sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Gestão Azul: Diário da Revolução Prometida (2ª parte)

A Eleição de 2015 foi marcada pelo racha no grupo que havia vencido a Eleição 2012 como Chapa Azul. O presidente na gestão 2013-2015, Eduardo Bandeira de Mello, tentava a reeleição como Chapa Azul, enquanto alguns de seus ex-apoiadores formaram a Chapa Verde. Bandeira não teve dificuldade para se reeleger, para estar novamente a frente do Flamengo, agora na gestão 2016-2018.

Aqui você encontra o Diário da Revolução Prometida (1ª parte), com um resumo da Gestão 2013-15, cuja continuação segue abaixo.

Passo a passo, vamos relatar aqui um balanço que irá sendo atualizado durante os três anos da segunda gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Clicando em cada link abaixo, você acessa o relatório completo de cada etapa descrita.

Descrição dos cargos ocupados na nova diretoria para o Triênio 16-18.

Meta até 2018: ser o maior da América do Sul
O plano neste três anos é ser campeão todos os anos. O Flamengo pagou o impagável, tornou-se a maior arrecadação do futebol brasileiro. Agora está na hora de dar esses dividendos para a torcida. Queremos chegar ao fim do mandato como o time mais forte da América do Sul.

Sócio-Torcedor: 3º Aniversário do Programa Nação Rubro-Negra, o "Ano Vai-Não Vai"
O resultado do Ano 3 do Programa ST comprovou o argumento, já há muito defendido, de que a diretoria errou grosseiramente na estratégia adotada no segundo ano, à base do discurso de "se alcançarmos tantos sócios, daremos um craque de presente". Quando contratou um craque, o ST arrancou, mas como os resultados em campo não chegaram, o resultado voltou a cair.

A impressionante melhora das finanças do Flamengo de 2012 a 2015
A dívida foi reduzida em 27%, ou R$ 233,6 milhões. O crescimento acumulado das receitas foi de R$ 140,9 milhões ao ano (71% acima de 2012), com crescimento de 74% das receitas do futebol e de 30% do resto não-futebol. As receitas com patrocínio tiveram um aumento impressionante de R$ 51,1 milhões ao ano, crescendo 148% frente a 2012. A arrecadação total com a Torcida do Flamengo cresceu 600%, com a receita com Bilheteria tido crescimento de 300% e o Sócio-Torcedor passando a gerar R$ 30 milhões ao ano. Em 2012, o resultado de receita com torcida equivalia a R$ 0,25 por cada torcedor no ano, em 2015 passou a equivaler a R$ 1,85 por ano dado do bolso de cada torcedor para o clube. Os Incentivos Fiscais passaram a gerar uma receita nova próxima a R$ 20 milhões por ano. O resultado final, excluindo-se as Despesas Financeiras (juros de dívidas), foi superavitário pela segunda vez na história do clube, e pelo segundo ano consecutivo, o Flamengo teve a maior receita dentre os clubes de futebol do Brasil.

Gestão Azul: Capítulo 13 - O fantasma da cruz de malta
O Flamengo amargou o pior jejum diante do Vasco desde o período de 1945 a 1951, quando o Vasco, que tinha um dos maiores times de sua história e ficou 20 jogos sem perder para o Flamengo. Em 2015 e 2016, O fantasma da cruz de malta rondava a Gestão Azul: 9 jogos seguidos sem superar o Vasco, com 3 empates e 6 derrotas. O Flamengo continuava com um resultado primoroso no campo das finanças, mas lamentável dentro das quatro linhas, por mais que viesse claramente evoluindo, mas sem resultados expressivos em campo, o que só fazia com que a pressão aumentasse cada vez mais por boas campanhas.

Gestão Azul: Capítulo 14 - Agora vai?
A diferença de ter as contas ajustadas pode ser vista na formação de um elenco capaz de oferecer uma variedade de peças de reposição qualificadas ao treinador, pré-requisito fundamental para uma competição com 38 rodadas, uma prova de resistência, e não de explosão. Com 37 pontos, o Flamengo estava apenas três atrás do líder Palmeiras. A pontuação representava a melhor campanha rubro-negra nas 21 primeiras rodadas na história do Brasileiro por pontos corridos. Novos tempos de glória haviam chegado?

Gestão Azul: Capítulo 15 - A luta continua!
Com uma grande contratação, o meia Diego, esperava-se o título nacional, mas dentro de campo o time terminou o Brasileiro em 3º lugar. No entanto, conseguiu seu objetivo inicial, a classificação direta à fase de grupos da Libertadores 2017. Frutos do trabalho no futebol, até então, só pelos bons resultados obtidos nas divisões de base em 2016. Fora de campo, a luta tinha diferentes frentes: a gestão do Maracanã, a consolidação da Primeira Liga, e as relações com a Rede Globo e a FERJ em relação ao Carioca 2017. Não faltavam frentes de batalha!

Flamengo: a melhor e mais saudável gestão financeira do futebol brasileiro
Quem afirmou foi o maior banco do Brasil, o Itaú, na publicação de seu Relatório Anual sobre a situação financeira do futebol brasileiro referente ao ano de 2016: o Flamengo conseguiu controlar os gastos ao longo dos anos anteriores, passando e ter condições de fazer grandes contratações e importantes investimentos.

4º Aniversário do Sócio-Torcedor Nação Rubro-Negra: enfim a decolagem!
Em 26 de março de 2017 o Programa Nação Rubro-Negra completou seu quarto ano de existência. Os números provam que a estratégia para alavancar o programa envolve a necessidade de investir, responsável e sustentavelmente, para colher o retorno do investimento via aumento de Sócios-Torcedores. Enfim, os sinais de decolagem apareciam. Já não era mais um fator novidade, agora era por um fator maturidade.

Resultado Financeiro 2016: De onde vem o dinheiro do Flamengo?
Comparando os números de 2016 com os de 2012, o Flamengo ganhou R$ 183 milhões pelos novos contratos de TV, e ganhou R$ 62 milhões pela sua maior competência de gestão econômico-financeira. E com competência, criou ainda R$ 38 milhões a mais por ano em "receitas novas". O Flamengo se destaca na arrecadação com STs e só tem Incentivos Fiscais graças às CNDs obtidas, bônus pela atuação multidesportiva do clube, além dos campos de futebol.

Flamengo, o único no Brasil a fazer frente financeiramente aos paulistas
Eis a real luta contra a espanholização do futebol brasileiro: o Flamengo é o único a conseguir fazer frente financeiramente aos paulistas, mantendo-se na luta contra a hegemonização. O Flamengo foi o clube de maior receita no Brasil em 2016, recebeu R$ 510,1 milhões no ano, um aumento de 43% em relação à receita do ano anterior, os três seguintes que mais tiveram receita no ano foram Corinthians (R$ 485,4 milhões), Palmeiras (R$ 468,6 milhões) e São Paulo (R$ 393,4 milhões).

Finanças vs Futebol: o Falso Dilema
Já se havia saído do sofrível para o ruim. Agora, saiu-se do ruim para o bom. Para saltar para o ótimo, depende de grandes conquistas, e até o fim de 2017 haverão as oportunidades para provar. Se não neste ano, terá que ser no próximo, ou no outro, ou no outro, mas o que não se pode é se desfazer um trabalho e ameaçar voltar do bom para o ruim. Agora é seguir a caminhada mantendo-se no bom, numa busca incessante para se chegar ao ótimo.

Gestão Azul: Capítulo 16 - A Tormenta Perfeita
Nas finanças, o Flamengo era o único clube do Brasil a conseguir frente aos paulistas em volumes de receita, e depois de ter tido por muitos anos a maior dívida entre os clubes brasileiros, rumava a passos largos para sair do Top 8 de endividados. Em gestão financeira, nota máxima. Na política externa, vitória na quebra de braço com a FERJ e a Rede Globo, derrota com a morte da tentativa de revolução através da Primeira Liga, e uma luta incessante por uma licitação honesta no Maracanã. No futebol: campeão carioca de 2017. Mas isto era pouco, quase nada, diante das pretensões rubro-negras para 2017. Na disputa que realmente importava, uma traumática eliminação precoce na Copa Libertadores. A vida tinha que seguir em frente... todas as fichas então concentradas em se tornar campeão brasileiro.

Gestão Azul: Capítulo 17 - O Ano do Quase-Quase
O perfil de investimento no elenco de futebol do Flamengo em 2015 havia sido claramente de ampliar a força ofensiva. Em 2016 se tentou equilibrar o investimento na defesa. Em 2017 o objetivo era dar o retoque final no equilíbrio entre defesa e ataque. Por isto esperava-se resultados grandes. As duas maiores metas naufragaram: Libertadores e Brasileiro. O título de Campeão Carioca era pouco. Ter sido campeão da Copa do Brasil ou da Copa Sul-Americana minimizaria, mas, quase-quase, o Flamengo foi vice duas vezes. Ficar fora da Libertadores 2018 teria sido a catástrofe absoluta.

Flamengo, você quer competir contra quem?
O Flamengo quer competir contra o Bloco dos Rivais Paulistas ou contra o Bloco dos Rivais Cariocas? Respondendo esta pergunta é que se chega à conclusão se o copo deve ser visto meio cheio ou meio vazio. O que se vê da análise fria dos números, é que o desempenho 2013-17 está longe de ser uma catástrofe frente ao desempenho histórico. Mais uma vez, não é motivo para rojões e comemorações, mas está distante de ser o caos flamejado nas bandeiras erguidas pelos críticos.

FLAMENGO: Análise dos Resultados Financeiros de 2017
O resultado publicado na Demonstração Financeira de 2017 do Flamengo endossava uma conclusão cristalinamente já visível desde a divulgação do Resultado Financeiro Consolidado de fechamento do 2º semestre de 2017: o Flamengo estava financeiramente sanado. Números de encher os olhos! E uma conclusão explícita: o problema da dívida estava definitivamente acabado, o Flamengo era um clube economicamente e financeiramente sanado pela Gestão Bandeira de Mello.

Evolução nas finanças e no futebol
A expectativa por melhores resultados em função do aumento da capacidade de investimento num elenco mais qualificado, gerou uma desilusão e um sentimento de fracasso, e isto de certa forma camufla a evolução que existiu nos resultados dentro do campo de futebol. Analisando-se friamente os fatos: houve evolução financeiramente muita e futebolisticamente alguma, mas não houve sucesso. Faltava a glória.

Sócio-Torcedor - Ano 5: subindo e descendo a colina
Impulsionado pelas campanhas que o levaram às finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana em 2017, o Programa de Sócio-Torcedor teve uma forte adesão e alcançou seu pico histórico (subida da colina). Depois viveu forte inflexão, com o cancelamento das adesões que buscavam exclusivamente os descontos nas partidas jogadas no Rio de Janeiro pelas finais destas duas competições citadas (descida da colina).

FLAMENGO: Maior Faturamento do Futebol Brasileiro em 2017
O Flamengo foi o clube que mais faturou dinheiro no Brasil em 2017. Foi a conclusão de um levantamento realizado pela empresa Sports Value, com os 20 maiores clubes brasileiros.

Gestão Azul: Capítulo 18 - Fábrica de Baldes de Água Fria
A prioridade rubro-negra não era o Carioca, era avançar na Libertadores. O clube estava traumatizado por três eliminações consecutivas na Fase de Grupos, algo não condizente às pretensões que o clube tinha de ser um dos maiores da América do Sul. Ainda que a prioridade fosse outra, no entanto, cair para um de seus rivais no Estadual, já que eles estavam em estado de frangalhos, era um vexame que obviamente teria enormes consequências negativas para o conjunto da temporada 2018. A "fábrica de baldes de água fria" já estava montada para funcionar.

Escolhas de técnico: o ponto mais desastroso da Gestão Bandeira de Mello
A Gestão Eduardo Bandeira de Mello não mudou em nada esta realidade. Endossando ainda mais este aspecto - escolha de técnico - como o ponto mais desastroso de uma gestão que desde que chegou ao poder se propôs a ser mais moderna que todas as outras.

Gestão Azul: Capítulo 19 - Estancando o sangramento
Crise na Gávea! Havia uma ferida aberta e jorrando sangue. Só resultados em campo estancariam o sangramento. Na Libertadores, o time superou o trauma de três eliminações seguidas e avançou às oitavas de final. No Brasileiro, o time fez a melhor campanha rubro-negra acumulada em 12 primeiras rodadas na história do campeonato por pontos corridos. A sangria estava estancada.


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