCO - RENÊ
CUÉLLAR - JONAS
LUCAS PAQUETÁ - JEAN LUCAS
DIEGO - WILLIAN ARÃO
ÉVERTON RIBEIRO - MARLOS MORENO
VINÍCIUS JÚNIOR - GEUVÂNIO
HENRIQUE DOURADO - FELIPE VIZEU

Durante o turno, o elenco ainda perdeu o volante Jonas, vendido ao Al Ittihad, da Arábia Saudita. E o clube já havia consolidado a vende de duas jovens promessas, os atacantes Vinícius Júnior e Felipe Vizeu tinham destino acertado no futebol europeu, o primeiro vendido ao Real Madrid, da Espanha, e o segundo à Udinese, da Itália. Para repor estas baixas, o clube foi ao mercado e se reforçou com três peças novas: o volante paraguaio Robert Piris da Motta, adquirido ao argentino San Lorenzo, o centroavante colombiano Fernando Uribe, adquirido ao mexicano Toluca, e a maior contratação da temporada, o ponta Vitinho, adquirido por 10 milhões de euros, maior contratação da história do Flamengo até então, comprado ao CSKA Moscou, da Rússia.

O Flamengo fez uma boa largada no campeonato, tendo vencido três dos quatro primeiros jogos, assumindo a liderança da competição logo em seu início. E só não venceu na estreia porque foi vexaminosamente prejudicado pela arbitragem no empate por 2 x 2 contra o Vitória, em Salvador. Na sequência, vitórias por 2 x 0 no América Mineiro, por 3 x 0 no Ceará e por 2 x 0 no Internacional. Na 5ª rodada, poupou os titulares e perdeu por 3 x 2 para a Chapecoense na Arena Condá.

Na rodada seguinte um empate por 1 x 1 contra o Vasco. O Flamengo perdia pontos importantes, mas se mantinha na ponta. Então engatou cinco vitórias consecutivas que deram um certo conforto: 1 x 0 no Atlético Mineiro em Belo Horizonte, duas vitórias no Maracanã, por 2 x 0 no Bahia e por 1 x 0 no Corinthians, 2 x 0 no Fluminense em Brasília, e 2 x 0 no Paraná no Maracanã. Antes da parada para a Copa do Mundo, um confronto direto contra o Palmeiras em São Paulo, e numa atuação para lhe dar afirmação, o time empatou por 1 x 1. Houve então um mês de parada para a disputa da Copa do Mundo e o Flamengo descansava na liderança, seguido pelo São Paulo, seu próximo adversário, e jogando no Maracanã. Era quase uma decisão...

Era hora para se ter dado foco máximo durante a parada, encarado o jogo em casa contra o adversário direto como uma final que o consolidaria na ponta. Maracanã lotado, festa montada, mas fracasso dentro de campo: vitória são-paulina por 1 x 0.

Porém, a sequência de resultados nos três jogos seguintes manteve a chama acesa. Vitória por 2 x 0 sobre o Botafogo, empate por 1 x 1 contra o Santos na Vila Belmiro, e goleada por 4 x 1 sobre o Sport Recife no Maracanã.

Iniciava-se então o mês de agosto e uma sequência decisiva de jogos em três competições: duelo contra o Cruzeiro pelas oitavas de final da Copa Libertadores, e contra o Grêmio pelas quartas de final da Copa do Brasil. O time foi eliminado no primeiro (o mais importante) e conseguiu a classificação no segundo. Pelo Brasileiro, a sequência também era difícil: contra o time reserva do Grêmio, em Porto Alegre, o time desperdiçou excelente oportunidade e acabou derrotado por 2 x 0, depois venceu ao Cruzeiro por 1 x 0 no Maracanã. Na última rodada do turno, uma derrota acachapante por 3 x 0 para o Atlético Paranaense, em Curitiba. O time mantinha uma campanha consistente, mas repleta de oscilações. Sentiu sobretudo à saída de Vinícius Júnior, que foi para o Real Madrid.



No começo do returno, o time viveu sua maior instabilidade no campeonato. Na 1ª rodada, venceu ao Vitória por 1 x 0 no Maracanã, depois, empatou por 2 x 2 contra o América Mineiro em Belo Horizonte, tendo sofrido o gol de empate nos minutos finais, depois de estar duas vezes a frente no placar. Na sequência, duas derrotas, por 1 x 0 para o Ceará no Maracanã, e por 2 x 0 no Internacional em Porto Alegre. O time caía na tabela. Ainda venceu à Chapecoense por 2 x 0 no Maracanã, mas na sequência teve um empate por 1 x 1 com o Vasco, em Brasília. A sequência ruim tirava o Flamengo da luta pelo título.

Na rodada seguinte, o time ainda venceu ao Atlético Mineiro por 2 x 1 no Maracanã. Porém, eliminado da Copa do Brasil na semi-final pelo Corinthians, Maurício Barbieri acabou demitido, dando lugar a Dorival Júnior.     

O elenco rubro-negro que lutou pelo título de 2018:

Goleiros: Diego Alves e César
Laterais: Pará e Rodinei; Renê e Miguel Trauco
Zagueiros: Réver, Léo Duarte, Rhodolfo, Thuler e Juan
Volantes: Cuéllar, Piris da Motta, Willian Arão, Rômulo e Jean Lucas
Meias: Diego, Lucas Paquetá, Geuvânio e Matheus Sávio
Pontas: Éverton Ribeiro, Vitinho, Marlos Moreno e Berrío
Centroavantes: Uribe, Henrique Dourado e Lincoln




A sequência final sob o comando de Dorival Júnior foi excepcional, mas a reação foi muito tarde. No seu primeiro jogo a frente do time, um empate sem gols contra o Bahia em Salvador. Depois três excelentes vitórias: 3 x 0 no Corinthians em Itaquera, 3 x 0 no Fluminense, e goleada por 4 x 0 sobre o Paraná Clube, em Curitiba.

Era hora de decidir o campeonato. Mais uma vez o Flamengo enfrentava um adversário direto pela ponta num Maracanã lotado. Mais uma vez, a chance foi desperdiçada: empate por 1 x 1 contra o Palmeiras. Na rodada seguinte, empate por 2 x 2 contra o São Paulo dentro do Morumbi. O time rubro-negro tinha dificuldade para vencer aos grandes jogos decisivos.

Para piorar, na rodada seguinte, uma derrota por 2 x 1 para o Botafogo no Engenhão. A distância para o líder era de 7 pontos. A sequência de quatro vitórias consecutivas nas rodadas seguintes não foi suficiente para impedir a conquista palmeirense. Vitórias rubro-negras por 1 x 0 sobre o Santos no Maracanã, e por 1 x 0 sobre o Sport Recife na Ilha do Retiro, depois um 2 x 0 no Grêmio no Maracanã e um 2 x 0 no Cruzeiro no Mineirão. Mas com uma rodada de antecedência, o Palmeiras se sagrou campeão. Na última rodada, derrota de virada por 2 x 1 para o Atlético Paranaense no Maracanã diante do maior público do campeonato.

Chegando a 72 pontos, Vice-campeão Brasileiro, o Flamengo alcançou sua maior pontuação na história do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, superando os 71 pontos feitos em 2016 e os 66 pontos feitos em 2009 quando se sagrou campeão.



Veja todos os detalhes sobre 2018: A Maior Atuação até então em Pontos Corridos


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